segunda-feira, 8 de abril de 2013

Lendas dos Orixás: Iroco e Ocô

IROCO AJUDA A FEITICEIRA A VINGAR O FILHO MORTO
Irôko by Gil Abelha
Iroco era um homem bonito e forte e tinha duas irmãs. Uma delas era Ajé, a feiticeira, a outra era Ogboí, que era uma mulher comum. 
Ajé era feiticeira, Ogboí, não. 
Iroco e suas duas irmãs vieram juntos do Orum para habitar no Aiê.
Iroco foi morar numa frondosa árvore e suas irmãs, em casas comuns. 
Ogboí teve dez filhos e Ajé teve só um, um passarinho. 
Um dia, quando Ogboí teve que se ausentar, deixou os dez filhos sob a guarda de Ajé. 
Ela cuidou bem das crianças até a volta da irmã. 
Mais tarde, quando Ajé teve também que viajar, deixou o filho-pássaro com Ogboí. 
Foi então que os filhos de Ogboí pediram ā mãe que queriam comer um passarinho. 
Ela lhes ofereceu uma galinha, mas eles, de olhos no primo, recusaram. 
Gritavam de fome, queriam comer, mas tinha que ser um pássaro.
A mãe foi então foi à floresta caçar passarinhos, que seus filhos insistiam em comer. 
Na ausência da mãe, os filhos de Ogboí mataram, cozinharam e comeram o filho de Ajé. Quando Ajé voltou e se deu conta da tragédia, partiu desesperada ā procura de Iroco. 
Iroco a recebeu em sua árvore, onde mora até hoje.
E de lá, Iroco vingou Ajé, lançando golpes sobre os filhos de Ogboí. 
Desesperada com a perda de metade de seus filhos e para evitar a morte dos demais, Ogboí ofereceu sacrifícios para o irmão Iroco. 
Iroco aceitou o sacrifício e poupou os demais filhos.
Ogboí é a mãe de todas as mulheres comuns, mulheres que não são feiticeiras, mulheres que sempre perdem filhos para aplacar a cólera de Ajé e de suas filhas feiticeiras.
Iroco mora na gameleira branca e trata de oferecer a sua justiça na disputa entre as feiticeiras e as mulheres comuns.


ORIXÁ OCÔ CRIA A AGRICULTURA COM A AJUDA DE OGUM
http://pimanrouj.blogs.nouvelobs.com/

No princípio, havia um homem que se chamava Ocô.
Mas Ocô não fazia nada o dia todo, não havia o que fazer, simplesmente.
Quando os alimentos na Terra escassearam, Olorum encarregou Ocô de fazer plantações. Que plantassem inhame, pimenta, feijão e tudo mais que os homens comem.
Ocô gostou de sua missão, ficou todo orgulhoso, mas não tinha a menor idéia de como executá-la.
Até que viu, debaixo de uma palmeira, um rapaz que brincava na terra.
Com um graveto ele revolvia a terra e cavava mais fundo.
Ocô quis saber o que fazia o rapaz.
“Preparando a terra para plantar, para plantar as sementes que darão as plantas”, explicou o rapaz de pele reluzente.
“Que sementes, se nem plantas ainda há?”, perguntou, incrédulo, Ocô.
“Nada é impossível para Olodumaré”, foi a resposta.
Começaram então a cavar juntos a terra.
O graveto que usavam como ferramenta quebrou-se e passaram então a usar lascas de pedra.
O trabalho, entretanto, não rendia e Ocô saiu a procura de alguma maneira mais prática.
Outro dia, quando Ocô voltou sem solução, o rapaz tinha feito fogo, protegendo-o com lascas de pedra.
Viram então que a pedra se derretia no fogo.
A pedra líquida escorria em filetes que se solidificavam.
“Que ótimo instrumento para cavar!”, descobriu efusivamente o inventivo rapaz.
Ele pôde então usar o fogo e fazer lâminas daquela pedra, e modelar objetos cortantes e ferramentas pontiagudas.
Ele fez a enxada, a foice e fez a faca e a espada e tudo o mais que desde então o homem faz de ferro para transformar a natureza e sobreviver.
O rapaz era Ogum, o orixá do ferro.
Juntos resolveram a terra e plantaram e os alimentos foram abundantes.
E a humanidade aprendeu a plantar com eles, cada família fez a sua plantação, sua fazenda, e na Terra não mais se padeceu de fome, e Ocô foi festejando como Orixá Ocô, o Orixá-da-Fazenda, da plantação, pois fazenda é o significado do nome Ocô.
E Ogum e Orixá Ocô foram homenageados e receberam sacrifícios como os patronos da agricultura, pois eles ensinaram o homem a plantar e assim superar a escassez de alimentos e derrotar a fome.

Fonte: Mitologia dos Orixás - Reginaldo Prandi - Companhia das Letras

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Surpresa no caminho I

Hoje quando voltei à pé da padaria, tive uma grata surpresa...
Do lado de fora do portão de uma casa, havia um belíssimo gato preto, semelhante à este da foto.
Talvez a única diferença entre eles seja que, este que vi usava uma coleira amarela em torno do pescoço, o que lhe deu todo charme. 
Logo fui me abaixando e pedindo licença para passar minhas mãos naquele veludo negro de olhos verdes. 
Ele (ou ela), me correspondeu com um roçar pelas pernas e um doce miado. 
Se eu tivesse como, teria fotografado esse momento esplêndido!
Agradeci a ele (ou ela) por aceitar tão gentilmente este contato e pedi a São Francisco que o protegesse dos ignorantes chamados "seres humanos".
Doce criatura ='.'=
 
Esta história tem mais capítulos:
Surpresa no caminho II
Surpresa no caminho III

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Lendas dos Orixás: Erinlé, Logun-Edé, Otim, Ossaim

ERINLÉ TEM A LÍNGUA CORTADA POR IEMANJÁ
Inlè-Ibualama ou Erinlè - escultura de Carybé
Erinlé era o mais belo dos caçadores.
Diziam que era andrógino,mas disso não se tem certeza.
O que se sabe é que Inlé era dono de uma beleza diferente e irresistível.
Tão belo que Iemanjá o amou assim que o viu.
Apaixonada, o raptou e o levou para o fundo do mar.
Satisfeitos os seus desejos, Iemanjá se cansou de Erinlé.
Então Iemanjá o devolveu ao mundo.
Mas Erinlé tinha vistos os mistérios do mar e passara a conhecer os seus enigmas.
Para que Erinlé não contasse os seus segredos, Iemanjá cortou sua língua.
A partir de então é Iemanjá que responde por Erinlé.
Erinlé fala por intermédio de Iemanjá.
Erinlé é o mais belo dos caçadores.



