sábado, 7 de maio de 2011

Mostra Cultural da Índia - Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte - de 19 de Maio à 05 de Junho/2011

clique para ampliar
Mostra Mudra
27 MAIO
SEMINÁRIO
"Colóquio Internacional sobre Rabindranath Tagore e Aspectos da Cultura Indiana”
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS // 9 às 17h
Faculdade de Economia da UFMG – Auditório 4 - Campus Pampulha

04 JUNHO ABERTURA OFICIAL DA MOSTRA
SHOW ARUNIMA KUMAR e ANANDA JAYANT
MINASCENTRO // 20:00 h
Av. Augusto de Lima, Nº 785 – Centro

05 JUNHO
SHOW ARUNIMA KUMAR e ANANDA JAYANT
BURLE MARX CENTRE, INSTITUTO INHOTIM // 15:30h
Rua B, 20, Inhotim, Brumadinho
Tel (31) 3227.0001 // info@inhotim.org.br

31 MAIO a 05 JUNHO FESTIVAL DE COMIDA INDIANA
com o chef Virendra Rawat
RESTAURANTE MAHARAJ
Rua Paraíba, 523 - Funcionários
leoananda@indiaconsulatemg.org
Tel (31) 3264.5444 ou (31) 3035.3836



Fonte da imagem em Música Indiana Brasil
Onde eu vi:  Hanah (via Facebook) 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ceridwen/Santo Graal/Lancelot

Eu lhe dou vida
Eu lhe dou a morte
é tudo uma coisa só
Você viaja o caminho em espiral
o caminho eterno
que é a existência
sempre se transformando
sempre crescendo
sempre mudando
Nada morre, que não renasça
nada é existe sem ter morrido
Quando você vem para mim
Congratulo-me com você 
então eu o acolho em meu ventre
meu caldeirão de transformação
onde você é misturado e peneirado
fundido e fervido
derretido e triturado
reconstituído e reciclado
Você sempre volta para mim
você sempre sai renovado
Morte e Renascimento,
nada mais são que pontos de transição
ao longo do Caminho Eterno.

The Damsel of the Sanct Grael por Dante Gabriel Rossetti

O cálice da Deusa, oh, Mãe é o cadinho de Ceridwen, onde todos os homens são nutridos, e de onde todos os homens retiram coisas boas deste mundo. Chamaram a Deusa, oh vocês padres obstinados, mas ousariam enfrentá-la se ela aqui estivesse? Morgana cerrou suas mãos na mais fervorosa evocação de sua vida. Sou sua sacerdotisa, oh, Mãe! Use-me, eu rogo, como quiseres!
imagem: Tarô Bárbara Walker
À medida que se movia diante de Lancelote, ela o ouvia murmurar com veneração:
- É você, mãe? Ou estou sonhando?... e levou a taça a seus lábios, cheio de transbordante ternura; hoje, ela era a mãe de todos eles. Até Artur ajoelhou-se diante dela quando o cálice passou brevemente diante de seus lábios. 
Sou todas as coisas - Virgem e Mãe, e Aquela que dá a Vida e a Morte. Ignorem-me no perigo, vocês que me chamam por outros Nomes... Saibam que Eu sou Única... 


Fontes/textos e imagens:
Oráculo da Deusa - Amy Sohia Marashinsky/ilustraçao Hrana Janto
As Brumas de Avalon - Volume IV - O Prisioneiro do Árvore - Marion Z. Bradley
http://mydailygoddess.blogspot.com/2008/03/cerridwen-death-rebirth.html
http://www.olhosdebastet.com.br/textos/TAR%D4%20BARBARA%20WALKER.htm

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Santa Brígida - Oração contra adversidades

imagem: Santa Brígida

A oração contra as adversidades ou Cruz dos Santos é de origem escocesa, mais exatamente nas Ilhas Hébridas, no século XII. Ela deve ser recitada antes de sairmos de casa, quer seja para o trabalho ou quando em viagens


A Cruz dos Santos e dos Anjos esteja conosco desde o alto de nossas cabeças, até o solo onde pisam nossos pés.
Ó Gloriosa Mãe de Deus,
Ó Poderoso São Miguel,
Ó gentil Santa Brígida preservai-nos de todo o mal.
Ó vós Três! preservai-nos no caminho reto.
Ó vós Três! preservai-nos no caminho reto.
Preservai-nos porque somos ainda pequenos, preservai-nos porque somos crianças do Senhor, preservai-nos de todos os perigos e tentações.
A proteção dos Três está conosco neste momento!
Ó vós Três! colocai-nos detrás de vossos escudos!
Assim seja!


