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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Jain Mantras - Namokar Mantra


Em 2004 ou 2005, não me lembro ao certo, comprei um DVD da Revista Bons Fluidos sobre Ioga. Além do encantamento pelo tema, havia um mantra belíssimo na voz de Meeta Ravindra, chamado Jain Mantras que me deixou enlevada.
Lembro-me que ouvia várias vezes antes ou após praticar alguns asanas que eu conseguia fazer. Naquela época nem sonhava com Internet e não tive como saber o seu significado.
A curiosidade de saber seu significado permaneceu até o dia de hoje.
Com certeza é um belo mantra.
Minh'alma já sabia, mas a razão ainda não!

Seguem abaixo a letra e o significado do mantra e um link na voz de Meeta Ravindra.
Ouça! Sonhe! Eleve seu espirito!
Em tempo: Jain Mantras está no cd Mantras Cósmicos, de Meeta.



Navkar Mantra Wallpaper
Entre todos os auspiciosos mantras este (Ṇamōkāra Mantra - também conhecido como Navakār Mantra, Namaskar Mantra ou Pancha Parameshti Namaskar,) é o mais importante.
O Namokar mantra é o mantra fundamental do Jainismo e pode ser recitado qualquer hora do dia. Ao recitar o mantra o aspirante reverencia as suprema energias espirituais em vez de personificações em particular e por isto não é citado nenhum nome. O objetivo é incorporar as virtudes deles na vida cotidiana.



Namo arihantāṇaṁ 
(Namo Arihantãnam)
Eu reverencio os Arihantas
(quem já venceu todos os inimigos internos: ignorância, 
orgulho, ego, paixão, ganância, maya, sexo, raiva etc.)

Namo siddhāṇaṁ 
(Namo Siddhãnam)
Eu reverencio os Siddhas (quem atingiu moksha - consciência)

Namo āyariyāṇaṁ 
(Namo Ãyariyãnam)
Eu reverencio os Acharyas – Gurus

Namo uvajjhāyāṇaṁ 
(Namo Uvajjhãyãnam)
Eu reverencio os Upadhyayas - Orientadores religiosos

Ṇamō lōē savva sāhūṇaṁ
 (Namo Loesavvasãhunam)
Eu reverencio os Sadhus - Sábios

Ēsōpan̄caṇamōkkārō, savvapāvappaṇāsaṇō
 (Eso pañca namokãro savva pãvapanãsayo)
são capazes de eliminar todos os pecados

Maṅgalā ṇaṁ ca savvēsiṁ, paḍamama havaī maṅgalaṁ 
(Mangalãnam ca savvesima padhama havai mangalam)
Estas cinco reverências são mais importantes que toda a felicidade



domingo, 12 de maio de 2013

Mães indianas: a arte sensível de Syam Marquez




Todo dia é dia das mães, mas como foi instituído no calendário uma data específica de comemoração para alguém tão importante em nossas vidas (que vai mesmo antes da nossa concepção até o fim de nossos dias) deixo aqui minha singela homenagem a elas com esta bela imagem criada por Syam Marquez.
Dedico em especial para minha mãe, para Flor Baez (mamãe de primeira viagem) para minha querida amiga Lucivânia (mamãe de três amores).
Um beijo a todas!


Visite o site:

domingo, 24 de fevereiro de 2013

O que significa Namastê?




Por Subhamoy Das, About.com
Traduzido por Sarasvati

‘Namaste’ ou ‘namaskar’ é a maneira indiana de cumprimentar as outras pessoas. Onde quer que estejam – na rua, em casa, no transporte público ou ao telefone – quando os Hindus encontram pessoas que eles conhecem ou estranhos com quem queiram iniciar uma conversa, namaste é a saudação habitual para começar e também para encerrar um encontro. Ele não é um gesto superficial ou uma simples palavra, e é para todas as pessoas – jovens e velhos, amigos e estranhos.

Namaste de acordo com as Escrituras:
Namaste e suas variantes ‘namaskar,’ ‘namaskaara’ ou ‘namaskaram’, é uma das cinco formas de saudação tradicional mencionada nos Vedas. Ele é normalmente entendido como uma prostração mas na verdade se refere a fazer uma homenagem ou demonstrar respeito um ao outro, como é praticado atualmente, quando nos saudamos.