LOGUM EDÉ NASCE DE OXUM E ERINLÉ
Logunedé - escultura de Carybé

Um dia Oxum Ipondá conheceu o caçador Erinlé e por ele se apaixonou perdidamente.
Mas Erinlé não quis saber de Oxum.
Oxum não desistiu e procurou um babalaô.
Ele disse que Erinlé só se sentia atraído pelas mulheres da floresta, nunca pelas do rio.
Oxum pagou ao babalaô e arquitetou um plano: embebeu seu corpo em mel e rolou pelo chão da mata.
Agora sim, disfarçada de mulher da mata, procurou de novo o seu amor.
Erinlé se apaixonou por ela no momento em que a viu.
Um dia, esquecendo-se das palavras do adivinho, Ipondá convidou Erinlé para um banho no rio.
Mas as águas lavaram o mel de seu corpo e as folhas do disfarce se desprenderam.
Erinlé percebeu imediatamente como tinha sido enganado e abandonou Oxum para sempre.
Foi-se embora sem olhar para trás.
Oxum estava grávida; deu à luz Logum Edé.
Logum Edé é a metade Oxum, a metade do rio, e é metade Erinlé, a metade mato.
Suas metades nunca podem se encontrar e ele habita num tempo o rio e no outro tempo habita o mato.
Com o ofá, arco e flecha que herdou do pai, ele caça.
No abebé, espelho que recebeu da mãe, ele se mira

OTIM ESCONDE QUE NASCEU COM QUATRO SEIOS
Otin - escultura de Carybé
Oquê, rei da cidade de Otã, tinha uma filha. Ela nascera com quatro seios e era chamada de Otim.
O rei Oquê adorava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação.
Este era o segredo de Oquê.
Este era o segredo de Otim.
Quando Otim cresceu, o rei aconselho-a a nunca se casar.
Pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo.
Otim ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai.
Por muitos anos, Otim viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado.
Um dia, um caçador chegou ao mercado, e ficou tão impressionado com a beleza de Otim, que insistiu em casar-se com ela.
Otim recusou seu pedido por diversas vezes, mas, diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: o caçador nunca deveria mencionar seus quatro seios a ninguém.
O caçador concordou, e impôs também sua condição: Otim jamais deveria por mel de abelhas na comida dele, porque isso era seu tabu, seu euó.(*)

Por muitos anos, Otim viveu feliz com o marido.
Mas como era a esposa favorita, as outras esposas sentiram-se muito enciumadas.
Um dia, reuniram-se e tramaram contra Otim.
Era o dia de Otim cozinhar para o marido; ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador.
Quando Otim deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida.

Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido.
Furioso, bateu em Otim e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo: "Tu, com teus quatro seios, sua filha de uma vaca!, como ousaste a quebrar meu tabu?"
A novidade espalhou-se pela cidade como fogo. Otim, a mulher de quatro seios, era ridicularizada por todos.Otim, fugiu de casa e deixou a cidade do marido
Voltou para sua cidade, Otã, e refugiou-se no palácio do pai.
O velho rei a confortou, mas ele sabia que a noticia chegaria também a sua cidade.Em desespero, Otim fugiu para a floresta.
Ao correr, tropeçou e caiu. Nesse momento, Otim transformou-se num rio, e o rio correu para o mar.
Seu pai, que a seguia, viu que havia perdido a filha.
Lá ia o rio fugindo para o mar.
Querendo impedir o Rio de continuar sua fuga, desesperado, atirou-se ao chão, e, ali onde caiu, transformou-se em uma montanha, impedindo o caminho do rio Otim para o mar.
Mas Otim contornou a montanha e seguiu seu curso.
Oquê, a montanha, e Otim, o rio, são cultuados até hoje em Otã.
Odé, o caçador, nunca se esqueceu de sua mulher.

(*)euó = interdição religiosa, tabu, quizila

OSSAIM DÁ UMA FOLHA PARA CADA ORIXÁ
Osanyin - escultura de Carybé
Ossaim, filho de Nanã e irmão de Oxumaré, Eua e Obaluaê, era o senhor das folhas, da ciência e das ervas, o orixá que conhece o segredo da cura e o mistério da vida.
Todos os orixás recorriam a Ossaim para curar qualquer moléstia, qualquer mal do corpo.
Todos dependiam de Ossaim na luta contra a doença.
Todos iam à casa de Ossaim oferecer seus sacrifícios.
Em troca Ossaim lhes dava preparados mágicos: banhos, chás, infusões, pomadas, abô(*), beberagens.
Curava as dores, as feridas, os sangramentos; as disenterias, os inchaços e fraturas; curava as pestes, febres, órgãos corrompidos; limpava a pele purulenta e o sangue pisado; livrava o corpo de todos os males.
Um dia Xangô, que era o deus da justiça, julgou que todos os orixás deveriam compartilhar o poder de Ossaim, conhecendo o segredo das ervas e o dom da cura.
Xangô sentenciou que Ossaim dividisse suas folhas com os outros orixás.
Mas Ossaim negou-se a dividir suas folhas com os outros orixás.
Xangô então ordenou que Iansã soltasse o vento e trouxesse ao seu palácio todas as folhas das matas de Ossaim para que fossem distribuídas aos orixás.
Iansã fez o que Xangô determinara.
Gerou um furacão que derrubou as folhas das plantas e as arrastou pelo ar em direção ao palácio de Xangô.
Ossaim percebeu o que estava acontecendo e gritou:

“Euê uassá!” 
"As folhas funcionam!”

Ossaim ordenou às folhas que voltassem às suas matas e as folhas obedeceram às ordens de Ossaim.
Quase todas as folhas retornaram para Ossaim.
As que já estavam em poder de Xangô perderam o axé, perderam o poder de cura.

O orixá-rei. Que era um orixá justo, admitiu a vitória de Ossaim.
Entendeu que o poder das folhas deveria ser exclusivo de Ossaim e que assim devia permanecer através dos séculos.
Ossaim, contudo, deu uma folha para cada orixá, deu uma euê(**) para cada um deles.
Cada folha com seus axés(***) e seus ofós(****), que são cantigas de encantamento, sem as quais as folhas não funcionam.
Ossaim distribuiu as folhas aos orixás para que eles não mais o invejassem.
Eles também podiam realizar proezas com as ervas, mas os segredos mais profundos ele guardou para si.
Ossaim não conta seus segredos par ninguém, Ossaim nem mesmo fala.
Fala por ele seu criado Aroni.
Os orixás ficaram gratos a Ossaim e sempre o reverenciam quando usam as folhas.

(*) abô= infusão de água com folhas maceradas e outras substâncias.
(**)euê = folha.
(***) axés =  força mistica dos orixás, força vital que transforma o mundo.
(****) ofós = cantigas de encantamentos.


Fonte: Mitologia dos Orixás - Reginaldo Prandi - Companhia das Letras

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Lendas dos Orixás: Oxóssi


OXÓSSI É FEITO REI DE QUETO POR OXUM

Oxóssi by Carybé

Oxóssi ia para uma caçada buscar comida para sua gente quando avistou Oxum nas águas doces.
Encantou-se imediatamente com sua beleza, com seu deslumbramento nas águas cintilantes.
Oxóssi entrou no rio para alcançar o orixá e lá ficou de amores com Oxum, esquecendo-se da fome de sua tribo.
Seus companheiros sentiam-se traídos e começaram a atirar flechas em Oxóssi.
Oxum, que já estava enamorada de Oxóssi, começou a cantar uma cantiga de encantamento para defendê-lo das mortíferas flechadas:
“A ti re okê.
A ti re nu balé ba re iô”.
Dos perseguidores tiveram que fugir.
Oxum guiou Oxóssi na fuga.
Encontraram guarida na cidade de Queto, onde Oxum deu a Oxóssi o posto de rei, o Alaqueto.
Assim, Oxóssi, o caçador, também foi o rei do Queto.


Fonte: Mitologia dos Orixás - Reginald Prandi - Companhia das Letras

terça-feira, 2 de abril de 2013

Lendas dos Orixás: Ogum


OGUM ENSINA AOS HOMENS AS ARTES DA AGRICULTURA
Ogum por Carybé
Ogum andava aborrecido no Orum(*), queria voltarão Aiê(**) e ensinar aos homens tudo aquilo que aprendera. Mas ele desejava ser ainda mais forte e poderoso, para ser por todos admirado por sua autoridade. Foi consultar Ifá, que lhe recomendou um ebó para abrir os caminhos. Ogum providenciou tudo antes de descer à Terra.
Veio ao Aiê e aqui fez o pretendido. Em pouco tempo foi reconhecido por seus feitos.
Cultivou a terra e plantou, fazendo com que dela o milho e o inhame brotassem em abundância. Ogum ensinou aos homens a produção do alimento, dando-lhes o segredo da colheita, tornando-se assim o patrono da agricultura.
Ensinou a caçar e a forjar o ferro. Por isso tudo, foi aclamado rei de Irê, o Onirê. 
Ogum é aquele a quem pertence tudo de criativo no mundo, aquele que tem uma casa onde todos podem entrar.