Leia também: Oração de São Patrício

Fonte: Fonte: Revista Destino/1998 - Ed.Abril
Artigo: "Orações, palavras de poder", por Sílvia Lakatos e Edmundo Pellizzari

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eurínome

imagem em  Marta taróloga


"Quando despertei e surgi do
caos rodopiante e fervilhante
não vendo outra maneira de expressar
o puro deleite
a selvagem alegria
a explosão de energia
que senti
comecei a dançar minha exuberância
essa sensação de flutuar num mar
de alegria arrebatadora
perdida e transportada
na intensidade
do êxtase"


Texto em : O Oáculo da Deusa, de Amy Sophia Marashinsky, com ilustrações de Hrana Janto

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Beleza sem fim

imagem: The Lady and Her Lord by artoftheempath.com/

Conheça os trabalhos de Michele-lee Phelan em: 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Roseira brava


...Havia outra coisa sobre o travesseiro, que escorregou  e modificou-se, um botão de rosa ainda não aberto, depois uma rosa cheia. E quando Morgana o pegou, era o fruto da roseira brava, pulsando de vida acre. Enquanto o contemplava, ele encolheu-se, murchou e ficou seco, na palma de sua mão. E ela compreendeu, de súbito.

A flor e até mesmo o fruto são apenas o começo.
 Na semente está a vida e o futuro.


E o que eu sou deve ser escondido, como a rosa está escondida dentro da semente.


Texto: As Brumas de Avalon - Livro 3 ( O Gamo-Rei )  -  Marion Z. Bradley
imagem 1: Carta VI - Os Amantes - Madru - A Lenda da Grande Floresta - Frederick Hetman - ilustrado por Tilman Michalski
imagem 2: Wikipedia: Rosa Canina ilustação de Otto Wilhelm Thomé

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O simbolismo do número três


A bandeira da ilha de Man mostra um tríscele com Três Pernas de emblema, no centro de uma bandeira vermelha. As três pernas estão unidas na coxa e dobradas no joelho. A fim de ter os dedos apontando no sentido horário.
O tríscele tem as suas raízes Celtias como símbolo do sol que também era utilizada por muitas outras civilizações antigas, incluindo os micênios. A bandeira é semelhante a da Sicília.


A bandeira da Sicília foi originalmente adotada em 1282 após um importante evento histórico denominado Vésperas Sicilianas.
É caracterizada pelo tríscele (por vezes erroneamente denominado trinacria) ao centro, a cabeça de Medusa e três espigas de trigo. As três pernas dobradas supostamente representam boa sorte e prosperidade.
Um tríscele (do grego triskélion; trislelís, "com três pernas") é um símbolo formado por três espirais entrelaçadas, por três pernas humanas flexionadas ou por qualquer desenho similar contenham a ideia de simetria rotacional.


O tríscele é o símbolo identificativo de quatro nações europeias: a Bretanha, a Ilha de Man, a Galiza e a Sicília.
Os trísceles de Man e da Sicília são formados por três pernas dobradas e entrelaçadas na região da virilha. Enquanto que o tríscele de Man são três pernas envolvidas por uma armadura, o tríscele siciliano contém em seu centro a imagem da cabeça de uma Medusa.

Made by Alejandro Mery based on Image:Flag_of_Sicily.svg (from Angelo Romano) which is also {{PD-self}}

O tríscele da Galiza são três meias luas girando sobre o mesmo ponto.
O tríscele é um símbolo que aparece em muitas culturas da Antiguidade, como a dos Celtas ou a micênios ou dos lícios. No caso da Bretanha, Ilha de Man e Galiza é própria da cultura Celta. No caso da Sicília seria herdado da Civilização micênica. Também é um emblema heráldico posto em escudos de guerreiros ilustrados na cerâmica da Antiga Grécia. (Wikipédia)

imagem1: Triskle -  Symbolom.com.br

Triskle é um símbolo celta que representa as tríades da vida em eterno movimento e equilíbrio.