O Significado do Namaste:
Em sânscrito a palavra é namah + te = namaste que significa “Eu me curvo a você” – meus cumprimentos, saudações ou prostração a você. A palavra ‘namaha’ também pode ser literalmente interpretada como "na ma" (não é meu). Ela tem um signifcado espiritual de negação ou a redução do seu ego na presença de outro.

Como fazer o Namaste:
Dobre os braços a partir do cotovelo e coloque as palmas das mãos uma de frente para a outra. Junte as palmas e as posicione em frente ao peito. Diga a palavra Namaste enquanto curve a cabeça em direção às pontas dos dedos.

Porque Namaste:
Namaste poderia ser somente uma maneira casual ou formal de cumprimento, uma convenção cultural ou um ato de adoração. No entanto, há muito mais nele do que pode se pensar a princípio. O encontro real entre as pessoas é o encontro de suas mentes. Quando nós nos cumprimentamos com namaste, isso significa, ‘possam nossas mentes se encontrar’, indicado pelas palmas unidas junto ao peito. Ao curvarmos a cabeça estamos demonstrando uma maneira graciosa de estender a amizade em amor, respeito e humildade.

O Significado Espiritual do Namaste:
O motivo pelo qual fazemos o namaste tem um significado espiritual muito mais profundo. Ele reconhece a crença de que a força vital, a divindade, o Eu ou o Deus em mim são a mesma coisa. Reconhecendo essa unicidade com o encontro das palmas, nós honramos o deus na pessoa que encontramos.

Namaste em Orações:
Durante as orações, os Hindus não somente fazem namaste mas também se curvam e fecham os olhos, como se fosse para olhar dentro do espírito interior. Esse gesto físico é algumas vezes acompanhado de nomes de deuses como ‘Ram Ram’, ‘Jai hri Krishna’, ‘Namo Narayana’, ‘Jai Siya Ram’ ou apenas ‘Om Shanti’ – o refrão comum nas preces Hindus. Isso é também muito comum quando dois devotos Hindus se encontram – indicando o reconhecimento da divindade dentro de nós mesmos e estendendo um caloroso acolhimento para o outro.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Navratri: 9 Dias da Deusa


O que é Navratri?
Navratri em sânscrito significa nove noites. Como o nome diz, é um festival que dura nove noites. Acontece no final das monções e começo do inverno ou seja entre Setembro e Outubro. Durante esse período  é celebrada a deusa mãe em suas 3 faces.
Os três primeiros dias são dedicados a Durga, Deusa guerreira, ela representa Shakti, a energia cósmica.
Leia mais: AQUI

Mais do mesmo em:
Templo de Durga e Arcano Dezenove

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Lua Azul da abundância / Plenilúnio de 31 de Agosto/ Ananta, a Deusa hindu da força vital feminina

imagem :Lua Azul - Wikipédia
O termo lua azul, se refere comumente à segunda Lua Cheia que ocorre num mesmo mês. A freqüência de acontecimento, é de 1 vez a cada 2 anos ou 3 anos. As últimas luas azuis ocorreram em 31 de maio de 2007 e 31 de dezembro de 2009. A próxima lua azul deverá ocorrer em 31 de Agosto de 2012 e as seguintes em Julho de 2015, Janeiro e Março de 2018, Outubro de 2020, Agosto de 2023, Maio de 2026, Dezembro de 2028...
Agosto de 2012 e o Evento da Lua Azul

A Lua Azul da abundância
por  Mirella Faur -
Ritual de Ananta Plenilúnio (Lua azul) dia 31 de agosto de 2012 às 20h

Acredita-se que a Lua Azul começou a ser cultuada, inicialmente, entre os egípcios, com a substituição do calendário lunar - que marcava o tempo usando as fases da lua - pelo solar - que introduziu o conceito do mês de trinta dias.
Lua Azul é o nome que se dá à segunda lua cheia dentro do mesmo mês. Um fenômeno que acontece, em média, uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes no século.

