quinta-feira, 26 de maio de 2011

Aine de Knockaine e a arte de Helena Nelson-Reed

Recebi por email uma imagem belíssíma em que felizmente constava o nome da autora: Helena Nelson-Reed.
Claro que fui à procura de mais informações e simplesmente me apaixonei por tudo que vi.
A imagem abaixo foi uma das que mais me encantou: "Aine de Knockaine".
Para minha surpresa,  não é que Aine é uma deusa celta?
Conheça aqui sua lenda .
Clique ma imagem para conhecer outros trabalhos de Helena Nelson-Reed.
Aine of Knockaine, by Helena Nelson-Reed
Fonte da imagem
http://www.digitalimagemagazine.com/blog/featured/inspiration-helena-nelson-reed/

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Serendipity

Esta é uma fada da noite.
Ela representa uma mudança inesperada ou a descoberta de novos eventos.
Assim como uma porta se fecha... outra se abre.
Novas e brilhantes perspectivas estão no horizonte.



Imagem e texto: Madame Endora's Fortune Cards, por Christine Filipak

terça-feira, 24 de maio de 2011

Innocence

Tarô Zen, de Osho - Ma Deva Padma
Tao Oracle - Ma Deva Padma
A inocência que advém de uma profunda experiência de vida é semelhante à de uma criança, sem ser infantil. A inocência das crianças é bela, mas ignorante. Ela será substituída por desconfiança e dúvida à medida que a criança for crescendo e aprendendo que o mundo pode ser um lugar perigoso e ameaçador. A inocência, porém de uma vida plenamente vivida tem um quê da sabedoria e da aceitação do milagre da vida em eterna mudança.


Desde que comprei o Tarô Zen de Osho me apaixonei pela figura que estampa a caixa.
Ao abrir o tarô, vi que esta imagem faz parte do conjunto de cartas, ela corresponde ao Arcano XIX  - O Sol.

Tempos depois resolvi jogar fora a embalagem e logo me deu aquele arrependimento e... corri a tempo de resgatá-la.
Recortei então, a caixa e guardei a figura que, agora fica no meu cantinho preferido.

Hoje, ao acordar me deparei com ela e fiquei admirando-a e pensando no que ela estava querendo me dizer...
abrindo o blog agora, encontrei estas respostas:

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Amores possíveis: um gato e uma coruja, um gato e uma andorinha

Ontem vi na TV este vídeo do gato Fum e da coruja Gebra, e fiquei encantada.
Logo me lembrei de um livro de Jorge Amado "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá - uma história de amor" que li há muuuuito tempo, para fazer um trabalho de escola. 
Naquela época, achei isso meio impossível... "esse namoro dará certo???
Hoje assistindo à este vídeo, vi que é plenamente possível e que o sonho de Jorge Amado acabou tornando-se uma realidade.
Taí, coisas que amo: gatos, corujas... e andorinhas também!





Leia aqui um pouco sobre o livro



sábado, 21 de maio de 2011

Igreja de São Francisco em Ouro Preto/MG - uma das 7 maravilhas de origem portuguesa

Seguem abaixo, pela colocação,  as 7 maravilhas de origem portuguesa:






6º lugar - Igreja de São Francisco de Assis - Ouro Preto/MG - Brasil
A Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, é uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. Vinte e sete bens de 16 países estavam na disputa, que levou em consideração o valor histórico e patrimonial além da importância das obras para o mundo.


Todas as imagens estão na Wikipédia
Leia também:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sete_Maravilhas_de_Origem_Portuguesa_no_Mundo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sete - simbolismo e magia

A MAGIA DO SETE


Já na antiguidade, o 7 era considerado pelo grego Pitágoras um número sagrado e perfeito. Até hoje, despertando vibrações diferentes, de acordo com as situações em que é colocado, sentido ou sintonizado, esse número pode se transformar em algo misterioso, cabalístico ou místico.

No homem, o 7 se faz presente conforme relacionamento feito por Marques da Cruz no livro Profecias de Nostradamus "... o homem tem 7 orifícios na cabeça: 2 olhos, 2 ouvidos, 2 narinas e 1 boca ( para beber e comer com sobriedade e falar pouco. Mas tem 2 ouvidos para ouvir muito ).