Nascimento-Vida-Morte
Corpo-Mente-Espírito
Céu-Mar-Terra

Este importante símbolo, também conhecido como triskele, triskelion ou tryfot, é uma espécie de estrela de três pontas, geralmente curvadas, o que confere ao símbolo uma graciosa fluidez de movimento. Pode ainda ser definida como um conjunto de três espirais concêntricas. É um dos elementos mais presentes na arte celta, e tem sua origem atribuída aos povos mesolíticos e neolíticos. O triskele é um antigo símbolo indo-europeu. Também era utilizado por povos germânicos e gregos.
Os Celtas consideravam o três como sendo um número sagrado. A primitiva divisão do ano em três estações - primavera, verão e inverno - pode ter tido seu efeito na triplicação de uma deusa da fertilidade com a qual o curso das estações era associado.
Ou seja, o triskle, com suas três pontas, está associado ao fluxo das estações e por conseqüência representa a própria Deusa. Ademais, temos uma conexão óbvia com as três faces da Deusa (Donzela, Mãe e Anciã), bem como às três fases da lua (crescente, cheia e minguante), ou ainda com nossa natureza tríplice (corpo, mente e alma). Assim sendo, fica clara a importância do triskle para a religião da Deusa. Sua presença em achados arqueológicos em terras celtas, da Irlanda à Europa Oriental, atesta sua ampla adoção pelos Antigos.
A iconografia continental atribui grande ênfase ao simbolismo da tríade, o conceito da triplicidade, e o conteúdo mítico-literal ausente no continente é amplamente fornecido pela infindável variação desse tema na literatura irlandesa e galesa.
Os Celtas consideravam o três como sendo um número sagrado. A primitiva divisão do ano em três estações - primavera, verão e inverno - pode ter tido seu efeito na triplicação de uma deusa da fertilidade com a qual o curso das estações era associado.

imagem Deusa Tríplice: Feminino essencial

Para a Wicca, o triskle, com suas três pontas, está associado ao fluxo das estações e por conseqüência representa a própria Deusa. Ademais, temos uma conexão óbvia com as três faces da Deusa (Donzela, Mãe e Anciã), bem como às três fases da lua (crescente, cheia e minguante), ou ainda com nossa natureza tríplice (corpo, mente e alma). Assim sendo, fica clara a importância do triskle para a religião da Deusa. Sua presença em achados arqueológicos em terras celtas, da Irlanda à Europa Oriental, atesta sua ampla adoção pelos Antigos.
A iconografia continental atribui grande ênfase ao simbolismo da tríade, o conceito da triplicidade, e o conteúdo mítico-literal ausente no continente é amplamente fornecido pela infindável variação desse tema na literatura irlandesa e galesa. (Symbolom.com.br)





"A Quimera, criatura formada por três partes de animais: o leão, a cabra e a serpente, era também um símbolo do ano dividido em três partes: a primavera, o verão e o inverno.
Somente depois do surgimento do patriarcado, esse animal, que era originalmente considerado sagrado, passou a ser a representação máxima do mal e do perigo, e por isso foi morto pelo herói grego da Antiguidade Belerofonte, que mais tarde serviu de modelo para as características e feitos de São Jorge." 
(Hajo Banzaf - Simbolismo e significado dos números)* 


Número divino:
"Os céus deram aos homens três coisas para compensar as diversas  dificuldades da vida:
A ESPERANÇA,
O SONO E
O SORRISO."
Immanuel Kant*


"O Tao gera o Um
O Um gera o Dois
O Dois gera o Três
O Três gera todas as coisas.."
Lao Tse/Tao -Te-King

terça-feira, 26 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Avalon


"Avalon estará sempre ali para todos os que puderem buscar o caminho, por todos os séculos e além dos séculos. Se não puderem encontrar o caminho de Avalon, isso talvez seja um sinal de que não está prontos pra isso. "


quarta-feira, 20 de abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Rig Veda

Ó Deus que sois em número de onze nos céus; que sois em número de onze sobre a Terra, e que, em número de onze habitais com glória no meio dos ares, possa nosso sacrifício vos ser agradável.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Odin e árvore do mundo - Arcano XII

