terça-feira, 18 de setembro de 2012

Símbolos Celtas

Encontrei uma destas imagens abaixo em uma publicação do Facebook, e como não poderia ser diferente, movida pela curiosidade e vontade de saber mais, acabei encontrando outros desenhos e alguns textos (em espanhol) traduzidos via Google e "melhorados" por mim, que explicam um pouco sobre estas espirais.
Infelizmente não consegui detectar quem é o autor destes lindos desenhos.
Espero que gostem.



Trisquel:
este símbolo é respresentado muitas vezes, sob diversas formas e em culturas diferentes, existe desde o período neolítico, tendo sido encontrado por toda a Europa e Ásia Menor.
É um símbolo solar, que composto de três braços que estão unidos por um ponto central,representando a união dos três elementos fundamentais dentro do universo Celta: terra, água e ar.
A forma curvada destes braços, transmite uma sensação de movimento e rotação, provavelmente tentando imitar o movimento que anteriormente se pensava que o sol fazia. Essa relação com o rei sol confere um ar de proteção, talvez seja este o motivo dele aparecer decorando armas de guerra, as lápides e outros tantos objetos.
A última figura à direita é um Trisquel que consiste de três pernas, semelhante ao que está desenhado na bandeira oficial da Ilha de Man, era o símbolo do deus irlandês Manannán Mac Lir.




O número 1:
é a fonte da criação, o núcleo de onde todas as coisas vieram.

Círculo:
é o símbolo mais simples. Representa a trajetória do Sol no céu e simboliza a eternidade.

Espiral simples:
é um dos símbolos mais antigos. Representa o sol. 
Girando para a direita, representa o inverno e para a esquerda,  o verão.

O número 2:
marca equilíbrio entre forças opostas: o bem e o mal, a vida a morte, a luz e a escuridão.

Espiral dupla:
é a representação da dualidade das coisas. Ele também representa o crescimento em relação com o movimento do cosmos.  Símbolo da vida eterna.


O número 3:
número sagrado, é o mais importante na cultura celta. Para eles, as coisas importantes eram formadas em grupos de três, como a trindade que formavam alguns de seus deuses, o ciclo de vida que consiste em nascimento, morte e renascimento, ou os três elementos fundamentais do universo Celta: a terra, a água e o ar.

A Espiral da vida:
é ma espiral tríplice. Representa a crença de que a vida se move em ciclos eternos. 
A espiral tríplice daria vida a uma outra figura familiar, o Trisquel.

O Trisquel:
são três braços unidos por um ponto central. 
Os braços do Trisquel representam a união dos três elementos fundamentais dentro do universo Celta: terra, água e ar.

O Símbolo do Caldeirão:
é uma espiral tríplice envolvida em um círculo. 
Representa a transformação em direção ao conhecimento, a poção que a deusa Ceridwen fez em seu caldeirão para transformar em sábio, seu filho Taliesin.


O número 4:
representa os quatro cantos da terra, as quatro direções do mundo físico.

O Tetrasquel:
é uma espiral de quatro braços, unidos a um ponto central, que pode ser curvado, dobrado ou  em ângulo reto. Neste último caso, é conhecida também como Cruz Gamada por causa da forma dos braços serem semelhantes à letra maiúscula Gama do alfabeto grego.
Asim como os outros, este é também um símbolo solar, utilizado para proteção desde os tempos antigos em muitos lugares da Europa e Ásia Menor. Representa a união das quatro direções da terra, em um ponto central.

Lauburu:
ou Cruz Basca significa "quatro cabeças". 

Roda do ser:
são quatro círculos representando as quatro direções da terra, unidos por um quinto círculo como núcleo comum.

O número 5:
representa os cinco elementos do universo Celta (terra, água, ar, fogo e espírito). 
Também as cinco fases da vida (nascimento, juventude, idade adulta, velhice e morte).

O Pentagrama:
é um símbolo esotérico associado ao movimento de Vênus e seus ciclos estelares. É uma estrela de cinco pontas, marcando os cinco elementos do universo, cercado por um  círculo que simboliza a continuidade e conexão entre eles.




A Rosa de seis pétalas:
geralmente conhecida como Roseta, Hexapétala ou Hexafolha, é um dos símbolos mais difundidos. Usado desde antes da Idade de Bronze em toda a Europa, geralmente pode ser encontrado em todo o norte da Península Ibérica. Parece não haver dúvida de que esta é uma representação solar, usado para lembrar o sol. Alguns vinculam este simbolo aos ciclos lunares e também é utilizado como um símbolo do renascimento, pois ele aparece em muitos monumentos funerários. Em todo caso, ele tem sido considerado um elemento de proteção e, como tal, tem sobrevivido até hoje. Este simbolo pode ser encontrado gravado nas vergas das portas e janelas de muitas casas, nos implementos agrícolas, móveis e infinitos objetos.
Os celtas da Gália as utilizavam junto com a roda, como um símbolo do Deus Taranis.
Há também outras representações variadas de uma roseta de oito pétalas, chamada Octopétala.





O Pentasquel:
é muito parecido com o símbolo anterior, uma suástica formada por cinco braços, que representam os cinco elementos do universo Celta, unidos por um ponto central.

As Suásticas flamejantes:
são símbolos solares, como os anteriores, que recebem este nome por causa dos múltiplos braços. São conhecidas também como Radiais.

Fontes:
http://pt.scribd.com/doc/39744421/SIMBOLOS-CELTAS-EGIPCIOS-

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Alimentação à Luz do Cosmo

"É preciso acordar os homens,
 para que os animais possam dormir em paz!"


DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS
Convidamos aos que tiverem acesso ao nosso site a se engajarem em nossa campanha, começando por baixar o texto do livreto “Paz e Amor, Bicho” em “PDF”, conforme instruções na primeira página, podendo distribuir por email ou imprimir e distribuir quantos exemplares quiserem. Recomendamos que distribuam os livretos entre os seus amigos e conhecidos, com bastante critério, para que sejam bem aproveitados e lidos, assim como que deixem alguns em “pet shops”, clínicas veterinárias, livrarias, espaços alternativos, centros espíritas, etc., que são locais apropriados para a distribuição. Precisamos da colaboração de todos para ampliar a campanha.


Formato PDF:

domingo, 16 de setembro de 2012

Gururbrahma - Dattatreya


Ontem, amanheci com esta "canção" em minha mente e fui procurar saber sobre o que ela falava.
Em minhas pesquisas pela internet, acabei encontrando coisas bem interessantes e que eu desconhecia.
Pelo que consegui entender este é um hino (Stotra) dedicado aos deuses Brahma,Vishnu e Shiva:

Guru Brahma Gurur Vishnu
Guru Devo Maheshwaraha
Guru Saakshat Para Brahma
Significado do hino:
Guru é verdadeiramente o representante de Brahma, Vishnu e Shiva. Ele cria, sustenta o conhecimento e destrói as ervas daninhas da ignorância. Saúdo tal guru.