Desde a Antiguidade, a Lua Azul é considerada um acontecimento de muita força magnética e poder espiritual, reforçando o sentido de plenitude da lua cheia.

A Lua Azul nos proporciona uma oportunidade a mais de tocar o divino, um aumento da consciência diante das forças sobrenaturais, reforçando, assim, o intercâmbio com os outros planos, reinos e dimensões. Por ser considerada um tempo entre os tempos, um momento raro - e por isso, muito mais poderoso e mágico - fica mais fácil alcançar o mundo entre os mundos por meio dela. É uma lua de abundância, que permite colher muito mais do que plantamos. Os encantamentos têm maior poder e os resultados são mais rápidos. Pensamentos e desejos tornam-se mais intensos e, assim, qualquer ritual exige maior cautela em relação aos objetivos e pedidos. Mais do que nunca vale a advertência: cuidado com o que pedir, pois você pode conseguir!

Com o surgimento do calendário juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, permaneceu sua aura romântica e poética, e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos.

Na mitologia celta, esta lua favorece o contato com o reino encantado dos seres da natureza. Invocam-se as Rainhas das Fadas - Aeval, Aine, Aynia, Bri, Creide, Mah e Sin - e empreendem-se viagens reais ou imaginárias para as sidhe, as colinas encantadas, morada do Little People, o Povo Pequeno.

Para agradar as fadas, os celtas cultivavam perto de suas casas suas plantas preferidas - calêndulas, verbenas, violetas, prímulas e tomilho - e deixavam oferendas de mel, leite, manteiga, pão e cristais nas clareiras onde os círculos de cogumelos denotavam sua presença. Para favorecer a visão, abrindo a percepção psíquica, usava-se artemísia, em chá ou em infusões para banhos, suco de samambaias ou orvalho passado nas pálpebras, sachês de mil folhas e hipericão, invocações mágicas adequadas.

A Lua Azul é regida pela Matriarca da Décima Terceira Lunação. Ela é aquela que se torna a visão, a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Essa Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma nova perspectiva e compreensão se abrem, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam nossa plenitude.

Para criar uma atmosfera adequada a uma celebração da Lua Azul, use velas e roupas azuis. Prepare água lunarizada expondo garrafas de vidro azul, cheias de água, aos raios lunares. Prepare "travesseiros dos sonhos", enchendo uma fronha de tecido azul com flores de sabugueiro, lavanda ou alfazema, hipericão, folhas de artemísia e sálvia. Imante cristais e pedras azuis como o topázio azul, a safira, o berilo, a água-marinha, o lápis-lazuli ou a sodalita. Com a ajuda de músicas com sons da natureza - como pios de corujas, cantos de baleias ou uivos de lobos - permita que sua criatividade e intuição levem-no/a ao reino das fadas ou ao encontro das deusas lunares. Olhe fixamente para a lua, eleve seus braços e puxe a luz da lua para sua testa, seu coração e seu ventre. Conecte-se, em seguida, à Matriarca, pedindo-lhe orientação sobre as mudanças necessárias para alcançar uma real transformação. Permaneça, depois, em silêncio e ouça as mensagens e respostas ecoando em sua mente ou alegrando seu coração.

ANANTA, SENHORA DA CHAMA CRIADORA
Vishnu descansando em Ananta-Sesha
Anant Chaturdasi, festival de purificação das mulheres hindus dedicado à Deusa Ananta, Senhora do Fogo Criador e da força vital feminina. Anata, cujo nome significa “o infinito”, era descrita como uma grande serpente; seus grandes anéis serviam de apoio aos deuses hindus durante seu sono ou durante seu repouso nos períodos de atividade. Esse mito é similar ao egípcio, que descreve a Deusa Serpente Mehen, “A Toda Envolvente”, enroscando-se ao redor do Deus Rá enquanto ele “morria” a cada noite, no Mundo Subterrâneo. Segundo os historiadores, Ananta é a precursora cósmica de Kundalini, a serpente ígnea que se enrosca na base da coluna e cujo despertar leva à iluminação. Procissão de Eyos, na Nigéria, antigo ritual de purificação espiritual das famílias. 