Segundo o Edda Odin ficou pendurado durante 9 dias na árvore do mundo, Yggdrasil. Quando caiu, havia descoberto as runas, era uma sábio poderoso.
imagem: Odin

Sei que pendia da árvore flexível,
Durante nove longas noites,
Ferida pela lança 
Dedicada a Odin,
Eu mesma me feri
No galho da árvore;
Não é possível descobrir
De qual raiz ele cresceu.

imagem: Yggdrasil

A árvore do mundo fica no colo da Mãe Terra, perto do ônfalo, o umbigo do mundo, e une as camadas deste na medida em que chega com suas raízes aos mundos subterrâneos e atinge o céu com sua coroa. De Yggdrasil flui mel, que dá força e sabedoria. Esta árvore cresce do céu para a terra.


imagem: Wikipédia

ARCANO XII
De cabeça para baixo, vejo o mundo com outros olhos. 
(Sheldon Kopp) 

imagem: Epinal Tarot

Pela imobilidade exterior é possível desenvolver-se a liberdade interior. De cabeça para baixo durante um tempo mais demorado notamos melhor o ritmo cardíaco. O ritmo do "eu sou". Os místicos orientais denominam  este ritmo de "nada", (respectivamente microcosmo = macrocosmo) "a batida cardíaca" do absoluto respectivamente corresponde à do universo.  

Fonte do texto: Hajo Banzaf - Manual do Tarô - Ed. Pensamento

sábado, 16 de abril de 2011

O sagrado segredo das ervas

imagem: Circe

Antigamente, várias ervas e plantas, que se supunha possuírem poderes místicos, recebiam apelidos ''bruxos".
Alguns desses antigos nomes ainda são usados por muitos bruxos e herbalistas de hoje, como:
Grama-de-feiticeira = Grama-de-ponta (Agropyron repens);
Sinos de fei­ticeira/ou luvas de feiticeira = Dedaleira (Digitalis);
Vassoura de feiticeira = Urze (Calluna vulgaris);
Er­va de feiticeira = Cicuta venenosa (Conium maculatum);
Círio de bruxa/ou  vela de feiticeira = Verbasco (Verbascum thapsus);
Bolsa de feiticeira = Bolsa-de-pastor (Capsella bursa-pastoris);
Flor de cigano = Cinoglossa (Cynoglossum officinale);
Erva de cigano = Verônica (Verónica officinalis);
Pé de druida velho = Estrela resplandecente (Chamaelirium luteum)*;
Violeta de mágico = Pervinca (Vinca minor); e
Raiz de feiticei­ra = Ginseng (Panax ginseng).

Historicamente, a Verbena tem sido asso­ciada à bruxaria, magia e feitiçaria; por essa razão recebeu os apelidos bem apropriados de Erva de bruxo e Planta de encantamento.
Na antiga Roma era conhecida como a Erva do bom presságio, sendo utilizada para decorar os altares dos deuses.
Muitas ervas usadas pelos bruxos foram colhidas, comidas ou sacrificadas em honra a certas deidades pagãs. 
Suas associações mitológicas estão refletidas nos apelidos:

Verbascum thapsus
Grupo de Júpiter  - Verbasco (Verbascum thapsus);
Raio de Júpiter -  Meimendro (Hyoscyamus níger);
Lágrima de Juno, Planta de Mercúrio ou  Lágrimas de Ísis - Verbena (Verbena); e
Barba de Júpiter/ou Olho de Júpiter - Sempre-viva dos telhados (Sempervivum Tectorum).
* Nome popular de três plantas norte-americanas: 
Aletris farinosa, Chamaelirium luteum e Liatris squarrosa. (N.T.)