Segundo a Quiromancia , também o 7 é uma constante: monte de Júpiter, de Saturno, de Apolo, de Vênus, de Mercúrio, da Lua e de Marte.

O homem tem 7 sentidos (de acordo com a Psicologia experimental atual): visão, audição, olfato, paladar, tato, intuição (chamada de sexto sentido por Richet), estereognóstico (sentido de orientação, notável nos pombos), enumerando, também 7 partes principais do sistema nervoso, bem como glândulas principais de secreção interna ou endócrinas: hipófise, tireóide, paratireóide, supra-renais, sexuais, timo e pâncreas.



Na vida do homem temos ainda 7 fases pormenorizadas: embrionária, infantil, adolescente, juvenil, a da virilidade, a da maturidade, e velhice. Em geral, ocorrem alterações na vida humana de 7 em 7 anos (não se exclui, evidentemente, as influências do meio em que vive).

Marques da Cruz, no seu estudo do 7, vai mais adiante: " O pé, ao pousar na terra, deixa sete sinais: o do tornozelo, o da planta e os cinco dedos - é o rastro, a pegada). Cada passo (dos homens de várias raças) tem em média 7 decímetros. Parece ser o símbolo, segundo alguns, do tempo em que o homem caminhará sobre a Terra (7000 anos). Segundo Nostradamus, a 2ª vinda de Jesus será no começo do 7º milênio. Deus criou o mundo em 6 dias e descansou no 7º. Analogamente, segundo os videntes, a era adâmica durará 7000 e poucos anos.

A sepultura tem em geral 7 palmos. No fim, há a missa de 7º dia e nos cultos afro há o axexê ou sirrum.

Registra-se ainda:
No Budismo, há 7 meios para um homem se tornar puro, santo (Arhat): o domínio de si mesmo, investigar a verdade, energia, alegria, serenidade, concentração e magnanimidade.

Pela Teosofia, o homem é constituído de 7 partes:



1-Sthula Sharira - O corpo físico, corpo denso.
2-Prâna - O corpo vital;
3-Linga Sharira - O duplo etérico, o corpo astral na teosofia original, de Blavatsky;
4-Kâma Rupa - O corpo de desejos ou corpo emocional, o corpo astral na literatura teosófica posterior a Blavatsky;
5-Manas - Nossa Alma Humana, ou Mente Divina. É o elo entre a Díade Atman-Budhi e nossos princípios inferiores; O corpo mental de Manas inferior;
6-Budhi - Nossa Alma Divina;
7-Atman - O raio do Absoluto, nossa Essência Divina

As pessoas sob a influência do 7, obtido através da numerologia do nome, apresentam qualidades físicas e mentais que denotam, na individualidade e na personalidade, características relacionadas com as vibrações deste número, assim relatadas no livro Numerologia, por Rosabis Camaysar: "o sete é um número de mistério. É um número profundo, estranho, indefinível, plástico e de vibrações diferentes das dos outros números.

Desde os tempos mais remotos, esse número tem um valor simbólico de alto alcance. O que não é de admirar, pois é o número do misterioso planeta Netuno, deus do mar e do reino psíquico.

O sete é um número convertível e contém em si o bem e o mal. É feliz para uns e infeliz para outros. É o numero da sabedoria e da perfeição, uma vez que denota o poder adquirido sobre os dois mundos.

As qualidades do 7 são difíceis de serem apreciadas e poucas pessoas as compreendem. Aqueles que estão debaixo de sua vibração adquirem conhecimentos de coisas misteriosas e tem grande sabedoria. Possuem uma natureza intuitiva e inspirada e grande sensibilidade. Sua imaginação é muito desenvolvida e são aptas a criar idéias novas. Afirma ainda que: - são visionárias, sonhadoras, e gostam de imaginar-se em panos fora da matéria."

São sete os grandes mensageiros que fundaram religiões:
Krishna, Buda, Lao-Tsé, Confúcio, Zoroastro, Moisés e Jesus.

Sete são os tubos da flauta de Pã. Sete são as cordas da lira de Apolo. Sete foi o número de portas do Sol.