(*) Orum: Céu, mundo sobrenatural, mundo dos orixás; cada um dos 9 mundos paralelos da concepção iorubá.
(**) Aiê: Terra, mundo dos homens.

Fonte: Mitologia dos Orixás - Reginald Prandi - Companhia das Letras

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Lendas dos Orixás: Exu

fonte:ufanisi.blogspot.
Depois de "namorar" por muito tempo o livro "Mitologia dos Orixás", acabei comprando-o semana passada.
Estou saboreando aos poucos e aprendendo um pouco mais sobre este fascinante tema: Os Orixás.
Certa vez vi um documentário na Tv Cultura, com Reginaldo Prandi, autor deste e de outros livros sobre orixás e candomblé, e logo vi que seu trabalho é sério, procurando trazer à luz do grande público através de suas pesquisas e estudos, informações valiosas sobre os orixás e o povo de santo, e desde então tive vontade de ler algum livro de sua autoria.
Comprei este primeiro e acertei em cheio. O livro é muito bom, rico em todos os sentidos.

Bom, respeitando a ordem do xiré, vou partilhar aqui uma lenda de Exu, que segundo consta é sempre o primeiro a ser convocado.
No transcorrer dos dias vou postando uma lenda de cada um dos orixás.
Axé!

EXU TORNA-SE O AMIGO PREDILETO DE ORUNMILÁ
Exu by Carybé

Como se explica a grande amizade entre Orunmilá e Exu, visto que eles são opostos em grandes aspectos ?
Orunmilá, filho mais velho de Olorum, foi quem trouxe aos humanos o conhecimento do destino pelos búzios. Exu, pelo contrario, sempre se esforçou para criar mal-entendidos e rupturas, tanto aos humanos como aos Orixás. Orunmilá era calmo e Exu, quente como o fogo.
Mediante o uso de conchas adivinhas, Orunmilá revelava aos homens as intenções do supremo deus Olorum e os significados do destino. Orunmilá aplainava os caminhos para os humanos, enquanto Exu os emboscava na estrada e fazia incertas todas as coisas. O caráter de Orunmilá era o destino, o de Exu, era o acidente. Mesmo assim ficaram amigos íntimos.
Uma vez, Orunmilá viajou com alguns acompanhantes. Os homens de seu séquito não levavam nada, mas Orunmilá portava uma sacola na qual guardava o tabuleiro e os obis que usava para ler o futuro.
Mas na comitiva de Orunmilá muitos tinham inveja dele e desejavam apoderar-se de sua sacola de adivinhação. Um deles mostrando-se muito gentil, ofereceu-se para carregar a sacola de Orunmilá. Um outro também se dispôs à mesma tarefa e eles discutiram sobre quem deveria carregar a tal sacola.
Até que Orunmilá encerrou o assunto dizendo: "Eu não estou cansado. Eu mesmo carrego a sacola".
Quando Orunmilá chegou em casa, refletiu sobre o incidente e quis saber quem realmente agira como um amigo de fato. Pensou então num plano para descobrir os falsos amigos. Enviou mensagens com a notícia de que havia morrido e escondeu-se atrás da casa, onde não podia ser visto. E lá Orunmilá esperou.
Depois de um tempo, um de seus acompanhantes veio expressar seu pesar. O homem lamentou o acontecido, dizendo ter sido um grande amigo de Orunmilá e que muitas vezes o ajudara com dinheiro. Disse ainda que, por gratidão, Orunmilá lhe teria deixado seus instrumentos de adivinhar.
A esposa de Orunmilá pareceu compreende-lo, mas disse que a sacola havia desaparecido. E o homem foi embora frustrado.
Outro homem veio chorando, com artimanha pediu a mesma coisa e também foi embora desapontado. E assim, todos os que vieram fizeram o mesmo pedido. Até que Exu chegou.
Exu também lamentou profundamente a morte do suposto amigo. Mas disse que a tristeza maior seria da esposa, que não teria mais pra quem cozinhar. Ela concordou e perguntou se Orunmila não lhe devia nada. Exu disse que não. A esposa de Orunmilá persistiu, perguntando se Exu não queria a parafernália de adivinhação.
Exu negou outra vez. Aí Orunmilá entrou na sala, dizendo: "Exu, tu és sim meu verdadeiro amigo!"
Depois disso nunca teve amigos tão íntimos, tão íntimos como Exu e Orunmilá.

Fonte da imagem:http://cpcy.pt/site/e%E1%B9%A3u-exu/

sábado, 30 de março de 2013

Sete selos planetários

Os sete “selos planetários” reproduzem em escrita espiritual (esotérica) o que Rudolf Steiner explicou inúmeras vezes à seus ouvintes como etapas do desenvolvimento planetário da Terra, através dos estados de
Saturno,

 Sol,

 Lua, 

Marte, 

Mercúrio, 

Júpiter,

 Vênus.


Marte representa a primeira metade do desenvolvimento do nosso planeta como Terra. Mercúrio, a segunda metade. Como um estado muito longínquo, Vulcano foi omitido.
O que denominamos hoje “planetas”, astronomicamente, “estrelas errantes” ou “estrelas caminhantes”, são imagens atuais da atuação cósmica hierárquica, passada e futura. Caminham através do zodíaco, da região dos ritmos cósmicos, porém seu profundo segredo, encontra-se na mudança da forma – na transubstanciação de suas imagens arquetípicas do estado de Saturno até Vênus. Rudolf Steiner os configurou em forma de “selos”, que podem ser representados através da metamorfose no sentido de Goethe, onde uma forma nova é resultado da forma anterior.
Aprofundar nas admiráveis direções das linhas e suas transformações, cria no corpo etérico do ser humano, movimentos e formas de pensamento estimuladas por elevadas leis espirituais. Estes movimentos e formas de pensamento são imagens rítmicas de uma música cósmica (música das esferas) que em sua consonância podem formar uma ponte do mundo terrestre para o mundo espiritual, igualmente como os sete sons primordiais ou as sete cores do arco-íris.
Estes selos originalmente foram desenhados sobre fundo azul e são dourados “correspondendo aos fatos ocultos, ao fixarmos estes selos em figuras simbólicas e deixarmos nosso olhar contemplá-los profundamente, isto nos ajuda a querer compreender e, se através da correta sequência, produzimos as formas de pensamento correspondentes, vamos ao encontro do que nos possibilita a íntima compreensão do ritmo dos sete membros do ser humano. Estas figuras não são apenas ornamentos, mas nos impulsionam para estas transformações” (Rudolf Steiner. GA 284, 15 Out 1911).

Fonte do texto:


Veja no link abaixo uma animação dos selos planetários desenvolvida por Bill Camp mostrando o processo de metamorfose de cada um dos selos.

Estes selos foram esculpidos nas colunas do primeiro Goetheanum.