Dattatreya

Fiquei sabendo também que há uma divindade chamada Dattatreya, que é a encarnação destes três deuses em um único ser.
Para falar a verdade, isso me interessou bastante e acabei pesquisando um pouco mais sobre o assunto.
Encontrei um pequeno vídeo que conta a história da criação de Dattatreya.
Embora seja simplório, fiquei encantada por poder ver as divindades como algo "real" foi muito bom. A riqueza dos detalhes das roupas, eu achei tudo muito bonitinho!
Espero que gostem.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Madona Negra

“A escuridão precede a luz e é a sua mãe.”
 Inscrição no altar da catedral de Salermo


Black Madonna - por Katherine Skaggs
Em inúmeras catedrais da Europa, principalmente no centro e no sul da França, encontram-se esculturas de uma figura misteriosa, conhecida sob o nome de Madona Negra. Essas representações da Madona são bem diferentes de outras imagens cristãs e sua origem ou finalidade permanecem desconhecidas, sem definição ou explicação. Elas possuem um magnetismo diferente e, na tradição da Deusa, são consideradas arquétipos ancestrais da face escura da Grande Mãe, os atributos de poder, fertilidade, mistério e sabedoria da Mãe Terra.

A explicação oficial dada pelos representantes da igreja é que a cor escura das estatuetas é atribuída ao enegrecimento pela fumaça secular das velas, à deterioração da tinta utilizada ou à qualidade da madeira. Mesmo que isso seja verdade para algumas poucas imagens (principalmente as que foram pintadas de branco ou dourado pelos monges cristãos), sua origem aponta para antigas representações das deusas do mundo antigo como Lilith, Cibele, Ísis ou Kali.

Muitas das estatuetas foram encontradas nos lugares sagrados das deusas antigas, onde posteriormente foram erguidas as igrejas cristãs dedicadas à Maria ou a algumas santas católicas. Foi comprovada, também, a conexão entre essas estatuetas e o culto gnóstico dos séculos XI e XII com os “troféus” trazidos pelas cruzadas do Oriente Médio (estatuetas saqueadas dos templos das deusas acima mencionadas) e com a influência moura durante seu domínio na Espanha.

Na França, já foram localizadas mais de 300 Vierges Noires, das quais sobreviveram intactas cerca de 150, as demais tendo sido pintadas de branco pelos monges, destruídas por fanáticos, roubadas ou adquiridas por colecionadores. As mais famosas Madonas Negras são as da Catedral de Chartres (França), de Mont Serrat (Espanha) e Czestochova (Polônia). Das estatuetas pós-renascentistas, podemos mencionar Nossa Senhora de Guadalupe (México) e Nossa Senhora Aparecida (Brasil).

A Madona Negra e Ísis
Mytical Goddesses Tarot/Isis
A mais freqüente correspondência da Madona Negra é como Ísis, a grande mãe egípcia, em sua representação materna, segurando ou amamentando seu filho Hórus. O culto de Ísis se difundiu do Egito para os países do Mediterrâneo, tendo se mantido durante toda a duração do Império Romano. Nos últimos séculos desse Império, outras estatuetas de deusas escuras, como Cibele e Diana de Éfeso, também foram reverenciadas juntamente com Ísis. Apesar da cristianização, esse culto continuou até a Idade Média e, pela proximidade com a África e o Oriente, muitas Madonas Negras ainda existem nos países limítrofes.
Durante a Idade Média, muitas outras estatuetas das Virgens Negras foram confeccionadas para repor as que haviam sido roubadas ou destruídas, porém seguindo-se sempre os antigos modelos, com o mesmo respeito por seu mistério. Como várias dessas estatuetas foram encontradas escondidas em grutas, embaixo de árvores ou nas ruínas dos antigos templos, é fácil ver sua ligação com as deusas pagãs (Cibele, Ártemis e Hécate), cujo culto era feito nos bosques, nas grutas ou nos santuários da antiguidade.

A Madona Negra e Sophia
Mytical Goddesses Tarot/Sophia
Como mediadora entre o céu e a Terra, a Madona Negra representava Sophia (ou Hockmah), a grande mãe dos gnósticos, a contraparte feminina do criador e fonte de seu poder, cujo símbolo era a pomba, metamorfoseada pelo cristianismo em Espírito Santo de forma a complementar a Trindade, substituindo-se, assim, a figura e o poder da Mãe. Mesmo com a perseguição, proibição e extinção do culto gnóstico (considerado herege e perigoso pelos patriarcas cristãos), Sophia continuou a ser venerada como a Mãe Divina pelos ocultistas e a Igreja foi obrigada a criar uma santa com seu nome, reduzindo a Deusa à condição de mortal.

A Madona Negra e a Mãe Terra
Mytical Goddesses Tarot/Gaia
Os altares em que as Madonas Negras são reverenciadas se localizam próximos a fontes, grutas, montanhas ou se encontram escondidos nas criptas ou subterrâneos de igrejas católicas, comprovando a preservação de sua antiga simbologia, o aspecto telúrico de suas representações e sua íntima conexão com a energia da Mãe Terra.
O cristianismo transformou e adaptou os antigos cultos da Mãe Terra na veneração a Maria. Todavia, há uma diferença conceitual básica: a Mãe Terra tem atributos de fertilidade, sensualidade, expressão instintiva e expansão. Ausentes da figura de Maria, esses atributos estão presentes na figura de Maria Madalena, considerada pela igreja cristã a “pecadora e prostituta arrependida”, omitindo-se totalmente sua ativa e proeminente participação nos primórdios do cristianismo e sua verdadeira condição de companheira – de fato – de Jesus.

A Madona Negra e Maria Madalena
Mytical Goddesses Tarot/Mary Magdalene
De acordo com o folclore e as lendas francesas, Maria Madalena chegou ao pequeno porto de Saintes Maries de la Mer, 13 anos após a crucificação, acompanhando Maria, mãe de Jesus, e Maria, mãe de João Batista. Conta-se que ela viveu mais de 30 anos em reclusão na gruta de St. Baume, no sul da França, assistindo e curando doentes, conforme consta dos arquivos do mosteiro ali localizado. No sudoeste da França, há a maior concentração de estátuas de Madonas Negras, cuja inspiração teria sido Maria Madalena, supostamente mãe do filho de Jesus, uma grande iniciada essênia e representante dos atributos “escuros” da Grande Mãe (enquanto Maria, a mãe de Jesus, refletia a face luminosa).
Anualmente, a pequena cidade de Saintes Maries de la Mer torna-se o centro de uma gigantesca celebração, feita por milhares de ciganos, vindos em peregrinação e reverência de todos os cantos da Europa. O centro da homenagem é Sara Kali, uma santa de origem obscura (misto de deusa hindu com personagem bíblico ou a possível filha de Jesus, Sara), cuja estátua de cor negra se encontra em uma cripta. Presentes, guirlandas de flores, votos e pedidos são amontoados ao seu redor; os doentes e seus familiares fazem fila para tocar a estátua milagrosa. A procissão depois leva a estátua até o mar, com orações e cânticos, e lá ela é imersa na água para que sejam renovadas suas qualidades de cura, fertilidade e abundância (como nos antigos rituais de lavagem das estátuas de Hera, Cibele e Ísis).

Os poderes mágicos das Madonas Negras
Ascension Goddess - Katherine Skaggs
A maioria das estátuas se encontra sobre centros de poder ou linhas de força telúrica (as assim chamadas ley lines ou “veias do dragão”) e seus poderes mágicos são de cura, proteção e fertilidade. Há inúmeros relatos de milagres presenciados pelos peregrinos; as pilhas de votos e agradecimentos dos que visitam permanentemente as estátuas são provas vivas e comoventes dos milagres da cura pela fé. Fé no poder eterno da Mãe Divina, da Mãe Terra, cuja magia e poder foram captados e preservados pelo mistério das estatuetas das Madonas Negras.