Zoroastrianism Symbol
No mazdeísmo de Zoroastro, Deus tem 7 personalidades:
Luz eterna,
Onisciência,
Retidão,
Poder,
Piedade,
Benevolência e
Vida Eterna.
Buda, deixando a vida da corte foi para o deserto, onde durante 7 anos entregou-se à meditação. (*)

Numerologia

Conceitos sobre o 7:
Princípio neutro dominando os elementos da natureza; aliança da ideia e da forma; a unidade em equilíbrio; a ciência desenvolvendo a inteligência.
Vitória ligada à natureza e ao amor, simboliza o triunfo do iniciado ao fim de sua busca (entendimento, compreensão e conhecimento).
Poder espiritual vivificante, o conselho de Deus. Poder do espírito sobre a matéria.
Reintegração da matéria e do espírito, do tempo e da eternidade, em uma unidade única e reconciliada.
Imagem da entidade humana completa, isto é, absorção da Trindade Superior pelo quaternário inferior.
Número de poder mágico com sua força plena, onde estão compreendidos os estados da evolução física e espiritual que se complementam; poder adquirido nos dois mundos.
Número da creação e ao mesmo tempo da relação viva entre o divino e o humano. Essencial na ritmologia cósmica, marca da totalidade de um ciclo de vida espiritual.
Misterioso, profundo, estranho, indefinível; número da sabedoria e da perfeição; conhecimentos dos mistérios; arca do tesouro dos conhecimentos.
Filosofia de vida, que se oculta atrás, ou melhor, além da existência pura e simples do ser; entendimento do transcendente.
Equilíbrio e calma para raciocinar e filosofar; espiritualização, espiritualidade, crença e fé.
Inteligência oculta, representante da combinação da fé com o intelecto.
Número da realeza e do triunfo, da fama e honra, da reputação e vitória.
Número mais que perfeito que o Creador concedeu para emancipação de todo espírito que se encontra fora da sua imensidão divina.
Agente e causa certa para operar toda espécie de movimento das formas criadas dentro do círculo universal.

Vibrações Especiais: Perfeição/Sabedoria/Fé/Autoconfiança
Algumas características positivas e negativas:
Espiritualismo, repouso, suspensão e segurança.
Aceitação passiva, incredulidade e opressão material.
Cor: Lilás/Violeta
Pedra: Ametista(**)

 Tarô
imagem: Tarot Rider-Waite -  Clube do tarô

O Tarô mostra o simbolismo do 7 na carta  "A Carruagem". O enfoque aqui não é tanto o término de uma fase (a cidade ao fundo), porém o estado de espírito de partida, a vontade de viver algo futuro, um novo começo, que já pertence ao simbolismo do número 8. 


Astrologia
imagem: Estrela de Sete Pontas/Cova do Urso

A estrutura da nossa semana tem sua origem na estrela de sete pontas. Se dispusermos os sete planetas clássicos na sequência de suas velocidades nas pontas da estrela e seguimos então o traçado dela, obteremos os planetas na sequência que se conhece os dias da semana.
Sol - Domingo
Lua - Segunda-feira 
Marte - Terça-feira
Mercúrio - Quarta-feira
Júpíter - Quinta-feira
Vênus - Sexta-feira
Saturno - Sábado 


Nós também encontramos o sete numa outra constelação celeste, as Plêiades, conhecidas como o "Sete-estrelo", um pequeno aglomerado de estrelas da constelação de Touro, sobre o qual existem muitos mitos. O seu nome originou-se da palavra grega "pleios", que significa cheio, pleno ou muitos. Elas são conhecidas como as sete irmãs. Segundo a tradição judaica Deus abriu uma dessa estrelas nos primórdios dos tempos, para que a água do dilúvio pudesse derramar-se sobre a terra durante 40 dias e 40 noites. (***)

SOBRE O 
"É, a um tempo, terapeuta do corpo e da alma; luta contra a morte e contra os desalentos.
Vencedor, não conhece o orgulho, agradece  ao Eterno a maravilhosa potência do fluido universal; vencido, não lhe tortura o remorso a consciência: guarda a certeza consoladora de haver cumprido o seu dever, misericordiosamente, às custas da própria força vital.
Ama a virtude e não teme a morte: a morte não existe porque a vida é eterna.
Desse elevado ponto de vista, não há lugar para paixões individuais, para vaidosas rivalidades estioladoras  
Somos todos iguais: nosso ideal é coletivo, as vitórias que alcançamos , não nos pertencem; são da Ordem, pelo Bem, pela Verdade."
(**)Dario Veloso