Goetheanum: Sede mundial do movimento antroposófico. Localizado em Dornach, Suíça, o centro inclui dois teatros, espaços para exposições e palestras, biblioteca, livraria e os escritórios da Sociedade Antroposófica. Seu nome é uma homenagem a Johann Wolfgang von Goethe. O Goetheanum original foi projetado por Rudolf Steiner e destruído por um incêndio criminoso em 31 de Dezembro de 1922. Reconstruído inteiramente em concreto, só foi reinaugurado em 1928).

sexta-feira, 29 de março de 2013

Mensagem dos Anciãos Hopi

Licença Alguns direitos reservados por Al HikesAZ
Hopi Water Maiden by Susan Kliewer - Tlaquepaque - Sedona

"Vocês andaram dizendo às pessoas que esta é a Décima Primeira Hora.
Agora vocês precisam voltar e dizer a essas pessoas que a Hora é agora.
E que há coisas a serem consideradas:
Onde vocês estão morando?
O que vocês estão fazendo?
Quais são os seus relacionamentos?
Vocês estão em boas relações?
Onde está a água de vocês?
Conheçam o seu quintal.
É o momento de falarem a sua Verdade.
Formem as suas comunidades.
Sejam bons uns com os outros.
E não procurem fora de vocês pelo líder.
Este poderia ser um tempo muito bom!
Há um rio que agora está correndo muito rápido.
Ele é tão grande e ágil que chegará a assustar alguns.
Esses vão tentar ficar na margem,
e se sentirão como que deixamos de lado, e vão sofrer muito.
Saibam, o rio tem o seu destino.
Os anciãos dizem que precisamos deixar a margem, 
saltar para o meio do rio, 
manter os olhos bem abertos e as cabeças acima da água.
Veja quem está lá dentro com vocês e celebrem.
Neste momento da história, não devemos fazer nada sozinhos, 
no mínimo entre nós mesmos. 
Quando fazemos, nosso crescimento e jornada espiritual tem uma parada.
O tempo do lobo solitário acabou. Reúnam-se!
Abandonem a palavra luta, conflito, da sua atitude e do seu vocabulário.
Tudo o que fizermos agora, precisa ser feito de uma maneira sagrada 
e em celebração.
Nós somos aqueles que estávamos esperando".

Os Anciãos
Oraibi, Arizona
Nação Hopi

(Os Hopi são nativos americanos da região de Sedona no Arizona. Eles têm muita sabedoria e conhecimentos e são muito respeitados pelas suas tradições, profecias e curas).

Fonte:http://www.flordavida.com.br/HTML/hopi.html

sexta-feira, 22 de março de 2013

Os Chakras da Linha de Hara - conhecendo novos centros de energia


http://podcollective.com/portal/chakras
http://podcollective.com/portal/chakras


texto por Hudson publicado em:

O sistema de chakras é conhecido pelo mundo inteiro e todos os espiritualistas conhecem sua teoria básica e os 7 principais centros de energia do duplo etérico, os chakras da linha Kundalini. Mas sobre isso há material abundante na internet. Hoje vamos falar de um complexo de chakras quase desconhecido para o público em geral, são os chakras da Linha de Hara. Transcrevo a seguir, material de Diane Stein, dos livros Equilíbrio Energético Essencial e Cura Psíquica com Guias Espirituais. Quando for usada a primeira pessoa (eu), é a autora que faz as observações. Meus comentários estão entre colchetes [ ].

O corpo emocional tem um conjunto de chakras altamente desenvolvido, que funciona numa vibração de energia mais elevada do que os da Linha de Kundalini. Ele é chamado de Linha de Hara e contém treze chakras dispostos ao longo de uma linha vertical que passa pelo centro do corpo. A energia dos chakras da Linha de Hara se move para baixo, na parte da frente, e para cima, na parte de trás. Embora estejam em outro nível energético, eles situam-se entre os chakras da Linha de Kundalini. Seus dois canais de energia, quando conectados por meio da prática do Ch'i Kung ou da Ioga, formam um círculo chamado de Grande órbita Cósmica, que atravessa o corpo. Na Índia, onde são chamados de Ida e Pingala, esses canais são erroneamente associados à Linha de Kundalini.

Os chakras da Linha de Hara são os seguintes, de cima para baixo.



Em primeiro lugar, o Ponto Transpessoal ou Estrela da Alma que equivale, no corpo emocional, ao chakra Coroa do corpo etérico
Esse ponto, de aparência transparente situado acima do chakra da Coroa e do corpo físico, é uma conexão com a Alma Profunda e com todos os nossos componentes energéticos além dos níveis físico/etérico. Embora a energia que ele contém tenha sido reduzida, é maior do que a do chakra da Coroa - mas menor do que a de muitos sistemas energéticos localizados além dele. A energia do Ponto Transpessoal amplia nossas fronteiras em direção a todo o universo e expande nosso ser até o nível da Alma Profunda e em direção a uma espiritualidade mais profunda do que o chakra da Coroa pode nos oferecer.Alguns agentes de cura atribuem este chakra ao corpo etérico, como uma extensão da Linha de Kundalini, mas ele na verdade está num nível inteiramente diferente.

A seguir, descendo na Linha de Hara, vêm os chakras da Visão, um par de pequenos pontos atrás de cada olho, que têm coloração prateada ou cinza. 
Eles são parte do sistema de visão psíquica, juntamente com o chakra do Terceiro Olho, no corpo etérico, e com os chakras da Luz, no corpo Mental. Além disso, os chakras da Visão também permitem que algumas pessoas usem seus olhos como lasers na cura psíquica. Mesmo que o Terceiro Olho esteja aberto, a recepção de imagens através da visão psíquica requer a abertura e desobstrução desses chakras.

O Chakra Corpo Causal é um chakra de recepção sonora localizado na nuca, no ponto de encontro entre o crânio e o pescoço
Ele faz parte do Complexo da Garganta, e sua cor pode ser de um azul-prateado ou violeta-avermelhado. Sua função é recebera comunicação proveniente de fora do nivél físico e manifestá-la ou traduzí-la em informação que seja útil na Terra. É um chakra importante na atividade de canalização [incorporação mediúnica] e na conversão de informações inconscientes em conscientes, como na psicografia e na cura com guias espirituais. Outros chakras de recepção e comunicação localizados em outros níveis alimentam o chakra do Corpo Causal, embora sempre com níveis reduzidos de energia. Esse centro é todo potencial (o Não-Vazio) e é o receptor das impressões provenientes do ponto transpessoal. Desse lugar a energia espiritual parte para os outros centros, "ligando e sintonizando o impessoal com o pensamento humano". O centro tem de estar ativado e equilibrado para poder levar a cabo a sua função de dar sustentação mental ao propósito de vida da pessoa.

O chakra do corpo emocional que equivale ao chakra do Coração é o chakra do Timo, às vezes chamado de Coração Superior, localizado acima do chakra do Coração da Linha de Kundalini. Sua cor é azul-piscina ou turquesa.
Este centro fornece proteção para o coração e para o sistema imunológico, pois a glândula do timo e a imunidade a doenças são emocionalmente relacionadas. A dor emocional e a compaixão são as emoções principais para este chakra. Em seus níveis mais elevados, o chakra do Timo traz a energia do Cordão de Prata, na parte de trás do Complexo do Coração, para dentro do corpo emocional. Enquanto o chakra de Hara (ver a seguir) é o centro focal da encarnação terrestre, o chakra do Timo é o foco de nossa conexão com o que somos para além da Terra. Os Eus Energéticos, que entram pelo Cordão de Prata, fundem-se com o corpo emocional por meio deste chakra.

O chakra do diafragma está localizado entre o timo e o chakra do Hara, na altura do músculo do diafragma, logo acima do plexo solar. Sua cor é verde-limão. 
Duane Packer e Sanaya Roman, em seus vídeos Awakening Your Light Body, mostram nesse local uma abóbada membranosa de energia que designam pelo som seminal "mumin". A abóbada é um filtro que separa as energias espirituais das materiais, deixando passar apenas as mais sutis. A ativação desse centro provoca a eliminação e a desintoxicação de todos os bloqueios à consecução do propósito de vida da pessoa. É uma limpeza de toda a Linha do Hara.