Fonte do texto
http://teiadethea.org/?q=node/137
Todas as imagens são de
http://katherineskaggs.com/

Vale conferir também os textos de Carminha Levy:
Mytical Goddesses Tarot/Mother Mary

O poder da Madona Negra
Quem é a Madona Negra
As Deusas-Mães no Mundo Cristão
O Séquito da Madona Negra

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Alquima e Jung

Detalhes da imagem em Alchemylab

Alquimia, A Alma se Transforma em Ouro

Os alquimistas de ontem misturavam ingredientes, fundiam metais, criavam fórmulas e traduziam - numa linguagem simbólica expressa por figuras e textos - a jornada da alma. A transformação sobre as quais falavam ainda hoje se dá em nossos corações. Veja como identificar os processos alquímicos que acontecem dentro de nós e compreenda as etapas da vida com base nesse reconhecimento.

Transformar chumbo em ouro: esse era o objetivo maior dos alquimistas, certo? Hum, certo e errado. Mais correto seria dizer: transformar uma matéria densa e pesada, como o chumbo, em algo precioso e reluzente, como o ouro.

Os alquimistas certamente empregavam uma linguagem simbólica para falar de uma realidade interna que surgia no processo de transmutação dos metais com os quais lidavam em seus laboratórios. Enquanto ficavam destilando líquidos, fundindo materiais, aquecendo e esfriando substâncias para obter o tal ouro - ou a pedra filosofal -, produzia-se também uma enorme modificação interna, que acompanhava paralelamente todas as fases feitas em laboratório e culminava com a transmutação do alquimista. Ele próprio se tornava uma pedra filosofal, alguém cujo interior brilhava e reluzia como o ouro. Assim unia seu coração a Deus e se transformava numa faísca reluzente do amor divino.

"O processo alquímico fala da transformação da alma. É algo que ocorre todos os dias, em todas as fases da vida, com todas as pessoas. Só que não estamos conscientes disso", diz Marcus Quintaes, psicanalista junguiano que, a exemplo de muitos colegas, estudou as modificações ocorridas na psique durante o processo de análise e as relacionou com as fases alquímicas. O analista se deteve principalmente no estudo das duas últimas fases do processo - são quatro -, quando a alma, já limpa e refeita do enfrentamento interno com seus sentimentos mais pesados e negativos (uma associação feita com o chumbo), passa para a ação no mundo, compartilhando com outras pessoas sua experiência e sabedoria, ou seja, quando o chumbo vira ouro. "O processo alquímico interno acontece várias vezes na vida. Por isso, não se deve pensar que uma pessoa passa por essas etapas e depois não as enfrenta nunca mais. O trabalho alquímico ocorre freqüentemente, mas pode-se dizer que cada vez ganha um aspecto diferente ou, então, envolve uma ou outra área da vida", diz Marcus Quintaes. Em outras palavras, o processo alquímico pode acontecer, por exemplo, relacionado com a vida afetiva da pessoa, em outro momento, ligado à relação dela com os filhos, ou até mesmo ser global e profundo, envolvendo vários aspectos ao mesmo tempo. Seja como for, a tendência é passar pelas quatro fases até o processo ser resolvido. "Mas pode ser também que uma pessoa fique estancada numa fase muito tempo. Cabe ao analista, ou à própria pessoa, perceber onde ela está derrapando", afirma o psicanalista.

CONHECIMENTO SECRETO

É provável que a alquimia tenha nascido no Egito. Também foi intensamente praticada na Grécia, Índia e China, onde foi conhecida como o Segredo da Flor de Ouro. Chegou à Europa na Idade Média, vinda do Oriente pelas mãos dos árabes, incomparáveis alquimistas. A palavra alquimia é de origem árabe (al khemya) e pode ser traduzida de maneira mais livre como "a fusão". Isso porque um dos principais trabalhos alquímicos era fundir e processar metais até reduzi-los à prima materia, a hipotética matéria primordial que dava origem a todas as outras. Ao conseguir a prima materia em seu laboratório, o alquimista poderia transformar chumbo em ouro. A matéria primordial, então, seria moldada no metal que ele quisesse mediante determinadas operações. Consciente do andamento das fases, o alquimista adicionava sal (ou arsênico), enxofre ou mercúrio para efetuar as operações alquímicas. E realizava os experimentos com destilação (solutio), adensamento (coagulatio), queima (calcinatio), apodrecimento (mortificatio) e vaporização das substâncias (sublimatio), assim como a separação (separatio) e fusão (conjunctio) de metais.

Todo o processo alquímico, chamado de a Grande Obra pelos alquimistas, era dedicado a Deus. O ápice era a comunhão com a Luz Divina, quando o externo e o interno do processo alquímico se unificavam. Dessa união, material e mística, surgia o ouro filosofal, que como o nome diz é um ouro místico, não denso, de matéria sutil. Também seria consequência da Grande Obra o Elixir da Longa Vida, uma substância capaz de prolongar a existência quase indefinidamente e livrá-la de todas as doenças. Conta a lenda que os alquimistas morriam com 200, 300 anos e que mesmo alguns, como o famoso Nicholas Flammel, não morreram.

A alquimia sempre foi um conhecimento para poucos. A principal razão desse segredo era a idéia de que ela proporcionava uma poderosa autonomia espiritual individual sem necessariamente seguir os passos determinados pelas religiões oficiais. O alquimista era livre e independente dos caminhos coletivos para falar com Deus: tinha seus próprios recursos, sua própria maneira de trabalhar e se propunha obter a comunhão com a luz divina individualmente e não por meio de uma instituição religiosa. Era, portanto, um conhecimento ameaçador para reis e papas, pois dispensava a intermediação do poder religioso, fugia completamente a seu controle e tentava uma comunicação direta com os planos superiores. Por esse desafio intolerável, centenas de alquimistas foram mortos pela Inquisição. E este é um dos motivos pelo qual a alquimia era transmitida por símbolos tão estranhos e por uma linguagem tão cifrada: para se manter secreta e ser praticada somente por quem tivesse acesso à interpretação dos símbolos. Mas, segundo os analistas junguianos modernos, há outra razão para isso. O inconsciente se expressa por imagens e símbolos (como acontece nos sonhos) e é justamente a força do inconsciente que vai ser trabalhada no processo alquímico interno. "Durante esse trabalho, acontece uma vigorosa eclosão do inconsciente, como uma ilha submersa que vem à tona, trazendo imagens e símbolos característicos. Posteriormente, essas imagens vão ser decifradas e integradas pelo nível consciente, iluminando o que é sombrio, pesado e negativo e trazendo mais consciência (luz) para a totalidade do ser", diz Marcus. Esse processo é chamado pelos junguianos de individuação.

AS QUATRO FASES

Conheça agora as quatro fases características do processo alquímico e a forma com que elas também podem descrever, como numa metáfora, os processos psicológicos. O modo de passar por elas varia de indivíduo a indivíduo. Uma pessoa pode ficar muito tempo numa fase ou ir para uma fase e depois regredir - é comum, por exemplo, ir e voltar da nigredo para a albedo várias vezes até a clarificação - uma característica da albedo - tomar conta definitivamente do processo. Para completar o processo alquímico, é necessário passar pelas quatro fases: nigredo (negra), albedo (branca), citrinitas (amarela) e rubedo (vermelha).