Vale conferir:
2014 - UM ANO COM A VIBRAÇÃO DO NÚMERO 7

imagem1:http://papel.deparede.com.br/diversos/seven-7/ (autor desconhecido)
imagem2:http://conversascartomanticas.blogspot.com/2010/04/do-palavras-de-osho-quiromancia.html
imagem4:http://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%A2ndula_end%C3%B3crina
imagem5:http://www.wilsonsalmanac.com/poson_sri_lanka.html
imagem6:http://consciencia-cristica.blogspot.com/2010/09/casa-jardim-pratica-e-estudo-de.html
imagem7:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/71/ZoroastrianismSymbol.PNG
imagem8:http://blog.opovo.com.br/astroseletras/buda-os-ensinamentos-
imagem9:http://comuniquel.blogspot.com/2010/03/numero-7.html
Fonte dos textos: 
(*)Magia, Mistério e Umbanda/1971-Rio Gráfica Editora
(**) ABC da  Numerologia - Ana Maria Basevic - Círculo do Livro/1995
(***) Simbolismo e o Significado dos Números - Hajo Banzahf -  Ed. Pensamento/2009

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cebola e lágrimas


Por que choramos quando cortamos cebola?
Os compostos responsáveis pelo cheiro da cebola são os óxidos sulfúricos derivados do ácido sulfúrico. Quando realizamos o corte de uma cebola, esta libera enzimas denominadas de alinases, essas por sua vez reagem com o óxido sulfúrico já presente na estrutura da cebola, a reação dá origem ao ácido sulfínico, que por ser pouco estável, acaba se transformando em um gás volátil.
O gás obtido na reação ao se volatilizar chega até os olhos provocando uma reação desagradável nos terminais nervosos da córnea, e para se defender esses terminais ativam as glândulas lacrimais, estas por sua vez liberam as lágrimas!

Saber nunca é demais! Coisas do Facebook da "Nova Flor Importadora"!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Perdido no espaço?

Pousado num poste, próximo à minha casa...






o que esta criatura estava fazendo em plena via urbana? 

terça-feira, 17 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

Babaji



Mahavatar Babaji - Autobiografia de um Iogue, retrato falado produzido por P.Yogananda.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Um expresso de Minas Gerais para a Irlanda

Vale a pena conferir as aventuras dos jornalistas mineiros, Maria Silvério e Branco Di Fátima, na Irlanda.
O resultado desta viagem está no blog Alfandegário, ótimas fotos, ótimos textos, belas e misteriosas paisagens.
Dá para sentir um gostinho da Irlanda é quase como se estivéssemos lá.
Melhor mesmo, só em carne e osso!
Boa leitura e boa viagem.

Clique na imagem e conheça o Alfandegário na versão blogspot.
 foto: Castelo de Dunamase, no Condado de Laois 
por Maria Silvério, Dzai-Alfandegário.blog


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gatos - Tarôs - Religiões

Vibração: Chakra do terceiro olho.
Palavras-chave: Psiquismo, clarividência e proteção psíquica.

Os gatos pretos sempre foram companheiros dos praticantes de magia. O gato é associado a Diana, Freya, Hécate e Bast - a divindade egípcia dos gatos. Esses animais estão estreitamente vinculados aos poderes da lua e ao principio feminino do psiquismo, da percepção e da intuição. A crença medieval nas nove vidas dos gatos os associam ao número mágico da lua.(*)

Tarots  temáticos
clique nas imagens para ver algumas cartas




O Gato e a Religião
Ultimosegundo.ig.com.br - Foto: Copyright 2010 by Science Taro

Muito embora não seja onde em dia tão difundido, o culto aos animais espalhava-se outrora pelo mundo. Mesmo os deuses que não possuíam forma animal tinham um animal sagrado a eles dedicado, que os simbolizava. Entre estes animais, o gato foi um dos mais adorados, tanto por sua fecundidade quanto por seus hábitos noturnos, que o tornaram o guardião da noite, dos mortos, e dos mistérios da vida e da morte.

O Culto Egípcio:
No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.

O Gato na Grécia:
Na Grécia clássica, o gato foi associado à feminilidade, ao amor e ao prazer sexual, atributos de Afrodite. Também foi associado à Artemis, a deusa da caça e da lua, da qual se dizia que teria escapado um perseguidor, Tiphon, transformada em gata.