O chakra do Hara é um centro conhecido desde longa data n Ch'i Kung como tan tien ou Mar de Ch'i, e se localiza cerca de seis centímetros abaixo do umbigo, acima do chakra da barriga do plano da Kundalini. Sua cor é castanho-alaranjado mas, durante a cura, ele pode tornar-se mais escuro, chegando mesmo a aquecer-se e avermelhar-se. 
O centro do equilíbrio físico fica nessa parte do corpo. No Ch'i Kung todo trabalho energético começa e termina nesse centro, que é a fonte da encarnação e o lugar da qual a força vital flui para o resto do corpo. O chakra do Hara liga a vontade de viver com a vivificante energia terrestre que provém do chakra da Terra. Diz Barbara Ann Brennan: "Foi com vontade, e somente com ela, que você tirou um corpo físico do ventro da sua mãe, a terra. É também nesse centro que as agentes de cura vão buscar forças bastantes para regenerar o corpo, contanto que plantem a linha hárica bem fundo no ventre da terra, no seu núcleo em fusão."

O chakra do períneo é de um castanho-avermelhado profundo. Os estudiosos do Reiki II o conhecem como Hui Yin; para as praticantes indianas de meditação e ioga, é o cadeado da raiz; para a acupuntura e o Ch'i Kung é o "portal da vida e da morte". 
Esse ponto energético está localizado (no corpo emocional, bem entendido) entre os orifícios da vagina e do ânus [ela escreve para mulheres, mas o ponto é o mesmo nos homens]. Ele é o portal energético pelo qual o Ki da Terra entra no corpo - subindo pelas pernas, passando pela vagina e sendo em seguida armazenado no chakra do Hara, para ser distribuído. É o lugar onde as intenções e propósitos de vida se ativam e ancoram realidade no plano físico. A posição Hui Yin, na qual a vagina e o ânus se fecham [no caso dos homens, somente este último] a fim de trancar o chakra do períneo, provoca a ativação e a depuração da energia da Linha do Hara em todo o sistema hárico.

Há um par de chakras menores, localizados atrás dos joelhos, são chamados de chakras do movimento. Sua coloração é verde-folha ou bronze. Ele orienta a pessoa nos caminhos da vida.
Um par de centros castanhos nas solas dos pés, chamados de centros de ancoragem, enraízam a Linha do Hara no Ki da Terra e estabelecem o propósito da pessoa nos movimentos da manifestação física.

A linha energética nascida no ponto transpessoal desce verticalmente pelo corpo e penetra na Terra. Barbara Ann Brennan não considera esse terminal como um chakra, mas eu o considero como tal e dei-lhe o nome de chakra da Terra. Katrina Raphaell o chama de Estrela da Terra e o localiza vinte centímetros abaixo dos pés. Sinto, porém, que ele pode localizar ainda mais fundo, até onde a pessoa for capaz de ancorar-se na terra e ligar-se à intenção de estar aqui. Quanto à sua cor, vejo-o de um negro brilhante. É um centro que no Ch'i Kung também é conhecido como Ki da Terra, ou seja, a energia vital que a pessoa abosrve do centro da Terra. Tanto o ponto transpessoal quanto o chakra da terra se situam além do físico, acima e abaixo dele, como pontos de ancoragem da Linha do Hara.
Todos os centros da Linha do Hara são identificados no Ch'i Kung e na acupuntura [omiti as correspondências nessa transcrição].



Além do chakras, a própria Linha do Hara é composta por um fluxo de energia. Um dos canais sobe do chakra do períneo para as costas, passa pelo alto da cabeça e desce pelo rosto até o lábio inferior. Na acupuntura e no Ch'i Kung denomina-se esse canal de "Vaso Governador". O segundo fluxo energético começa no lábio inferior, desce pela frente do corpo e termina no períneo ("Vaso da Concepção"). Canais auxiliares conduzem a energia das pernas e dos braços para esses canais principais. Os dois canais são postos em contato quando se coloca a língua no céu da boca e contrai-se o períneo. A movimentação de energia nesse circuito envolve a circulação do Ki (força vital) através dos canais conectados e dos chakras da Linha do Hara. É o que se chama de Órbita Macrocósmica ou Grande e Pequeno Ciclo Celestial, e é a base da disciplina do Ch'i Kung.

DIREITOS DO AUTOR:
Se for copiar o texto, tal como está aqui (pois fiz adaptações e pequenas modificações), além de citar as fontes originais, mencione este link e forneça acesso direto para essa página.

Mais sobre o Hara:
http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2006/06/hara_e_ki.html

quinta-feira, 21 de março de 2013

Os simbolismos ocultos do ovo

http://animamundi-sciarada.blogspot.com.br/2012/04/omne-vivum-ex-ovo.html
imagem: Ophion

Texto por Mirella Faur

Na cosmologia da Deusa o ovo é um símbolo universal da criação do mundo pela Grande Mãe, manifestada como uma Deusa Pássaro. Os antigos egípcios consideravam o Sol como o ovo dourado posto pela deusa Hathor, na sua manifestação como A Gansa do Nilo. Nos rituais egípcios o próprio universo era visto como o ovo cósmico criado no início dos tempos.
Os mitos gregos associavam diversas deusas com o ovo cósmico, por exemplo Leto, que chocou um ovo misterioso do qual nasceram Apollo, representando o Sol, e Ártemis simbolizando a Lua. O historiador Hesíodo relata como a Mãe da Noite (o vazio ou abismo cósmico, o espaço infinito), que antecedeu à criação e gerou todos os deuses, criou o Ovo do Mundo e de suas metades surgiram o céu e a Terra. Em outra versão, deste ovo (identificado com a Lua) surgiu Eros (o amor), que colocou o universo em movimento e contribuiu para a proliferação da vida.
Para os hindus o ovo cósmico é posto por um enorme pássaro dourado, enquanto no mito de criação finlandês, a deusa Ilmatar, a Criadora que flutuava sobre as águas primordiais, abrigou sobre seu ventre um ovo posto por um grande pássaro e que, ao quebrar, formou o céu e a Terra.
Os ovos são símbolos da Lua, da Terra, da criação, do nascimento e da renovação. A iniciação nos Mistérios Femininos é vista como um renascimento, análogo ao ato de sair da casca. O círculo, a elipse, o ovo, o ventre grávido são símbolos da plenitude misteriosa da gestação e da criação. O centro de um círculo é um espaço protegido e seguro, semelhante à escuridão do ventre e do ovo.
Inúmeras estatuetas representam as deusas neolíticas associadas com a Lua ou o ovo. No folclore de vários povos europeus existem crenças ligadas ao ovo, considerados símbolos de fertilidade, humana ou animal. Até o século 17 na França, a noiva devia quebrar um ovo na soleira da sua casa para assegurar sua fecundidade. Os antigos eslavos e alemães untavam seus arados antes da Páscoa com uma mistura de ovos, farinha, vinho e pão, para atrair assim abundância para as colheitas. Na Inglaterra antiga, crianças percorriam as casas no Domingo de Ramos pedindo ovos; recusar este pedido era um mau presságio para os moradores.
Usavam-se ovos também nas oferendas para os mortos, colocados juntos deles no caixão ou sobre os túmulos. Os judeus da Galícia consumiam ovos cozidos ao retornarem dos enterros pra retirar as energias negativas. Na Noite de Walpurgis (30 de abril), nas montanhas Harz da Alemanha, consideradas local de reunião das bruxas, os casais enfeitados com guirlandas de flores dançavam ao redor de árvores decoradas com folhagens, fitas e ovos tingidos de vermelho e amarelo.
Na Romênia, Rússia e Grécia ovos cozidos ou esvaziados do seu conteúdo são até hoje decorados com motivos tradicionais, dados de presente ou usados em competições no domingo da Páscoa. Ganhava aquele que conseguia quebrar os ovos dos concorrentes batendo de leve neles, mas sem rachar o seu. Os romanos destruíam as cascas dos ovos que eles tinham comido para evitar que fossem feitos feitiços com eles.
A presença de ovos nos sonhos deu margem a variadas interpretações, os que apareciam inteiros prenunciavam boa sorte, casamento, gravidez ou herança; se fossem quebrados anunciavam brigas, perdas e separações. A divinação com ovos – chamada de ovomancía - era praticada pelas mulheres européias nos Sabbats Samhain, Yule ou Litha, deixando cair em um copo com água a clara e fazendo vaticínios pelas formas criadas.
Resquícios do mito da deusa celta Ostara, padroeira da fertilidade e renovação da Natureza celebrada no Equinócio da primavera, permaneceram nas crenças populares e persistem até os dias de hoje, apesar das pessoas desconhecerem sua origem. Os símbolos de Ostara eram o ovo e a lebre, sem relação entre si, mas ambos significadores de criação e proliferação. Com o passar do tempo, surgiram os contos do Coelho da Páscoa e a sua inexplicável associação para os leigos com a festa cristã e os ovos de chocolate.