NIGREDO - A palavra está associada à cor negra, ao chumbo, a Saturno, ao que é pesado, difícil e que causa sofrimento. O primeiro passo do trabalho alquímico é, portanto, travar conhecimento com nosso lado sombrio. Faz parte do processo enfrentar raivas, invejas e ódios ocultos, reconhecer- se na cobiça (mesmo a espiritual) e na competição. Esse enfretamento com nosso aspecto mais difícil não raro causa depressão, melancolia e abandono de ação. Passamos também a julgar o mundo como um lugar triste, sem esperança, e as pessoas como não confiáveis. O primeiro passo rumo ao alto, portanto, é um mergulho para baixo para conhecer como realmente somos, com nossas emoções negativas, fraquezas e limites. Nessa fase, conteúdos do inconsciente geralmente vêm à tona, expressos como imagens simbólicas vistas em sonhos. Na alquimia clássica, essa emersão do inconsciente era causada pelos gases tóxicos emitidos pela manipulação do chumbo - alguns alquimistas simplesmente enlouqueciam. Apesar de difícil, nenhum trabalho alquímico pode ser feito sem atravessar os momentos de incubação e introversão. É aconselhável, porém, que essa descida às sombras pessoais seja feita sob as asas de um anjo: um terapeuta, um amigo mais sábio ou um conselheiro espiritual. A ultrapassagem da fase acontece quando se decide internamente não se deixar mais dominar por nossos aspectos mais escuros. Saber que eles fazem parte de nós, um reconhecimento que nos torna, inclusive, mais humanos, mas que é possível contrabalançá-los ao entrar em contato com nossa natureza mais luminosa. Começamos a compreender que somos tanto chumbo quanto ouro, e não apenas chumbo. Quando isso acontece, nós já estamos no começo da próxima fase, que antevê o abandono desse estado doloroso e o início de um tempo mais ameno.

ALBEDO - Fase ligada à água e também à claridade, ao branqueamento, à purificação e à prata. "Em um processo de análise, por exemplo, começa-se a ter lampejos de como uma emoção negativa surgiu, por que odiamos ou invejamos uma determinada pessoa", diz a psicanalista Santina Rodrigues de Oliveira, que também emprega o processo alquimíco como uma referência em seu trabalho, juntamente com arteterapia. É claro que essa compreensão mental acaba modificando a intensidade da emoção. "Essa fase é consagrada a um exame mais racional dos sentimentos. O próprio cliente começa a dar explicações de suas reações, a entender o que as motivou", diz Santina. Portanto, há um afastamento (separatio) das emoções para uma interpretação do que acontece. Na alquimia clássica, é época de lavagem, limpeza, destilação e organização. E também um período no qual as coisas fluem com mais facilidade e menos sofrimento. Há um risco, porém: o ego, demasiadamente inflado, julga que não é mais tão "pesado" e "primitivo", como na nigredo, e sim mais "evoluído", "civilizado" e mesmo "santificado" ou "escolhido". Esse sentimento de ser muito especial e superior traz afastamento, intolerância e irritação entre as pessoas, a quem o ego critica continuamente. Enfim, a albedo é uma fase que sempre corre o risco de esticar-se demais e se tornar uma tortura para a pessoa, tanto para si como para os outros. "A pessoa pode se imobilizar numa análise sem fim, elocubrando teorias e teorias sobre ele mesmo, o sentido da vida, as leis do Universo. Mas é incapaz de olhar para o que acontece a seu lado e fazer alguma coisa", diz Santina. Inevitavelmente, chega o ponto em que esse processo de individualismo cansa, se esgota. E começa a fase amarela.

CITRINITAS - Essa fase é intermediária e quase sempre mais curta. Em muitos tratados alquímicos, ela nem sequer aparece."Mas, em um trabalho terapêutico, é muito importante. O amarelo significa que a albedo amareleceu, isto é, envelheceu, como um papel branco que fica amarelado com o tempo", diz Marcus Quintaes. Na alquimia clássica, a fase está ligada ao enxofre, a algo que apodrece e cheira mal. O psicanalista americano James Hillman fala que a fase amarela interrompe a fase em que a pessoa só pensa em si mesma. Não é apenas o que interessa à realidade individual interna que tem importância. A alma começa a olhar para além de si mesma, estende seu olhar para o mundo, vê com mais compreensão os outros. E finalmente experimenta a compaixão. Assim, nasce a idéia de compartilhar suas experiências e estar mais próxima das pessoas para ajudar. O amarelo se torna então radiante, dourado, como os raios de Sol da aurora que anunciam o novo dia. Inicia-se então a fase vermelha.

RUBEDO - Na fase vermelha, ligada ao mercúrio e ao ouro, acontece um processo de síntese interno, uma união entre as forças opostas que atuam dentro da gente e que vai gerar a pedra filosofal. O lado masculino e o feminino da alma se integram. Essa união é representada nas narrativas alquímicas pelo casamento do Sol e da Lua, ou da Terra e do Céu. "Esse casamento é chamado de conjunctio, o ponto culminante da Obra", escreveu Edward F. Edinger no livro Anatomia da Psique - O Simbolismo Alquímico da Psicoterapia. A ressurreição e o nascimento do "corpo glorioso", o corpo humano permeado pela glória do espírito, é outra metáfora usada. "Algo firme nasceu, algo que está além dos altos e baixos da vida, e simultaneamente nasceu algo muito vivificante, que participa do fluxo vital sem inibições ou restrições da consciência", diz a psicanalista suíça Marie- Louise von Franz no livro Alquimia. O psicanalista Carl Jung também descreve com poesia esse momento. Para ele, é como estar no pico de uma montanha, acima da tempestade.Vemos as nuvens negras, os relâmpagos e a chuva caindo, mas algo em nós paira acima de tudo e podemos simplesmente observar os elementos em fúria. Talvez esse momento ainda não seja definitivo - é provável que ainda caiamos sob a emoção de um estado negativo. Mas algo em nós já é capaz de dizer que essa cantiga é nossa velha conhecida e, de certa forma, não seremos tão capturados por ela.

JUNG E OS ALQUIMISTAS


O primeiro pesquisador moderno que notou a semelhança entre os processos psicológicos ocorridos na mente e os processos descritos pelos alquimistas foi o psicanalista suíço Carl Gustav Jung (1888-1968). O cientista da alma, ao analisar os sonhos de centenas de pacientes, notou que as figuras e os símbolos descritos e desenhados por eles também estavam representados nas pranchas ou tábuas que mostravam como acontecia o processo da alquimia. Essa curiosa analogia surgiu sincronicamente, como Jung dizia. O psicanalista estava pintando uma mandala com um castelo dourado no meio. E se perguntou:"Por que esse castelo me parece tão chinês?" No mesmo momento, seu amigo Richard Wilhelm, o tradutor do I Ching para o alemão, enviava a ele pelo correio um manuscrito sobre alquimia chinesa que falava do palácio dourado como símbolo do Si-Mesmo, ou Self, como Jung chamava a totalidade e o ponto central da psique humana. Ao ler o texto, que já falava de fases e processos, Jung viu que existia um antigo sistema de conhecimento que corroborava suas idéias sobre a jornada da alma no mundo. Durante muitas décadas de sua vida, ele se dedicou a estudar esse processo.