O Culto em Roma:
No Império Romano, o gato esteve ligado a várias deusas. Diana, a caçadora, governava a fecundidade e a lua, assim como Bastet, e uma lenda antiga atribui a ela a criação do gato. Também a sensual Vênus é representada como uma gata, uma encarnação de emoções maternas.

O Gato na Babilônia: Apesar de não haver culto ao gato, dizia um mito que o gato teria nascido do espirro de um leão. O leão, aliás, era um símbolo da realeza.

O Gato na América Pré-Colombiana: 
Na América, embora não houvessem gatos domésticos, os grandes felinos, como o puma e o jaguar, tiveram seu lugar no panteão dos deuses. O jaguar era símbolo de grande força e sabedoria, e acreditava-se que os curandeiros mortos transformassem-se neste animal.

O Culto Celta:
Na cultura celta, a deusa Cerridwen tem um elo de ligação com o culto ao gato relativo à fecundidade através de seu filho Taliesin, que em uma de suas encarnações foi descrito como um gato com a cabeça sarapintada.

O Culto Escandinavo:
Nas lendas nórdicas, aparece a deusa do submundo Freya, cuja carruagem era puxada por dois gatos, que representavam as qualidades da deusa, a fecundidade e a ferocidade. Estes gatos mostravam bem as facetas do gato doméstico, ao mesmo tempo afetuoso e terno, e feroz quando excitado. Os templos pagãos eram freqüentemente adornados com imagens de gatos. Na Finlândia, havia a crença em um trenó puxado por gatos que levava as almas dos mortos.

O Gato no Islã: 
Há uma série de contos associando os gatos ao profeta Maomé, a quem teriam inclusive salvo da morte, ao matar uma serpente que o atacava. Por causa desta associação entre o gato e o Islã, a Igreja Católica conseguiu tanto êxito ao relacionar o culto ao gato com as heresias e o demônio.

O Gato no Budismo:
Nos cânones originais do budismo, o gato é excluído da lista de animais protegidos, devido ao fato de que, no momento da morte de Buda, quando todos os animais se reuniram para chorar seus restos, o gato haver não só mantido os olhos secos como comido tranqüilamente um rato, provando sua falta de respeito pelo acontecimento solene. Entretanto, apesar da lenda, o gato foi venerado pelos primeiros budistas por seu autodomínio e a tendência à meditação. Na China, estatuetas de gatos eram usadas para expulsar os maus espíritos, e havia dois tipos de gatos, os bons e os maus, que eram facilmente diferenciados por que os maus tinham duas caudas. No Japão, quando um gato morria, era enterrado no templo do dono, e no altar do mesmo era oferecido um gato semelhante, pintado ou esculpido, para garantir ao dono tranqüilidade e boa sorte durante sua vida.

O Gato e o Judaísmo:
No Talmude, o gato só aparece cerca de 500 d.C., quando o livro sagrado louva brevemente seu asseio. Entretanto, uma antiga lenda hebraica conta que o gato teria sido criado em plena Arca, quando Noé, em desespero por que os ratos estavam se multiplicando e devorando todas as provisões, implorou à Deus que lhe enviasse uma solução. O gato então teria sido criado de um sopro do leão. Outra antiga lenda judaico-espanhola diz que Lilith, a primeira mulher de Adão, o teria deixado para se transformar em um vampiro, que sob o aspecto de um gato preto, atacava bebês adormecidos e indefesos e lhes sugava o sangue.