Fonte da imagem:
http://animamundi-sciarada.blogspot.com.br/2012/04/omne-vivum-ex-ovo.html

terça-feira, 19 de março de 2013

Mago Merlin, uma das muitas encarnações do Mestre Saint Germain

imagem: The old man  - por Gilbert Williams.

Dia de 19 Março é sem dúvida uma data especial. É o dia de São José e de Saint Germain. Segundo os ensinamentos da Fraternidade Branca, Saint Germain foi em uma de suas 12 encarnações José, pai de Jesus.
No livro de Elizabeth C. Prophet "A Alquimia de Saint Germain", consta que além de São José, Saint Germain foi o Mago Merlin em sua sétima encarnação.
Segue abaixo um texto que encontrei no site Sintonia Saint Germain sobre Merlin (que está momentaneamente fora do ar). 

Merlin, Vivien e o carvalho no qual foi preso para sempre. 

Saint Germain foi Merlin. A inesquecível, e de alguma forma insubstituível figura que paira nas brumas da Inglaterra, pronto a aparecer-nos a qualquer momento para oferecer-nos um cálice com elixir espumante. Ele, o 'ancião' que conhece os segredos da juventude e da alquimia, que projetou as estrelas em Stonehenge, e que, segundo dizem, moveu uma ou outra pedra com seus poderes mágicos -- que não surpreenderia ninguém se aparecesse subitamente num palco da Broadway ou nas florestas de Yellowstone, ou a nosso lado numa estrada em qualquer lugar. Sim, porque Saint Germain é Merlim.
Merlim, o amado Merlim, nunca nos abandonou -- o seu espírito encanta os séculos. Faz-nos sentir tão raros e únicos como os seus adornos de diamantes e ametistas. Merlim é a Presença insubstituível, um vórtice... em torno de cuja ciência, lendas e romance fatal a civilização ocidental se entrelaçou.
Foi no século V. No meio do caos deixado pela lenta agonia do Império Romano um rei subiu ao trono para unir um país estilhaçado por chefes guerreiros e dilacerado por invasores saxões. A seu lado tinha o próprio ancião [Merlim] -- meio sacerdote druída, meio santo cristão -- vidente, mago, conselheiro, amigo, que orientou o rei ao longo de doze batalhas para unir o reino e estabelecer uma janela de paz.
Em certo ponto da sua vida, o espírito de Merlim passou por uma catarse. Segundo reza a lenda, teria sido no meio de uma feroz batalha. Ao ver a carnificina, desceu sobre ele uma loucura -- a visão simultânea do passado, presente e futuro -- tão peculiar na linguagem dos profetas. Fugiu para a floresta para viver como um selvagem, e um dia em que se sentara debaixo de uma árvore começou a dizer profecias sobre o futuro do País de Gales. "Fui separado do meu verdadeiro eu", disse ele. "Era como um espírito, e conhecia a história das pessoas num passado longínquo, e podia prever o futuro. Sabia então os segredos da natureza, do vôo das aves, do movimento das estrelas e da forma como os peixes nadam".
As suas afirmações proféticas e os seus poderes "mágicos" serviam para um fim: estabelecer um reino unido entre as tribos dos antigos bretões. A sua presença em tudo é lembrada num antigo nome celta da Grã-Bretanha, "Clas Myrddin", que significa "o Recinto de Merlim". Ao aconselhar e ajudar Artur a fundar o seu reino, Merlim procurou tornar a Grã-Bretanha uma fortaleza contra a ignorância e superstição, onde a realização crística pudesse prosperar na busca do Santo Graal. Os seus esforços naquele solo dariam fruto no século XIX, em que as Ilhas Britânicas se tornaram o lugar onde a iniciativa individual e a indústria puderam prosperar como nunca o haviam feito em doze mil anos.
Ao mesmo tempo, porém, que Camelot, a rosa da Inglaterra, brotava e florescia, as sombras da noite iam-se entrelaçando nas suas raízes. Feitiçaria, intriga e traição destruíram Camelot, mas não o amor de Lancelot e Guinevere, como faria crer o misógino retrato de Tom Malory. Infelizmente, o mito por ele plantado permitiria ocultar os verdadeiros culpados durante estes longos séculos. Foi o filho bastardo do rei, Modred, filho da sua meia-irmã Margawse que, com a ajuda de Morgana le Fay e um grupo de feiticeiras como ela e de cavaleiros negros, tentou roubar a coroa, aprisionar a rainha, e destruir por algum tempo os laços de um Amor que eles (os da senda da mão esquerda) nunca haviam conhecido nem podiam conhecer -- uma Realidade que todos os seus desejos, guerras e encantos não podiam tocar.
Assim, foi com o coração pesado e com o espírito de um profeta que teve visões de tragédia e desolação, alegrias passageiras e a dolorosa angústia da retribuição cármica continuamente manifestada, que Merlim entrou no cenário do seu próprio desfecho, para ser enredado com encantos que ele próprio ensinara pela tola e manhosa Vivem -- e adormecer.
Sim, errar é humano mas ansiar pela chama gêmea ausente é a sorte de muitos cavaleiros andantes, reis ou profetas solitários, que talvez devessem ter desaparecido nas brumas em vez de sofrerem triste ignomínia pelo seu povo.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Barriga e sentimentos...

É TUDO UMA COISA SÓ 
Os cientistas começam a elucidar a ligação evidente entre a barriga e nossos sentimentos
Texto: Milly Lacombe e Teté Martinho* - Ilustração: Katie Scott
Revista Trip 13/03/2013

Pesquisando o complexo sistema nervoso que comanda a digestão, os cientistas começam a elucidar a ligação evidente entre a barriga e nossos sentimentos — e a entender o que a medicina oriental já dizia: que é preciso digerir bem o medo, a raiva e a angústia. E que físico e emocional são inseparáveis