Fonte da imagem (Jung)::nemdeusesnemastronautas.blogspot.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Sua majestade, o Sol

Tu, que és a fonte de todo o poder, 
Cujos raios iluminam o mundo,
Ilumina meu coração
Para que ele possa fazer também o seu trabalho.

Acordei bem cedinho hoje e fui presenteada com este lindo amanhecer:






SOWILO
fonte: My Wings of Desire - Sowilo

O Raio Solar
Totalidade ~ Integridade
Força Vital
Energia Solar

O propósito de Sowilo é a integridade que a sua natureza requer. Incorpora o impulso em direcção à alta realização e indica o caminho que você tem que seguir não por motivos ocultos mas pela essência da sua individualidade.
A procura da integridade é a procura do guerreiro espiritual. No entanto aquilo em que você se está tentando transformar é na verdade aquilo que por natureza você já é. Tome consciência da sua essência dê-lhe forma e expresse-se duma maneira criativa. Esta runa de grande poder, põem a força vital ao seu alcance, marcando um tempo de regeneração até ao nível celular.

Apesar desta runa não ter posição invertida há razão para cautela. Você poderá ter que sentir-se pronto para se retirar quando for confrontado com situações de pressão, especialmente se os eventos ou pessoas estão pedindo que você gaste a sua energia nessas situações. Saiba que uma retirada é por vezes um acto de força e integridade, uma viagem em direcção ao centro para obter equilíbrio. Retiradas temporárias estão entre os atributos do guerreiro espiritual.

Sowilo aconselha você abrir-se, deixando a luz iluminar partes da sua vida que estavam ocultas. Para realizar isto poderá ser necessário um profundo reconhecimento para admitir algo dentro de si que foi durante muito tempo ignorado.

Existe uma oração muito conhecida como "Gayatri", que incorpora o espírito da runa da integridade: Dirija-se ao sol da seguinte maneira:

Tu, que és a fonte de todo o poder,
Cujos os raios iluminam o mundo,
Ilumina meu coração
Para que ele possa fazer também o seu trabalho.

Enquanto recitando Gayatri, visualize os raios do sol iluminando o mundo, entrando no seu coração e jorrando esses raios do centro do seu coração de volta ao mundo. Esta é uma poderosa oração de intensificação da vida.

O não se perder em vaidades de ego, nesta situação é uma precaução a tomar. Mesmo em tempos abençoados você é solicitado a encarar e a vencer a recusa de deixar a acção correcta fluir através de si. Alimente esta capacidade a qual é um atributo da verdadeira humildade.

Pratique a arte de fazer sem fazer: Visualize-se honestamente e mantenha a sua visão sem esforços manipulativos. Medite nas palavras de Cristo: Eu só por mim não posso fazer nada (João 5:30). Só pelo nosso poder individual não podemos fazer nada: Mesmo no amor é o amor que ama através de nós.

Esta maneira de pensar integra-nos novas energias e permite-nos fluir para a integridade, o que é o objectivo final do guerreiro espiritual.

Fonte:http://www.pan-portugal.com/library/runas/runa_16_sowilo(1).html

sábado, 8 de setembro de 2012

Google doodle - Homenagem ao 46º Aniversário da Série Star Trek

Neste sábado, dia 08 de setembro, o Google lançou um novo doodle interativo. Desta vez, a homenagem é ao 46º Aniversário da série Star Trek. No novo doodle, que é composto por 3 cenários diferentes, o internauta poderá clicar em algumas partes dos cenários para que sejam realizadas ações. Ao final, aparece a nave da série e o nome do Google.



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Embora tivesse muito medo "desse povo da Star Trek", eu gostava de ver o Dr. Spock, pois na minha imaginação de criança, eu acreditava que aquilo tudo era de verdade. 
Me sentia melhor com as aventuras dA Noviça Voadora

Irmã Bertrille, interpretada por Sally Field 
Anos mais tarde, vendo as reprises da série, vejo quão toscos eram os "efeitos especiais" que tanto me amedrontavam e começo a rir de mim mesma.
Menina medrosa!

Bem, apesar da "tosqueira", Jornada nas Estrelas não perde seu charme típico das séries dos anos 60.

E afinal, tudo não passava de mera ficção ... não é, Senhor Spock?

Spock, interpretado por Leonard Nimoy

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Burocracia útil*


Se você acha que deve pedir desculpas para alguém, mas não sabe como, fique à vontade em utilizar este formulário... Pedir desculpas, às vezes pode parecer muito difícil, mas depois de fazer isto e ser desculpado, o coração da gente fica muito mais leve e feliz... 

Texto e imagem: https://www.facebook.com/gentilezagera
Visite: http://gentilezagera.blogspot.com.br/

* O título desta postagem foi inspirado no comentário de Vanessa Girardi no mural do Facebook de minha amiga Hellen
Agradeço a ambas!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Convergência 2012 - Chaves para a criação de um novo tempo

imagem: Revista Regional (Microfoto)


2012 – chaves para a criação de um novo tempo

Todos sabemos ser urgente & necessário COMEÇAR UM NOVO TEMPO, que o mundo e a humanidade necessitam disto desesperadamente - ainda que a imensa maioria das pessoas nem o saiba ou alcancem saber, tal o grau de alienação que paira sobre elas...

Que melhor oportunidade poderia haver, do que empregar uma data há muito anunciada, vindo de uma tradição antiga e sagrada? Já não se trata de alguma idéia incerta, oriunda de alguma fonte recente e improvisada, mas de algo realmente profetizado por uma poderosa egrégora tradicional, uma semente-de-ouro lançada no tempo por aqueles que detinham como ninguém mais a maestria dos ciclos do mundo...

Então, chegado este momentum, todos que aspiram realmente pela renovação do mundo, devem tratar de cumprir um roteiro dialético tradicional e sempre imprescindível: 1. conhecer um grande fato (“tese”), 2. observar uma grande regra (“antítese”), 3. primar por um grande princípio (“síntese”), e 4. adotar uma grande atitude (“matese”). A saber.

1. O grande FATO, a respeito de datas sagradas como esta, é que os atores necessários para a renovação já estão todos presentes e preparados, através da experiência pretérita alcançada (nesta e em outras vidas), em nome do crescimento interior e do serviço ao mundo. As próprias forças espirituais ancestrais que animam a evolução interna da Terra, têm tratado de impulsionar e de organizar esta situação, em favor da renovação do mundo e do resgate dos seus melhores dias... Naturalmente estes agentes possuem uma função plural, porém convergente e harmônica, destinada a criar uma nova unidade cultural no mundo. De modo que, como viajantes nas estradas do arco-íris, ele virão de todas as procedências e trazendo as mais diferentes contribuições, a fim de compor o cristal da unidade com seu poder transformador, e chegarão dispostos a dar a sua contribuição na construção desta Jóia Única que reflete a unidade inequívoca do Espírito e de Deus mesmo.