O Gato e o Cristianismo:
A Igreja , no início de sua história, adotou alguns símbolos pagãos e rejeitou outros. Assim, Jesus se tornou "o Leão de Judá", e a serpente a égide do mal. Na seita dos coptas, surgida por volta do século I d.C., havia no evangelho gatos que julgavam os homens após a morte. A primitiva Igreja celta associou vários santos às tradições pagãs e ao culto ao gato. Santa Gertrudes de Nivelles, por exemplo, é representada sempre com um gato, e, na França, dizia-se que Santa Ágata transformava-se em um gato enfurecido para punir os infiéis. Na Idade Média, entretanto, a imagem do gato começou a mudar. No século V, os gnósticos, que atribuíam igual importância a Jesus, Buda e Zoroastro, foram acusados de adorar o demônio na figura de um gato preto. No ano de 1232, o papa Gregório IX funda a Santa Inquisição, com o intuito de descobrir heréticos que cultuavam o demônio, novamente na figura de um gato preto, macho. Em 1344, surge na França, o culto de São Vito, em Metz, queimando vivos anualmente 13 gatos em uma gaiola. Quando a Peste Negra atacou a Europa, dizimando quase um terço da população, inicialmente os gatos foram considerados culpados e perseguidos, ordenando-se a sua destruição. A associação da figura do gato ao culto ao demônio levou inevitavelmente à sua vinculação à feitiçaria e às artes mágicas. No século XV, na Alemanha, ressurgem cultos pagãos como o da deusa Freya. Em 1484, o papa Inocêncio VIII difunde a crença de que as feiticeiras veneravam Satanás encarnado em gato. Por toda a Europa, pessoas inocentes foram torturadas em nome de Deus. E, com elas, seus gatos. Em Ypres, na França, centenas de gatos eram atirados do alto de um campanário em um festival anual. Milhares de gatos foram sacrificados em rituais durante a Páscoa. A perseguição chegou até mesmo à América, quando, em 1692, várias pessoas foram executadas em Salem, no estado de Massachusetts. Entretanto, mesmo nestes tempos inglórios, os gatos foram também companheiros amados em alguns países, como na Rússia, onde eram comuns serem encontrados em conventos e mosteiros. O Cardeal Richelieu possuía vários gatos, entre eles um angorá preto chamado Lúcifer. No sul da França, corria a lenda dos gatos mágicos chamados matagots, que traziam fortuna e sorte a quem os acolhia e amava. Com o passar do tempo, a perseguição foi recrudescendo, e a importância dos gatos como controladores dos roedores foi reconhecido. No século XVIII, são abolidas as leis sobre a feitiçaria, e até mesmo o papa Pio IX rendeu-se aos seus encantos.

Fonte do texto: Planeta Gato -http://www.pea.org.br/curiosidades/curiosidades_gatos_01.htm#A Origem do Gato
Carta e texto: O Livro e O Baralho Wicca - Sally Morningstar (*)

sábado, 7 de maio de 2011

Mostra Cultural da Índia - Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte - de 19 de Maio à 05 de Junho/2011

clique para ampliar
Mostra Mudra
27 MAIO
SEMINÁRIO
"Colóquio Internacional sobre Rabindranath Tagore e Aspectos da Cultura Indiana”
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS // 9 às 17h
Faculdade de Economia da UFMG – Auditório 4 - Campus Pampulha

04 JUNHO ABERTURA OFICIAL DA MOSTRA
SHOW ARUNIMA KUMAR e ANANDA JAYANT
MINASCENTRO // 20:00 h
Av. Augusto de Lima, Nº 785 – Centro

05 JUNHO
SHOW ARUNIMA KUMAR e ANANDA JAYANT
BURLE MARX CENTRE, INSTITUTO INHOTIM // 15:30h
Rua B, 20, Inhotim, Brumadinho
Tel (31) 3227.0001 // info@inhotim.org.br

31 MAIO a 05 JUNHO FESTIVAL DE COMIDA INDIANA
com o chef Virendra Rawat
RESTAURANTE MAHARAJ
Rua Paraíba, 523 - Funcionários
leoananda@indiaconsulatemg.org
Tel (31) 3264.5444 ou (31) 3035.3836



Fonte da imagem em Música Indiana Brasil
Onde eu vi:  Hanah (via Facebook) 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ceridwen/Santo Graal/Lancelot

Eu lhe dou vida
Eu lhe dou a morte
é tudo uma coisa só
Você viaja o caminho em espiral
o caminho eterno
que é a existência
sempre se transformando
sempre crescendo
sempre mudando
Nada morre, que não renasça
nada é existe sem ter morrido
Quando você vem para mim
Congratulo-me com você 
então eu o acolho em meu ventre
meu caldeirão de transformação
onde você é misturado e peneirado
fundido e fervido
derretido e triturado
reconstituído e reciclado
Você sempre volta para mim
você sempre sai renovado
Morte e Renascimento,
nada mais são que pontos de transição
ao longo do Caminho Eterno.