Atire a primeira pedra quem nunca sentiu frio na barriga de medo. Ou teve de sair correndo para o banheiro em uma situação de tensão. Ou perdeu o apetite ao se apaixonar loucamente. Ou sentiu o estômago revirar diante de uma visão repulsiva. Ou engordou por ansiedade. Ninguém nega que a barriga seja um campo fértil para a somatização, o nome genérico que se dá à transformação de emoções negativas em males físicos, com consequências tão graves que chega a ser reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Mas por que tanto assim?
A resposta pode estar no estudo aprofundado sobre a respeitável rede de neurônios que comanda a função digestiva, e na revelação de que boa parte dos neurotransmissores que circulam pelo corpo, carregando emoções e sensações, tem origem no intestino. Incluindo a serotonina, hormônio do bem-estar.
“Na verdade, essas descobertas só dão base concreta ao que já sabíamos intuitivamente”, diz Marcílio Hubner de Miranda Neto, médico e coordenador do Laboratório de Pesquisas em Neurônios Entéricos da Universidade Estadual de Maringá (PR). “A vida emocional tem relação direta com os hábitos alimentares, e o funcionamento da digestão é diretamente influenciado pelas emoções”.
Cada uma à sua maneira, as medicinas, filosofias e religiões orientais conhecem e explicam essa via de mão dupla há milênios. Os japoneses acreditam que é na barriga que se sente, se pensa, se tomam decisões, se guardam segredos. A importância do hara na cultura japonesa se reflete em uma coleção de expressões populares, envolvendo a barriga, de fazer inveja às nossas, que não são poucas (leia o boxe “A voz das tripas”).
O sistema de chacras, que sustenta até hoje a medicina hindu e está na base da filosofia dos iogues, relaciona intimamente emoções e órgãos. Descritos pela primeira vez nos Vedas, textos hindus datados de 2 mil anos antes da era cristã, os chacras (roda, em sânscrito) são sete redemoinhos de energia que se alinham ao longo da coluna. Cada um tem a incumbência de distribuir o nutriente que vem da respiração – o prana – a um grupo específico de órgãos; e a cada um cabe processar pensamentos e sensações específicos.
A barriga abriga dois chacras importantes: o segundo, swadhisthana, ligado ao aparelho reprodutor, ao impulso sexual e às funções de desintoxicação; e o terceiro, o manipura, que o guru brasileiro Sri Prem Baba define como “a sede do poder de realização e do ego” (leia entrevista a Arthur Veríssimo nas páginas a seguir). LEIA AQUI
Se os chacras não funcionam bem, por algum desequilíbrio, podemos reter sentimentos como medo, raiva e angústia, explica Simone Caldeira, terapeuta corporal que usa o toque para trabalhar a integração craniossacral. Os órgãos podem ter ou não sua função otimizada, dependendo de como a energia flui por eles. “Se o chacra está bloqueado, as funções físicas e emocionais também estão”, diz. Nesse pensamento, físico e emocional “são uma coisa só”.  
A medicina tradicional chinesa, que considera a barriga “o centro do homem”, estabelece com precisão como cada emoção negativa altera o funcionamento dos órgãos. “Baço, pâncreas e estômago metabolizam a comida, transformando-a em um substrato sem o qual nada no corpo funciona”, diz o acupunturista Marcius Luz, de São Paulo. “Se a energia dos órgãos se desequilibra, o substrato acumula, gerando obesidade, por exemplo.”
A desarmonia pode vir de excessos alimentares ou emocionais: para os chineses, preocupação excessiva e pensamentos obsessivos esgotam a energia do baço, e a raiva afeta o fígado.

O segundo cérebro
Praticada há 5 mil anos na Índia e cada vez mais conhecida no resto do mundo, a ayurveda tem uma imagem curiosa para a digestão. Segundo essa medicina, a barriga abriga o agni, um fogo metabólico que processa não só comida, mas tudo que experimentamos: emoções, memórias, sensações. Se o agni é ou está fraco, toxinas e emoções se acumulam, gerando dor, suscetibilidade à infecção e obesidade, assim como depressão, fadiga e dificuldade de se manifestar. “Por isso, o abdome é o centro das emoções”, diz Erick Schulz, vice-presidente da Associação Brasileira de Ayurveda.
“A região abdominal é nosso centro de energia. É como se fosse uma segunda mente”, diz a monja Coen, fundadora da Comunidade Zen-budista, em São Paulo. Nesse ponto, a neurociência tende a concordar. Com 100 milhões de neurônios acomodados do esôfago ao ânus – mais do que o resto do sistema nervoso periférico inteiro –, o aparelho digestivo é, de fato, um segundo cérebro.
O primeiro a dizer isso com todas as letras, em 1996, foi o neurobiólogo norteamericano Michael Gershon, que chefia o departamento de anatomia e biologia celular da Universidade Columbia, em Nova York. Em seu livro The Second Brain, ele explica que, para administrar cada reflexo, espasmo e mudança química necessária à transformação dos alimentos – do esôfago ao estômago, do intestino delgado ao cólon –, o aparelho digestivo precisa avaliar cada situação, decidir-se por uma linha de ação e iniciar movimentos. Daí ser relativamente autônomo em relação ao cérebro, e daí envolver tantos circuitos de neurônios, neurotransmissores e proteínas.
“O intestino realiza funções de alta complexidade. Se ele não pensa de forma autônoma, como o cérebro, é certamente embarcado com grande inteligência”, diz Luiz Guilherme Correa, médico formado pela Universidade de São Paulo (USP), onde também cursou filosofia, e especializado na medicina tradicional indiana. Essa complexidade deve explicar, acredita Gershon, por que doenças como ansiedade, depressão e síndrome do intestino irritável se manifestam de formas associadas no cérebro e no aparelho digestivo. Grosso modo, nossos pensamentos e emoções são influenciados pelo que acontece nos intestinos, e vice-versa.
E tem mais. “Sabemos, pela neurociência, que 90% da serotonina não é produzida no cérebro, mas no abdome, na região do intestino e do fígado”, diz Ricardo Ghelmam, que coordena o Núcleo de Medicina Antroposófica da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). “Então, se uma pessoa tem depressão, por exemplo, isso não é um problema de cabeça, mas do metabolismo digestivo.” Para a medicina antroposófica, o abdome está ligado à vitalidade e à força de vontade.
Com tantos fios conectando emoções e digestão, parece claro que, para o bem da barriga, é preciso cuidar da cabeça – e vice-versa. “Se você quiser aumentar a serotonina, a vontade de viver, o impulso de vida, tem de estimular essa força metabólica ligada à barriga”, diz Ghelmam. “O sedentarismo e a alimentação pobre em fibras vão na direção oposta disso, gerando doenças crônicas degenerativas, como diabetes, hipertensão e até câncer.”
Fortalecer a musculatura do abdome por meio de práticas voltadas diretamente para ela, como ioga, tai chi e pilates, também é uma forma de estimular as funções digestivas – e, por consequência, serenar as emoções. A monja Coen sugere um começo: “Respirar de forma consciente, profunda e suavemente, sentindo o abdome se expandindo e retraindo, é o caminho para nossa casa do tesouro, que jamais se exaure”.
Respirar fundo é básico, concorda Simone Caldeira. Para se sentir melhor e para não ter barriga proeminente. “O diafragma, responsável pela respiração, é um músculo intimamente ligado ao medo e ao estresse. Em estresse, ele ‘respira curto’, e isso causa dezenas de problemas”, explica. Na floresta, os animais respiram curto para não serem ouvidos pelos predadores. “A respiração faz um barulhinho que, na floresta, pode custar a vida”, diz. Pela mesma razão instintiva, homens e mulheres encurtam a respiração quando têm medo. “Em cidades como São Paulo, o predador está presente o tempo inteiro, na forma do chefe, do rival, da violência. Então a gente respira curto sem notar.” Com a tensão que isso gera, o diafragma é empurrado para baixo, na direção do chão, pressionando todos os órgãos e forçando o abdome para frente. “Os homens têm muito isso. E aí pode malhar quanto quiser que a barriguinha não sai.”  