Na Idade Média, quando a Igreja Cristã ganhou po­der, as deidades de natureza pacífica da Religião Antiga foram transformadas nos diabos da nova religião, e muitas ervas, associadas aos pagãos, tomaram-se ervas do diabo e receberam apelidos como:

Pedaço do diabo = Estrela resplandecente (Chamaelirium luteum),
Nabo do diabo = Briônia (Bryonia dioica);
Chapéu do diabo = Bardana (Petasites);
Erva do diabo = Junípero (Juniper sabina);
Provocação do diabo/brinquedo do diabo = Milefólio (Achillea millefolium),
Vinha do diabo = Trepadeira (Convolvulus sepium)',
Maçã de Satã e Vela do diabo = Mandrágora europeia (Mandragora officinarum);
Pedaço do diabo = Heléboro (Veratrum viride):
Ossos do diabo = Inhame selvagem (Dioscorea villosa);
Maçã do diabo e Trombeta do diabo =  Estramônio (Datura stramonium)
Olho do diabo = Meimendro (Hyoscyamus niger) ;
Excremento do diabo = Férula (Ferula foetida);
Doce do diabo = Visco (Viscum album); e
Raiz do diabo = Cacto peiote (Lophophora williamsii).

Na Alemanha e na Holanda, a Artemísia (Artemísia vulgaris) era conhecida como "Planta de São João", pois acreditava-se que, quando colhida na véspera do dia de São João (véspera do Solstício de Verão), dava proteção contra feitiçaria, maus espíritos, doenças e infortúnios.

O Estragão (Artemísia dracunculus) às vezes chamado de Erva do dragão ou Pequeno dragão;
a Arruda (Ruta graveolens) é conhecida como Erva da gra­ça,
e o Manjericão (Ocimum basilicum) é a Erva do amor.

Círculos de cogumelos em áreas gramadas, que mar­cam a periferia do crescimento dos micélios sob o solo, são chamados de "anéis das fadas", em virtude da crença de que os círculos são produzidos por fadas aladas.

Muitas ervas estão também associadas a músicas folclóricas e recebem apelidos, como;
Cavalos das fadas = Erva-de-santiago (Senecio),
Dedos de fada/capas de fada/dedais de fada/luva de fada = Dedaleira (Digitalis);
Fumaça de fada = Cachimbo de índio (Monotropa uniflora); 
Erva de duende/cauda de duende = Ênula (Inula helenium); 
Trevo de duende = Trevo ou Azedinha (Oxalis acetosella).

imagem: Viscum album
O Visco (Viscum album) era uma erva altamente reveren­ciada nos aspectos mágicos e religiosos entre os antigos sacerdotes druidas da Bretanha e da Gália pré-cristãs e tomou-se conhecido apropriadamente como Erva de druida.

Acreditava-se que a Centáurea (Centaurium umbellatum) possuía grandes poderes mágicos conhecidos dos druidas, que usavam a planta como amuleto para atrair a boa sorte e repelir o mal. E muitas vezes chamada de Casco de Centauro, ligada ao lendário centauro Quíron, que a utilizava para curar ferimentos de flechas.

O Absinto (Artemísia absinthium) era sagrado para a Grande Mãe, sendo conhecido como Espírito-mãe.
Alquemila (Alchemilla vulgaris), uma erva silvestre européia, passou a ser conhecida como planta mágica importante no século XVI com a descoberta do orvalho noturno recolhido das dobras em forma de funil nas suas folhas semi-fechadas de nove lobos. Cientistas de mentes alquímicas daquela época consideravam o orvalho uma subs­tância altamente mágica, e a planta logo recebeu o nome de Alchemilia que significa pequeno mago.
Mandragora officinarum
A Mandrágora, com sua raiz misteriosa com forma humana, é planta associada à feitiçaria medieval e talvez seja a mais mágica entre todas as plantas e ervas. Na Arábia, ela é chamada de Vela do diabo ou  Luz do diabo, pela antiga crença de que suas folhas brilham no escuro, fenômeno, na realidade, causado pelos vagalumes. Os antigos gregos chamavam a mística mandrágora de "plan­ta de Circe", pois acreditavam que Circe, feiticeira que fazia encantamentos, usava infusão de mandrágora pri­meiro para cativar e, depois, para transformar suas víti­mas. 
A mandrágora possui vários outros apelidos, incluindo;
Homem-dragão,
Raiz de bruxo,
Anão-terra, 
Raiz do diabo e
Pequeno homem enforcado.

Publicado em  http://www.astrologosastrologia.com.pt/ervasMagicas_nomes+ervas+magicas.htm

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Hugin e Munin

Huginn e Muninn sentados nos ombros de Odin
ilustração de um manuscrito islandês do século XVIII.

Na mitologia nórdica, Huginn (do nórdico antigo pensamento) e Muninn (memória ou mente) são um par de corvos que voam por todo o mundo conhecido como Midgard, trazendo informações ao deus Odin. 