2. A grande REGRA para a criação de um novo tempo, quando o momento é realmente chegado, é apenas uma: a união final das almas expectantes, ou seja: superar toda a forma de separatismo intencional, senão aquele que realmente impeça ações de unidade e de renovação. E assim superar finalmente o amadorismo individualista e assumir a premissa sociológica capital da união dos semelhantes, como alicerce universal de toda a revolução cultural. O mundo sempre carece de modelos, exemplos e lideranças, porém nesta etapa inaugural, já não basta apenas alguns poucos líderes, mas sim toda uma geração protagonista, formada por pessoas esclarecidas e conscientes, movidas pela experiência e pela aspiração, e dispostas a provar o seu espírito de integração universal –porque não é outra coisa que o mundo aguarda para se renovar- através da inclusão factual dos seus pares, a fim de compor por fim o cristal da unidade transformadora. Em todos os tempos, os líderes foram as personificações da unidade. Por esta razão, apenas podem ser chamados de líderes, aqueles que apregoam de forma clara e inequívoca a união das pessoas, sem exceção nem acepção de ninguém. Apenas deverão ser excluídos, aqueles que a si mesmo se excluam, aos quais nem mesmo Deus poderá já redimir porque assim o elegeram.

3. O grande PRINCÍPIO ao qual os trabalhadores da renovação deverão se esforçar por atender, é aquele do equilíbrio, da harmonia e da integração. Cabe assim ter respeito pelas coisas, não ser um contestador afoito e nem um conservador empedernido, mas estar preparado para as sínteses necessárias, sabendo extrair o melhor de cada situação. Assim, se o item anterior enfatizava a unidade das pessoas, o presente item trata melhor da unidade das idéias e das diferentes situações da vida, nos termos mais flexíveis e envolvendo as polaridades cósmicas, como o interior/exterior ou o visível/invisível, o individual/coletivo, o masculino/feminino, o passado/futuro, o superior/inferior, etc. Naturalmente o objetivo não são tais dicotomias, as quais servem apenas de “caminho” ou instrumentos de inserção. O verdadeiro objetivo é a superação dos contrários, é o caminhar na senda mágica, criadora e transformadora da transcendência dos opostos.

4. E a grande ATITUDE que os arautos da renovação deverão por fim assumir, é buscar formas orgânicas de convívio, a fim de provar o seu ideal da fraternidade na realidade viva da comunidade, e daí tornar as intenções em fatos e assim ascender nas espirais da iniciação da vida. Analisando a História e perscrutando toda a lógica possível, veremos que sempre e em todos os tempos, o novo se viu forjado no berçário da comunidade, porque ali é que estão as chaves reais e objetivas da evolução interior e os caminhos do desabrochar da Alma. Ademais, é na forja da comunidade que todas as grandes respostas para a vida podem e serão alcançadas, no plano da segurança, da economia, da família, do conhecimento, da espiritualidade, da arte, etc., etc. A comunidade orgânica supera, pois, toda a forma de fraternidade abstrata e virtual, seja idealista ou tecnológica, para colocar a alma à prova na forja inequívoca da Unidade das coisas. Por isto, ela nunca poderá estar por demais isolada do mundo, embora permaneça firme nas suas premissas internas, inspiradas nos potenciais que se abrem de evolução humana sob as “energias” dos tempos novos... Ademais, não se afirma tal espírito investindo no plural e pulverizando as intenções, subordinadas a “gostos” particulares. Acaso toda a vida não começa com uma célula-mater, um simples óvulo fecundado? É preciso concentrar os esforços e os recursos originais, a fim de alcançar resultados reais, seja internos ou exteriores, reunindo as sementes num só canteiro de obras, escolhido geograficamente segundo premissas também favoráveis de renovação e de equilíbrio. Com o tempo, a comunidade até poderá se dividir e multriplicar, apenas para efeitos administrativos, econômicos e espirituais, visando ampliar o alcance da sua influência benéfica no mundo, mas nunca por incapacidade de convívio das partes.
Com tudo isto, existirá uma única grande palavra-de-ordem doravante; esta palavra é: CONVERGÊNCIA! 
Todas as linhas da evolução planetária, confluem agora para uma unidade, da qual a globalização econômica representa apenas um aspecto exterior. Cabe às pessoas de Alma, sempre aportar conteúdo aos movimentos da História, para que o materialismo não venha e carregue tudo de roldão. Num tempo de risco atômico, a espiritualidade também necessita ser quântica. 
A Convergência-2012 é a disposição da cúpula cristalina do tempo. As atenções das pessoas devem se concentrar na sua própria unidade, especialmente a orgânica e factual, para que adquira conteúdo, veracidade e efeito transformador! A colocação da cúpula do templo, resulta dos esforços de milhares de servidores dos Planos de Deus e da Hierarquia espiritual para o mundo. O vértice da pirâmide do Tempo contém um cristal que reluz a unidade do Alto, e logo refrata a sua luz no arco-íris da Alma. Por isto, oportunamente, este foco poderá ser coroado pela presença de iniciados e até de iluminados, e até lá cabe observar as palavras do Cristo: “onde dois ou mais se reunirem em meu nome, ali estarei!” Que o Espírito Santo possa guiar a humanidade do Terceiro Milênio, destinada como está a conhecer doravante o Deus-em-nós, sob as bênçãos da Trindade eterna.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Licor & Hidromel

Viking Princess-Nordic Cyser -  Smedgård

O programa "Trilhas do Sabor" desvenda o mundo das bebidas. 
Durante dois programas, Rusty Marcellini mostra curiosidades de drinks raros e famosos. Neste episódio, o apresentador conta alguns dos segredos do licor. 
Ele acompanha uma produtora durante suas compras no Mercado Central. 
No local, eles conferem qual é a melhor "matéria-prima" para a produção do licor. 
A bebida, que é feita de modo artesanal e possui vários sabores tradicionais, como jabuticaba e maracujá, também pode ser encontrada com sabores curiosos, como ovo, e kümmel que, em alemão, significa alcarávia ou cominho. 
O apresentador conta, ainda, curiosidades de uma bebida pouco conhecida: o hidromel, um fermentado à base de mel. Mais antiga do que a própria cerveja, o hidromel é uma bebida deliciosa!

1ª parte: Licor



2ª parte - Hirdomel

Hidromel é uma bebida alcoólica fermentada à base de mel e água, sendo utilizados, em geral na sua produção, uma proporção de uma parte de mel por duas de água, mas pode variar conforme a receita ou a região de produção. 
Consumida desde a antiguidade, sua fabricação é anterior à do vinho e seguramente à da cerveja. Além de ser consumida em Roma e na Grécia Antiga, outras culturas antigas consumidoras desta bebida foram os celtas, os saxões e os vikings. 
Também era conhecido o consumo de uma bebida similar pelos maias. Existia a tradição de que os casais recém-casados deveriam consumir esta bebida durante o primeiro ciclo lunar após as bodas para nascer um filho varão.
Na Mitologia Nórdica, o hidromel aparecia como a bebida favorita dos deuses.
Wikipédia



Visite o site:

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Há 7 caminhos abertos ante de ti, ó Buscador!




Após haver percorrido toda a extensão desta milenar terra do Egito e presenciado diversas coisas curiosas, regressei ao meus bons amigos que permaneciam em eterna meditação, na orla do deserto da Líbia.

Diz-me,ó sábia Esfinge! poderia eu descansar meus pés fatigados, que parecem haver caminhado bastante pelos poeirentos caminhos da vida?