A voz das tripas
Expressões idiomáticas em várias línguas põem emoções como medo, raiva e vontade no devido lugar: a barriga
A ligação entre emoções e barriga pode ser um mistério que só agora a ciência ocidental começa a elucidar. Mas, na língua do dia a dia, sempre foi dada como certa. E não só na nossa. Entre as sensações “estomacais” universais que ganham expressão inclui-se aquele misto característico de ansiedade, excitação e medo. Em inglês e alemão, borboletas no estômago; em espanhol, bolhas de sabão na barriga; aqui, frio na barriga.
Usamos soco no estômago para falar tanto de agressão física quanto de qualquer outra que pegue no lugar certo. E não somos os únicos a confundir náusea física e desgosto ético: em inglês, francês, espanhol e alemão, algo revoltante dá vontade de vomitar.
Se em português é preciso ter estômago para aguentar uma situação aviltante, em inglês a expressão equivale a querer. A cultura anglosaxônica também põe coragem e intuição na barriga. Ter tripas é ter, digamos, colhões; e sentir nas tripas é ter uma revelação.
Nada se compara, porém, à barriga dos japoneses. O hara não é só abdome, intestino, estômago. É onde moram coragem, determinação, vontade, imaginação e entendimento, além do lugar onde as decisões são tomadas.
Assim, barriga grande é metáfora para mente aberta; barriga pequena, para pobreza de espírito; barriga dura equivale ao nosso “coração de pedra”; ler o estômago de alguém é entender a intenção alheia; ir pela barriga, agir com integridade; guardar na barriga, manter segredo.
Quando os japoneses ficam bravos, a barriga ferve. Já para os franceses, estar com o coração na barriga equivale a ter “sangue nos olhos”. A barriga dos franceses também é uma espécie de ponto fraco, em matéria de honra: pisar na barriga de alguém é passar por cima da pessoa. Idem para os alemães, que chamam fracasso de barrigada.

Fonte:http://revistatrip.uol.com.br/revista/219/reportagens/E-tudo-uma-coisa-so.html

sexta-feira, 15 de março de 2013

As flores e nossa personalidade

Procurava no site Nirvana por link antigo que postei aqui no blog,infelizmente não consegui encontrá-lo.
Para minha sorte e alegria, acabei descobrindo outro texto muito interessante: 


FLORES QUE COMBINAM COM A SUA PERSONALIDADE 
Texto publicado em:
http://www.enirvana.com.br/blog/flores-que-combinam-com-a-sua-personalidade/


Você sabe que as flores podem combinar sua personalidade? Claro que nossos gostos e preferências já dizem muito sobre quem somos. As cores, o gosto musical, o estilo da roupa, a decoração da casa e até a preferência por determinada flor. Quando você for numa floricultura veja qual das descritas a seguir chamam mais a sua atenção, e somente a seguir, faça sua seleção.

Os românticos
(Rosa e Violeta):
São pessoas com uma personalidade mais discreta e não gostam de se fazer notar. São meigas, calmas e muito sonhadoras, por isso precisam aprender a lidar com a constante frustração. Costumam ser frágeis e, apesar de reservadas, não conseguem disfarçar seus sentimentos quando ficam magoadas. São muito emotivas e fazem de tudo pelas pessoas que gostam.
www.taringa.net
Rosas
Rosas: São clássicas, cultivadas desde a antiguidade, e combinam com pessoas românticas por seu formato delicado. As mais sonhadoras devem utilizar as amarelas para harmonizar os ambientes à sua volta. Já as mais meigas e doces devem recorrer às rosadas. E as mais calmas, devem preferir as rosas brancas.

www.jardineiro.net -
Violeta - Foto: Raquel Patro
Violetas: Assim como as pessoas românticas são flores mais reservadas, que não toleram a incidência de raios solares diretos e possuem cores discretas. É necessário adubá-las durante todo o ciclo de crescimento, o que revela, assim como os românticos, a necessidade de atenção.

Os modernos
(Flor-do-campo e Gérbera):
São pessoas consideradas muito práticas em tudo o que fazem, quando o assunto é a aparência, prezam por roupas confortáveis e que revelem seu estado de espírito, por isso ditam moda. Gostam de novidades, cores vivas e alegres.

www.divalativia.com
Flor-do-campo
Flores-do-campo: Sua principal característica, assim como a de pessoas modernas, é a combinação harmoniosa de cores e formatos. As flores-do-campo dão um ar alegre ao ambiente e são ideais para pessoas práticas por não exigirem muito cuidado e atenção em seu cultivo.

flores.culturamix.com
Gérbera
Gérberas: São flores relativamente grandes, com muitas pétalas e cores extremamente marcantes. Assim como as pessoas modernas são marcantes e não passam despercebidas em um ambiente.

Os decididos
(Antúrio e Bromélia):
São pessoas conhecidas por sua personalidade forte e marcante. Possuem muita determinação e segurança em tudo o que fazem e acreditam, por isso que são muito leais e confiáveis, mas nem sempre muito fáceis de lidar, é preciso ter um jeitinho certo de falar com as pessoas decididas.

http://www.riototal.com.br/jardinagem/jardinagem001.htm
Antúrio
Antúrios: São plantas muito exigentes e assim como as pessoas decididas que não se satisfazem facilmente, são difíceis de agradar. Uma vez cultivados de maneira correta duram bastante tempo. São fortes e resistentes assim como as pessoas decididas que não demonstram chateação ou mágoa em hipótese alguma.

www.bromelias.com.br
Bromélia
Bromélias: Apresentam uma impressionante resistência para sobreviver diante de qualquer adversidade, assim como as pessoas de personalidade decidida. Estas também costumam se destacar por suas características, como as bromélias, que possuem uma aparência muito excêntrica e é facilmente reconhecida em meio a outras plantas.

Os exigentes
(Orquídea):
Pessoas exigentes possuem gostos muito apurados. Valorizam detalhes e dão relevância para alguns aspectos que a maioria das pessoas não repara. São muito simpáticos e discretos e andam sempre muito bem arrumados, cuidando de detalhes como combinação de cores e tecidos.

econexos.com.br
Orquídea
Orquídeas: Essas flores requerem um tratamento especial. É preciso valorizar cada etapa de seu cultivo para que elas cresçam. São ideais para pessoas exigentes, pois estas valorizam detalhes, e as pétalas da orquídea possuem variações mínimas de cores, mas que fazem toda a diferença em sua aparência final.

Os radiantes
(Girassol): 
São pessoas que possuem uma alegria de viver muito grande, e por isso estão sempre de bom humor. Isso não significa que a auto estima de pessoas com essa personalidade esteja sempre em alta, mas elas procuram não ligar para a opinião alheia e procuram motivações em seu cotidiano para sempre abrirem um sorriso.

diariosdesolidao.blogspot.com
Girassol
Girassóis: São flores que remetem a alegria, por seu formato e cor muito vibrantes. Estão diretamente ligadas aos dias ensolarados, já que seguem o sol em seu giro pelo céu, e dias de céu azul e sol deixam as pessoas radiantes ainda mais estimuladas.


Os controladores
(Lágrima de Cristo):
Pessoas com essa personalidade gostam de estar no controle em todas as situações, sendo assim tem uma tendência a buscar a liderança, mas nem sempre conseguem por conquistarem muitos inimigos por onde passam. São pessoas sérias e que não possuem uma vida social muito ativa.
vidadasflores.blogspot.com
Lágrima de cristo
Lágrimas de Cristo: Essas flores nascem de trepadeiras que agarram e sufocam qualquer superfície, assim como as pessoas controladoras. Elas gostam de dominar o espaço em que vivem e nada é considerado um obstáculo para o seu crescimento.

Os impacientes
(Maria-sem-vergonha e Amor-perfeito):
Essas pessoas têm a pressa como lema de vida. Não gostam de esperar por resultados ou respostas e por isso são muito ativas, já que vão de encontro ao que querem. Não se preocupam muito com o que os outros pensam e têm fama de serem curtas e grossas.

www.terradagente.com.br
Maria- sem-vergonha
Maria-sem-vergonha: Essa flor nasce facilmente em qualquer lugar, é uma das mais recomendadas para cultivo por dar flores ao longo de todo o ano. É ideal para pessoas impacientes que não gostam de esperar para obter seus resultados.


www.calendariodojardim.com.br
Amor-perfeito
Amor-perfeito: São cultivadas ao longo do ano todo e por isso são indicadas para os impacientes. É uma planta rústica e que exige poucos cuidados, seu caule é curto, por isso é uma planta pequena, mas que causa grande efeito.

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