The Damsel of the Sanct Grael por Dante Gabriel Rossetti

O cálice da Deusa, oh, Mãe é o cadinho de Ceridwen, onde todos os homens são nutridos, e de onde todos os homens retiram coisas boas deste mundo. Chamaram a Deusa, oh vocês padres obstinados, mas ousariam enfrentá-la se ela aqui estivesse? Morgana cerrou suas mãos na mais fervorosa evocação de sua vida. Sou sua sacerdotisa, oh, Mãe! Use-me, eu rogo, como quiseres!
imagem: Tarô Bárbara Walker
À medida que se movia diante de Lancelote, ela o ouvia murmurar com veneração:
- É você, mãe? Ou estou sonhando?... e levou a taça a seus lábios, cheio de transbordante ternura; hoje, ela era a mãe de todos eles. Até Artur ajoelhou-se diante dela quando o cálice passou brevemente diante de seus lábios. 
Sou todas as coisas - Virgem e Mãe, e Aquela que dá a Vida e a Morte. Ignorem-me no perigo, vocês que me chamam por outros Nomes... Saibam que Eu sou Única... 


Fontes/textos e imagens:
Oráculo da Deusa - Amy Sohia Marashinsky/ilustraçao Hrana Janto
As Brumas de Avalon - Volume IV - O Prisioneiro do Árvore - Marion Z. Bradley
http://mydailygoddess.blogspot.com/2008/03/cerridwen-death-rebirth.html
http://www.olhosdebastet.com.br/textos/TAR%D4%20BARBARA%20WALKER.htm

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Santa Brígida - Oração contra adversidades

imagem: Santa Brígida

A oração contra as adversidades ou Cruz dos Santos é de origem escocesa, mais exatamente nas Ilhas Hébridas, no século XII. Ela deve ser recitada antes de sairmos de casa, quer seja para o trabalho ou quando em viagens


A Cruz dos Santos e dos Anjos esteja conosco desde o alto de nossas cabeças, até o solo onde pisam nossos pés.
Ó Gloriosa Mãe de Deus,
Ó Poderoso São Miguel,
Ó gentil Santa Brígida preservai-nos de todo o mal.
Ó vós Três! preservai-nos no caminho reto.
Ó vós Três! preservai-nos no caminho reto.
Preservai-nos porque somos ainda pequenos, preservai-nos porque somos crianças do Senhor, preservai-nos de todos os perigos e tentações.
A proteção dos Três está conosco neste momento!
Ó vós Três! colocai-nos detrás de vossos escudos!
Assim seja!


Leia também: Oração de São Patrício

Fonte: Fonte: Revista Destino/1998 - Ed.Abril
Artigo: "Orações, palavras de poder", por Sílvia Lakatos e Edmundo Pellizzari

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eurínome

imagem em  Marta taróloga


"Quando despertei e surgi do
caos rodopiante e fervilhante
não vendo outra maneira de expressar
o puro deleite
a selvagem alegria
a explosão de energia
que senti
comecei a dançar minha exuberância
essa sensação de flutuar num mar
de alegria arrebatadora
perdida e transportada
na intensidade
do êxtase"


Texto em : O Oáculo da Deusa, de Amy Sophia Marashinsky, com ilustrações de Hrana Janto

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Beleza sem fim

imagem: The Lady and Her Lord by artoftheempath.com/

Conheça os trabalhos de Michele-lee Phelan em: 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Roseira brava


...Havia outra coisa sobre o travesseiro, que escorregou  e modificou-se, um botão de rosa ainda não aberto, depois uma rosa cheia. E quando Morgana o pegou, era o fruto da roseira brava, pulsando de vida acre. Enquanto o contemplava, ele encolheu-se, murchou e ficou seco, na palma de sua mão. E ela compreendeu, de súbito.

A flor e até mesmo o fruto são apenas o começo.
 Na semente está a vida e o futuro.


E o que eu sou deve ser escondido, como a rosa está escondida dentro da semente.


Texto: As Brumas de Avalon - Livro 3 ( O Gamo-Rei )  -  Marion Z. Bradley
imagem 1: Carta VI - Os Amantes - Madru - A Lenda da Grande Floresta - Frederick Hetman - ilustrado por Tilman Michalski
imagem 2: Wikipedia: Rosa Canina ilustação de Otto Wilhelm Thomé
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Outros olhares