Segundo Hajo Banzhaf em um de seus livros, Hudin e Munin se assentavam sobre as costas de Odin simbolizando a capacidade de ter um outro rosto e poder viajar (como animal) para países distantes.

imagem: Wikipedia Odin

Em My wings of desire, Helen descreve: Huginn e Muninn como aspectos da psiqué .
... durante o dia os corvos voam ao redor do mundo e à noite voltam para relatar seus resultados para Odin."

quinta-feira, 14 de abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Iniciação

Você não tem de agradar a ninguém.
Nem tem de atravessar o deserto de joelhos
 para fazer penitência.
Você só tem de deixar o animal dócil do seu corpo
 gostar do que ele gosta.


Fonte: O Tarô da Deusa Tríplice - Isha Lerner/ilustração Mara Friedman

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O guardião dos segredos


O corvo  assim como a gralha e a pega é um pássaro mágico, o guardião dos segredos ocultos que inspiram a alma. Associado à deusa negra , o corvo também é o pássaro do rei celta Bran, o Abençoado, cuja cabeça está enterrada no local onde hoje existe a Torre de Londres. Segundo a lenda, quando os corvos deixaram de frequentar a Torre, a monarquia cairá.

imagem: White Tower - Wikipédia



Corvo...
Negro como piche.
Místico como a Lua.
Fale-me de magia
E eu voarei com você
Muito em breve.
Leia também Loss


imagem/texto: Baralho Wicca - Sally Morningstar
imagem/texto: Cartas Xamânicas-Jamie Sams/David Carson/Angela Wernecke

domingo, 10 de abril de 2011

Yggdrasil e os nove mundos

Yggdrasil, gravura de Friedrich Wilhelm Heine (1886)


Yggdrasil árvore colossal ou o eixo do mundo.
Localizada no centro do universo ligava os nove mundos da cosmologia nórdica, cujas raízes mais profundas estão situadas em Niflheim, fincavam os mundos subterrâneos; o tronco era Midgard, ou seja, o mundo material dos homens; a parte mais alta, que se dizia tocar o Sol e a Lua, chamava-se Asgard (a cidade dourada), a terra dos deuses, e Valhala, o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha.
Conta-se que nas frutas de Yggdrasil estão as respostas das grandes perguntas da humanidade. Por esse motivo ela sempre é guardada por uma centúria de valquírias, denominadas protetoras, e somente os deuses podem visitá-la. Nas lendas nórdicas, dizia-se que as folhas de Yggdrasil podiam trazer pessoas de volta a vida e apenas um de seus frutos, curaria qualquer doença.

Os nove mundos 
Midgard, o mundo dos homens.
 É representado por Jera, a runa do ciclo anual;

Asgard, o mundo dos Aesir.
É representado por Gebo, a runa da troca;

Vanaheim, o mundo dos Vanir.
É representado por Ingwaz, a runa da semente;

Helheim, o mundo dos mortos.
 É representado por Hagalaz, a runa do granizo;

Svartalfheim, o mundo dos anões ou elfos escuros.
 É representado por Elhaz, a runa do teixo;

Ljusalfheim, o mundo dos elfos de luz.
 É representado por Dagaz, a runa do dia;

Jotunheim, o mundo dos gigantes.
 É representado por Nauthiz, a runa da necessidade;

Niflheim, o mundo de gelo eterno.
 É representado por Isa, a runa do gelo;

Muspelheim, o mundo de fogo.
É representado por Sowilo, a runa do sol.


Imagens em My Wings of Desire  - Runic Tarot por Caroline Smith and John Astrop

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Sol - Sowilo - Aton

Tu, que és a fonte de todo o poder,
Cujos os raios iluminam o mundo,
Ilumina meu coração
Para que ele possa fazer também o seu trabalho.

Tu surges belo no horizonte do céu
Ó Aton vivo, que deste início ao viver.
Quando te ergues no horizonte oriental
 enches as terras de tua beleza.
Tu és belo, grande, excelso sobre todo país;
Os teus raios iluminam as terras
Até o limite de tudo o que criaste.
Quão numerosas são as tuas obras...



imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Aten.svg
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Outros olhares