As pessoas, usando máscaras de demônios e escondidas sob longas túnicas brancas, caminhavam em procissão pelas ruas de Lagos, afugentando os espíritos obsessores e as almas perdidas com tochas e tambores.

Aproveite essa antiga egrégora e faça um ritual de purificação:
Defume sua casa, queime tabletes de cânfora, salpique água do mar e toque sinos ou chocalhos para afugentar as más vibrações. Depois acenda uma lamparina ou vela amarela, abrindo as portas e janelas e invocando as Deusas e os Espíritos de Luz a entrarem em sua morada.
À deusa Ananta, entregue a orientação do seu caminho espiritual. 

Informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Kamadhenu - Gaumata - Vaca Sagrada



A vaquinha é a mantenedora do próprio Dharma. Ela mantem todos os Devas e devotos. Cada parte do corpo da vaquinha tem uma representação divina. Os Vedas, os semideuses, o sol, a lua, os Himalayas, etc. 
Krsna diz que pode ser adorado dentro da própria vaca por se alimentá-la com palha e outros grãos apropriados. 


No entanto contrariamente na cultura bárbara Mleccha, eles dividem o corpo da vaquinha com outros propósitos...

Simbolismo na  religião e na mitologia

A vaca / touro ocupam um lugar especial na cultura hindu. A reverência ao animal tem sido um dos temas centrais do Hinduísmo, desde os tempos antigos.
A vaca é equiparada a uma mãe daí então, vem a expressão 'Gaumata'.

Na mitologia hindu, Kamadhenu, a vaca dos desejos celestiais, é vista como a mãe de todos os deuses. Acredita-se que ela poderá conceder qualquer desejo a um verdadeiro buscador.

Como Nandi, o touro sagrado representa o veículo de Shiva.
imagem:Shiva and Parvati seated on Nandi.
Como Gaumata, a vaca divina alimenta o Senhor Krishna.

Esta deusa galáctica vive no céu emergindo do oceano de leite no momento da criação do néctar da vida ou Samudra Manthan.
Do leite que saiu das tetas da vaca cósmica, formaram-se quatro rios, que deram vida ao Jardim do Éden.
Omega foundation

KAMADHENU 
A VACA SAGRADA

"SARVE DEVAAH STHITA DEHE SARVA DEVAMAYEEHI GAOU" 


Este verso, em Sânscrito, extraído do Mahabharata diz que todas as deidades residem no corpo de uma vaca. Conseqüentemente a vaca em si mesma é como uma deidade. Algumas das várias partes do corpo da vaca em que as deidades e os elementos residem são as seguintes (*):

Cartaz que condena o consumo de carne bovina, Kamadhenu, a vaca sagrada é descrita como contendo várias divindades dentro de seu corpo.

1) Nos chifres da vaca, está Brahma, o criador

2) Na cabeça, está a Deidade Indra

3) Na testa, está a Deidade Agni (fogo)

4) No colar, está a Deidade Yama

5) No cérebro, está a Deidade Lua (Chandra)

6) No maxilar superior, está  a maior autoridade Dyuloka

7) No maxilar inferior,  está a Terra (Bhumi)

8  Na língua, está o relâmpago

9) Nos dentes, está a Deidade Marut

10) Na garganta, está a Constelação de Revatee

11)  No ombro, está a Constelação de Kritka

12) No ossos do ombro, está o verão

13) Em todos os órgãos da vaca, está a Deidade Vaayu (vento)