E a Esfinge respondeu:
Pergunta àquela de quem sou filha única, àquela cujo ventre me deu à luz para sofrer pesares e mágoas do mundo, porque eu também sou um ser humano e aquela é minha mãe, a Terra. Pergunte a ela!

Caminhei um pouco mais e cheguei à Grande Piramide. Penetrei na escura passagem e desci, e arrastando-me às profundezas das entranhas da terra, cheguei àquela mesma cova tétrica. E pronunciando a sagrada palavra de passe, saudei-a, segundo o ensinamento que aprendi no capítulo 64, versículo 7º do livro mais antigo do Egito.
"Salve! Ó Senhor do Santuário, que permaneces do Seios da Terra!"

Nisto me sentei no chão rochoso e mergulhei minha mente na sua original quietude, paciente, esperando a resposta.
Quando afinal, apareceu o Ente Poderoso, Mestre da Divina Morada, roguei-lhe que me guiasse até onde estava Ela, a "Mestra do Templo Oculto", "A Alma Vivente da Terra".
O Mestre cedeu à minha súplica fervorosa e me levou pela porta secreta que estava oculta no Templo. A Divina Mãe recebeu-me da maneira mais graciosa; entretanto, permaneceu sentada, distante e intimou-me a fazer o pedido.

Repeti-lhe a pergunta:

Diz-me, ó Mestra do Templo Oculto! Podes dar descanso aos meus pés fatigados, que parecem ter andado muito pelos caminhos poeirentos da vida?
Olhou-me longa e gravemente antes de me responder.

"Há 7 caminhos abertos ante de ti, ó Buscador!
7 degraus aguardam para serem galgados pelo homem que deseje entrar no meu reino secreto.
7 lições devem ser aprendidas pelos seres humanos que anseiam ver minha face desvelada.
Enquanto não estiveres percorrido todos estes caminhos, subido todos estes degraus e aprendido de cor todas estas lições, não poderás ter descanso para teus pés nem paz para tua alma".

Sua voz meiga, que parecia vir de miríades de éons, ressoou pela Grande Sala do Templo.

- Quais são esses caminhos, ó Mãe Divina?
Respondeu-me:
" Um é o Caminho que leva a Muitas Moradas; outro, a Via que conduz ao Deserto; terceiro a Rua onde Brotam Flores Vermelhas; quarto, a Subida para as Altas Montanhas; quinto, a Descida nas Cavernas Obscuras; sexto, o Caminho do Eterno Errar, e o sétimo ´e a Via de Quietude Silenciosa."

Perguntei:
- Quais são esses 7 degraus?
"O primeiro - disse Ela - é das Lágrimas; o segundo, a Oração; o terceiro, o de Trabalho; o quarto, o Repouso; o quinto, o da Morte; o sexto, da Vida, e o último é da Entrega."

- E as 7 lições que deve aprender o homem, ó Mãe!
Quais são?
“O Prazer - respondeu - é a primeira e a mais fácil; a Dor é a segunda; o Ódio a terceira; a Ilusão a quarta; a Verdade a quinta; o Amor a sexta, e a Paz aprende-se por último”.

Ponderei a respeito do que ouvi.



A Mestra do Templo Oculto então se levantou e retirando-se da Grande Sala, vi nas suas costas uma estrela de ouro, e dentro da estrela, uma coroa resplandecente e duas meias luas de prata. Em baixo da coroa havia uma cruz branca, e ao redor da cruz, sete rosas vermelhas.
Na parede do fundo de um azul carregado vi aparecer, de súbito, muitas palavras brilhando como jóias. E foi-me ordenado ler só as últimas dessas palavras.

Eram estas:
... pois o Egito é a imagem das coisas dos céus, e, em verdade, um templo do mundo inteiro.
E quando o Egito testemunhar estas coisas, então o Senhor e Pai, Deus Supremo, Primeiro em Poder e Governador do Mundo, escutará os corações e os atos dos homens, e por Sua Vontade, poderá devolver-lhes sua antiga magnificência, a fim de que o mundo possa aparecer realmente como a obra adorável de Suas Mãos.

Epílogo do livro "O Egito Secreto" de Paul Brunton/1935


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O Zodíaco de Dendera

O texto abaixo foi traduzido de um site em francês. Há dias que venho traduzindo (via Google) e não foi tarefa fácil, pois quando o português não era suficientemente bom para trazer clareza de informações, busquei traduzir do francês para o inglês, do inglês para o espanhol e novamente para o português.
Enfim, uma verdadeira maratona, que valeu a pena.
Ao longo dos dias vou reler o texto com calma e ver o que pode ser melhorado.
Peço desculpas por erros que, certamente estarão por aí, mas no final da "maratona" meus miolos já estavam fundindo e não pude corrigir muita coisa.
Aproveito para sugerir o texto que publiquei no "Arcano Dezenove" hoje, sobre o mesmo tema: Paul Brunton- No Templo de Denderah.
Boa leitura!


 metahistory.org
Na expedição egípcia feita por Napoleão Bonaparte, em 1799 foi  descoberto o templo de Hathor em Tentyra (agora Dendera), foi revelado ao mundo um fascinante teto astronômico. O teto (em laje de arenito) foi cortado e vendido a Luís XVIII pelo Egito, em 1821, está localizado no Museu do Louvre desde 1919, uma cópia foi colocada no lugar da original, em 1920. O teto estava em uma capela no primeiro andar do templo (no terraço, onde os sacerdotes faziam suas observações astronômicas), a capela de Osíris (ponto vermelho no mapa abaixo):

 
Logo que foi descoberto, o teto causou muitas controvérsias sobre sua idade e seu significado. No entanto, com a decifração dos hieróglifos por Champollion foi possível saber rapidamente que a construção do teto, data da era romana. Dados astronômicos colocados no teto indicam que as observações do céu foram feitas sob o reinado da famosa Cleópatra VII

O teto em forma de um circulo que é apoiado por 12 personagens : quatro deusas de pé, que estão cada uma, simbolizando uma direção cardeal e ajoelhados, oito deuses, com cabeça de falcão, representando a eternidade. Na parte central do círculo estão desenhadas, as 12 constelações que hoje chamamos de "Zodíaco" (de onde o nome de "Zodíaco de Dendera") e os cinco planetas visíveis a olho nu na época. No centro, precisamente, estão as constelações Ursa Maior, Ursa Menor e Dragão. No teto também estão Órion, Sirius, um eclipse lunar e um eclipse solar. No perímetro, estão representados os 36 decanatos, que simbolizam o ano egípcio de 360 ​​dias, são as estrelas que se levantam na noite que indicam períodos de 10 dias do calendário egípcio. No perímetro, representou o decanatos 36, que simbolizam o ano egípcio de 360 ​​dias, são as estrelas que se levantam na noite e indicar períodos de 10 dias do calendário egípcio.
A posição das constelações e planetas deve permitir com precisão o momento da construção do zodíaco pois sua disposição se reproduz exatamente como há cada mil anos.
No entanto, como alguns têm defendido, ele pode ser datado entre 12 e 21 de Agosto do ano 52 a.C ou entre 15 de junho e 15 de agosto do ano 50 d.C.
Esta diferença se explica pelo fato de que o mapa não reproduz um único momento, mas leituras em momentos diferentes.