14) O Céu, é o mundo ao qual pertence a vaca

15) Na espinha dorsal, está  a Deidade Rudra

16) No peito, está a águia

17) É o Poder e a Força da Vaca,  o espaço

18) Palpite ou pressentimento da Vaca, o sábio Vrihashpati 

19) Nos ossos do tórax, é uma estância chamada Vrihatee

20) Nos quadris, estão os  anjos e as fadas

21) Nos ossos das costelas, as anfitriãs dos anjos e das fadas

22) Nos ombros, a Deidade dos oceanos Varuna

23) Nas pernas da frente, os sábios Tvashta e Aryama

24) Nas perna de trás - o destruidor Mahadeva ou Shiva

25) Na parte traseira da vaca, a esposa da Divindade Indra

26) A calda, A cauda, a Divindade Vaayu

27) Nos pêlos do corpo, o sábio Pawamana

28) Nas nádegas,  as castas Brâmane  e Kshatriya

29) Nas coxas, está força da vaca

30) Nos ossos dos joelhos, a Deidade do ​​Sol (Surya) e o Criador

31) Os Bezerros da vaca, estão os seres celestiais Gandharva

32) Nos ossos menores, estão os seres celestiais Apsaras

33) Nos cascos da vaca,  está a mãe do Sol, Aditi

34) No coração, a mente

35) No fígado da vaca, a inteligência

36) No nervo, "Puritat"  voto religioso de Vrata

37) Na barriga, a fome

38) Nos intestinos, a Deusa Saraswati

39) Na parte interna dos intestinos, as montanhas

40) No óvulo, a tristeza (Manyu)

41) Nos órgãos dos sentidos, os assuntos e as pessoas (Praja)

42) No ovário, o rio

43) Nas tetas, a Deidade Varuna

44) Nas células das tetas que produzem leite, as nuvens trovejantes

45) No couro, o poder que a tudo penetra

46) Nos cabelos do corpo da vaca, vários medicamentos

47) No ânus,  o paraíso e os seres celestiais Devagana

48) No intestino, o homem

49) No estômago,  o ser celestial Yaksha 

50) Nos rins,  a raiva

51) No Sangue, o demônio Rakshasha

52) Sua aparência,  representa a Constelação

53) No estômago, os outros seres vivos

54) Sua brutalidade, é o céu

55) Na medula óssea, está a morte

56) É como o fogo, quando está sentada

57) É a Deidade Ashwinee Kumar, quando levanta-se

58) É a Deidade Indra, quando está de pé, voltada para o Leste

59) É o Senhor da morte Yamaraja, quando está de pé, voltada para o Sul

60) É o Criador  Brahma, quando está de pé, voltada para o Oeste

61) É o Deus Sol, quando está de pé, voltada para o Norte

62) É a Deidade Lua, enquanto está pastando

63) É amiga, enquanto está olhando

64) É a Pura Alegria, enquanto ela está regressando (**)



Fontes:http://www.culturavedica.com.br/vacasagrada.htm (*)
http://mantrashlokas-madhuri.blogspot.com.br/2011/07/sarve-devaah-sthita-dehe-sarva.html (**)



sábado, 4 de agosto de 2012

Pavão, pássaro sagrado

Há tempos que queria postar aqui alguma coisa sobre o pavão, mas ainda não havia encontrado nada que pudesse expressar minha curiosidade, interesse e admiração por esta bela ave.
Hoje, encontrei no blog Ponto OM este artigo interessante que vale a pena conferir:

 Sacred bird of Yucatan - Vladmir Kush
A ave do Paraíso, o "animal de cem olhos", símbolo da visão de Deus pela alma. Não é só pela impressionante harmonia de suas formas e pela exuberância de suas cores que o pavão é um animal constantemente associado à beleza e à perfeição. É também por seu comportamento altivo e majestoso que o animal conquistou este posto. Mas, além disso, o pavão guarda outros símbolos mais profundos consigo. Antigamente acreditava-se que esta ave (que se alimenta de vermes, insetos, sementes e frutos) seria imune a plantas e animais venenosos, sendo capaz de transformar as toxinas que ingere nas cores radiantes de suas penas.

Pavão indiano - Wikipedia
Na Índia, o pavão já foi considerado um animal sagrado. Quem matasse um deles seria condenado à morte. Hoje esse costume não existe mais, porém dezenas de pavões andam livremente por certos templos hindus e são alimentados pelos sacerdotes. 