Reprodução colorida por Domenico Valeriano, 1935.


As constelações do zodíaco

As figuras dos signos deste zodíaco não são exclusivamente egípcias, elas não aparecem no Egito até o período greco-romano, porém com a dominação assíria outros elementos culturais foram incorporados a este zodíaco.
O simbolismo do zodíaco egípcio é baseado no mito de Osíris, nascimento, crescimento, morte e renascimento (a capela onde estava o teto indicava  onde ocorriam as cerimônias relativas à ressurreição de Osíris).

A partir de Áries na direção do ponteiros do relógio, estão:
Áries: equipado com chifres, que evoca o espírito de Amon força invisível que surge da escuridão para a aurora da nova primavera.
Touro: ele é o filho de Hathor, a vaca que simboliza a fertilidade.
Gêmeos: eles são representados pelos deuses Shu e Tefnut, que respiram vida e poder nas narinas do falecido.
Câncer: é representado pelo escaravelho Khepri e descreve o renascimento do sol.
O ano egípcio começa aqui, entre o fim da fase lunar de Câncer e o início da fase de lunar de Leão.  Este é também o momento em que a estrela Sirius aparece e dá-se o início da enchente.
Leão: representa o calor do deserto, a leoa Sekhmet, filha do deus do sol, ela simboliza o dilúvio, período de inundação benéfica ou perigosa.
Virgem: carregando uma espiga de milho, lembra Ísis, que durante a enchente, vai em busca de seu marido Osíris.
Libra: é o julgamento de Osíris, quando os grãos são pesados, trazendo Hórus à terra.
Escorpião: representa a deusa Selkis, que juntamente com Ísis e Néftis, protege Osíris e  as vísceras dos mortos. O quarto mês do dilúvio que celebramos os mistérios do enterro de Osíris, a germinação dos grãos.
Sagitário: é também o protetor de Osíris, removendo os perigos e evitando que Osiris ficasse vegetando pelos subterrâneos. Originalmente Sagitário é representado pela imagem do rei em seu carro em perseguição aos inimigos do Egito, em seguida, ele será substituído por um centauro que caça demônios com um arco.
Capricórnio: um híbrido, metade bode, metade peixe, simboliza a transformação de Osíris  tanto em um ambiente aquático quanto terrestre.
Aquário: é a imagem do oceano primordial (substantivo), despejando suas águas no Nilo com dois vasos.
Peixes: dois peixes simbolizam o passado e o futuro, eles também nos lembram o caminho para o renascimento, o morto assume a forma do peixe Inet.

A Estrela do Norte (ou circumpolar):
Elas estão no centro do Zodíaco, são chamadas de "imortais", porque elas são visíveis ao longo do ano.
O Grande Urso: ela é representada pela forma da pata dianteira de um touro.
O Pequeno Urso: é representado por um cão sentado em uma enxada, um símbolo do Pólo Norte.
O Dragão é representado na forma da deusa hipopótamo (Taweret).

Outras constelações:
Sirius: Esta estrela, que faz parte da constelação "Canis Major", é muito importante para os egípcios, porque sua aparência coincidiu com o início da enchente do Nilo (19 de julho) e marcou o início do ano egípcio. Também está associada com Ísis rescussitando seu marido Osíris. Sirius é fácil de identificar, é a estrela mais brilhante no céu. Ele é aqui representada como uma vaca deitada em um barco. Sirius é também utilizada para orientar o eixo do templo quando ela reaparece pouco antes do sol após um período de 70 dias .
* Invisibilidade (Sirius indica a direção do norte, na altura da construção da pirâmide de Quéops).
* A estrela Sírius (ou Sothis na forma helenizada) durante o seu ciclo desaparece do céu por 70 dias, ela reaparece no leste, brilhante, 40 minutos antes do nascer do sol (isso é chamado de "nascer helíaco"). Sirius foi chamada de "Estrela do Cão", como ela anunciou o dilúvio. É representada por um cão pequeno ("Canícula", em latim, que nos deu a "onda de calor" para se referir a altas temperaturas).
Órion: é uma constelação equatorial, para os egípcios, é a alma de Osíris. Ela é descrita como um deus, com uma coroa branca.

Os cinco planetas visíveis:
Eles são colocados em ambos os lados da Ursa Maior, com seu nome acima da cabeça.
- Mercúrio (Sebeg): o aparecimento de um deus com rosto humano
Vênus (Deusa da manhã): o aparecimento de um personagem com duas cabeças, provavelmente para mostrar a sua aparição no brilho do nascer e do pôr do sol (que é "Douaou" quando brilha no céu da manhã e "Ouati" quando o sol brilha).
Marte (Horus vermelho): aspecto  de um deus com cabeça de falcão.
Júpiter (Horus que ilumina o país): o aparecimento de um deus com cabeça de falcão.
Saturno (Touro do Céu): o aparecimento de um deus com cabeça de chacal.

Os eclipses:
Dois eclipses estão representados:
Um eclipse lunar (um dos dois eclipses do ano 52 a.C).
Ele é representado na forma de um disco em que retrata o olho sagrado de Hórus, que simboliza a lua cheia (o eclipse lunar ocorre sempre na lua cheia).
Um eclipse solar. Ele é representado na forma de um disco solar em que a deusa Ísis puxa o rabo de um babuíno simbolizando Thoth, o deus da lua.

Os 36 decanos do ano:
Cada signo do zodíaco é dividido em três partes iguais de 10 ° cada nível, que são chamados de "decano" (de Deka, 10).
O decanos são grupos de primeira classe estrelas no céu noturno. Eles foram usados ​​no calendário egípcio para calcular as horas do dia e da noite; o alvorecer e o entardecer no horizonte. Cada decanato sobe acima do horizonte ao amanhecer,  por 10 dias a cada ano. Uma vez no horizonte, ela desaparece por 70 dias no final da década (70 dias é o tempo necessário para o defunto renascer em vida após a morte. Muitos textos funerários  como o Duat equacionam este renascimento (nascer helíaco de uma estrela).
Existem 36 decanos de 10 dias, perfazendo um total de 360 dias, foram adicionados mais 5 dias epagomenais, chegando ao ano solar de 365 dias. A primeira lista de decanos data do Império Médio, que aparece nas capas dos sarcófagos (90 estrelas são mencionadas também).


Os decanos no teto de Dendera colocados no perímetro do zodíaco são representados por caracteres ou animais que simbolizam as estrelas que aparecem durante a noite.
O primeiro decanato é colocado sob a estrela Sirius, que anunciou o novo ano.
Todas as figuras do zodíaco de Dendera estão na direção Leste-Sul-Oeste -norte, ao longo do caminho do céu noturno.


alguns decanos do Zodáico de Dendera


O terraço do templo de Dendera, onde os astrônomos sacerdotes foram observar o céu.

O corredor que leva à sala no 1 º andar de Osíris templo, perto do terraço.


Copia instalada em 1920 no lugar do original que está no Louvre.



Fonte original em francês:
http://jfbradu.free.fr/egypte/LES%20TEMPLES/DENDERAH/plafond-denderah.php3?r1=6&r2=1&r3=0

Vale conferir:
http://www.portaldoastronomo.org/tema_pag.php?id=18&pag=4
http://www.tehutionline.com/newpage33.htm
http://www.kemetismo.tk/search/label/epagomenais
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