fonte da imagem:Darma.info
No budismo tibetano, o pavão simboliza o bodisatva, aquele que transcende os venenos emocionais como a raiva, o ciúme, a inveja e é capaz de viver entre as "pessoas comuns", ajudando-as a alcançar a iluminação, sem se deixar contaminar pelo mundo.
Na Grécia Antiga, o pavão era um dos animais de Hera, deidade que regia o casamento. Eles acreditavam que por essa ligação com a deusa Olímpica, seu corpo não se corrompia após a morte. Tal crença foi inclusive adotada pelo cristianismo até a época de Santo Agostinho. 
Uma curiosidade, é que todo ano, durante o Inverno, as penas do pavão caem para que nasçam outras novas, recuperando seu esplendor durante a primavera. Por este motivo, a ave se tornou símbolo de renovação e mudanças favoráveis, bem como da imortalidade e do renascimento. Os primeiros cristãos adotaram o pavão como símbolo da ressurreição e representaram-no diversas vezes bebendo do cálice eucarístico.
Na China e no Vietnã o pavão é signo de fertilidade e prosperidade. Na tradição sufi, ramo esotérico do islamismo, o pavão possui um importante papel iconográfico. Os sufis contam que quando a Luz se manifestou e o Self (o Eu Superior) viu sua imagem refletida num espelho pela primeira vez, ele viu um pavão com sua cauda aberta. Uma bonita história que tenta traduzir a magnificência e a pureza do Eu Superior através da figura do pavão.

Google images
Os "olhos" na cauda do pavão abrem um leque de interpretações e significados. Ainda segundo o sufismo, eles representam as virtudes espirituais irradiadas pelo Olho do Coração. Já a Teosofia considera o pavão como um “Emblema da inteligência de cem olhos e, também, da Iniciação. É a ave da Sabedoria e do Conhecimento Oculto", segundo o Glossário de Helena Blavatsky. O "olho" da pena do pavão também é associado à glândula pineal, fazendo dela um símbolo sagrado. Ainda hoje essas penas são usadas como talismãs e proteção contra maus espíritos.

O Pavão e as Deusas
De acordo com a mitologia grega, o pavão era o animal de Hera e ganhou suas marcas em formato de olho graças a uma mulher chamada Io. Ela era sacerdotisa de Hera, esposa de Zeus. Zeus se apaixonou por Io e a transformou em uma novilha para protegê-la da ira e do ciúme de Hera. Hera ficou desconfiada e pediu a Zeus que lhe desse a novilha de presente. De posse do animal, Hera incumbiu Argus, homem coberto de olhos, de vigiar Io. Zeus, então, enviou um mensageiro para resgatar a sacerdotisa, matando Argus. Como uma homenagem a Argus, Hera colocou seus "olhos" no pavão.

Saraswati and peacock - Birch Blooms
Saraswathi é a deusa hindu da sabedoria, da fala, da poesia, da música e dos estudos, e é quase sempre representada ao lado de seu pavão, algumas vezes ao lado de seu cisne. Na simbologia de Saraswathi o pavão possui, surpreendentemente, um significado diferente de todos os outros. Com sua linda plumagem, ele representa o mundo em toda sua glória e a ignorância (avidya) advinda da ilusão mundana. Já o cisne, com sua capacidade de separar o leite das águas, representa a sabedoria (viveka) e o conhecimento (vidya). O pavão sentado perto de Saraswathi está ansiosamente esperando para servi-la como veículo. Mas, por seu comportamento imprevisível e seu humor influenciado pelas mudanças do tempo, Saraswathi utiliza o cisne como veículo e não o pavão. Com isso, a imagem tenta dizer que devemos superar a ansiedade e a inconstância para utilizar bem o conhecimento.
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Enquanto procurava por imagens de pavão, encontrei a fonte do texto acima no livro de Carminha Ley "A Sabedoria dos Animais":

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Encarnações de Vishnu



fonte da imagem:Paravioma Dasa
AS DEZ ENCARNAÇÕES DE VISHNU

No decorrer dos séculos, muitos deuses têm sido identificados com Vishnu nas formas humana e animal. Essas figuras não adquiriram o caráter de uma manifestação mas o de uma encarnação. Sempre que o mundo esteve em perigo devido às ameaças das forças do mal em sobrepujarem os deuses, Vishnu desceu do céu e encarnou-se na terra. São dez as principais encarnações (avatares) que aconteceram e que ainda acontecerão em períodos sucessivos. 

Matsya

MATSYA, homem-peixe, é a primeira encarnação.
Matsya tem quatro braços e, como atributos, a roda, a buzina, o bordão e a flor de lótus, assim como todos os outros Avatares.
Manu, o ancestral do gênero humano, recebeu de um peixe a missão de construir um barco, pois um dilúvio deveria inundar a terra. Quando isto se deu, a arca foi puxada por um grande peixe, levando dentro um casal de todas as espécies vivas. O peixe também salvou os Vedas das mãos do demônio Hayagriva.

Kurma

KURMA, o homem tartaruga, é a segunda encarnação. Naqueles tempos, deuses e demônios viviam em constantes lutas e, em dado momento, os demônios tornaram-se tão fortes que os deuses se viram ameaçados de perder seus poderes. Foi então que Vishnu aconselhou-os a bater o oceano de leite até que virasse manteiga, de forma que o amrita (néctar da imortalidade) ficasse acumulado na tona, proporcionando aos deuses a invencibilidade. A montanha Mandara foi usada como batedeira mas, antes que ela desaparecesse no leio do oceano solidificado, Vishnu transformou-se em tartaruga para que com seu casco pudesse suportar a montanha.

Varaha

VARAHA, a terceira encarnação, é um homem com cabeça de um javali. Ás vezes, é retratado só como animal. Segundo um dos mitos do Dilúvio que é, ao mesmo tempo, a história de um novo ciclo da criação, um demônio raptou a deusa da terra, Prithivi, e escondeu-a no fundo do oceano. Vishnu assumiu a forma de um javali gigante, mergulhou no oceano e lutou contra o demônio, derrotando-o. Trouxe a deusa para a superfície e ajudou-a a recuperar sua capacidade de abrigar todas as criaturas vivas, criando continentes e esculpindo montanhas.  

Narasimha

NARASIMHA, a quarta encarnação, é metade homem e metade leão. Um porteiro de Vishnu deixou-o enraivecido e, por isso, foi condenado a viver o resto de sua vida como um demônio. Brahma, entretanto, concedeu-lhe um benefício especial, ou seja, ele não seria ferido por qualquer arma, homem ou animal, durante o dia ou durante a noite, a céu aberto ou abrigado. Ele tornou-se tão cheio de si que começou a dificultar as vidas dos deuses. Vishnu resolveu intervir. Na forma de um homem com cabeça de leão (nem animal, nem homem), escondeu-se atrás de um dos dois pilares à entrada da morada do demônio Hiranyakasipu, agarrou-o ao crepúsculo (nem dia, nem noite) na soleira da casa (nem fora, nem dentro) e malhou-o com suas garras (desarmado).

Vamana

VAMANA, a quinta encarnação, é a primeira que se apresenta com forma humana por inteira, embora tenha sido a de um anão. O neto de Hiranyakaipu, Bali, apoderou-se dos três mundos e baniu os deuses do céu. Estes pediram a ajuda de Vishnu que imaginou um plano. Aproximou-se do rei Bali disfarçado em anão, solicitando ao mesmo que lhe cedesse um terreno, medindo apenas três de suas passadas, onde ele pudesse meditar. Bali concordou e, imediatamente, o anão transformou-se no gigante Trivikrama. Uma passada cercou o céu; a segunda, a terra, e, quando percebeu que a terceira iria cercar o interior da terra, Bali cedeu e pediu auxílio a Vishnu que o empurrou para lá, tornando-o rei dessas paragens. Vamana é retratado com dois braços, carregando um guarda-sol e, por vezes, um jarro de água e/ou um livro. Seu cabelo é longo, geralmente preso no alto da cabeça, e suas vestimentas consistem de uma tanga ou de uma pele de antílope.

Parashurama

PARASHURAMA,  ou seja, Rama com um machado, é a sexta encarnação. Dessa vez, Vishnu assume forma humana total. A história de Parashurama data da época do conflito prolongado existente entre as duas castas mais altas: a dos sacerdotes ou brâmanes e a dos guerreiros ou xátrias. O sacerdote Jamadagnya tinha uma vaca que podia satisfazer pedidos. O rei, que cobiçava o animal a qualquer preço, roubou-o. Como desforra, Parashurama, o filho do sacerdote, assassinou o rei que, por sua vez, foi vingado por seu filho, que matou o sacerdote. O episódio resultou em uma terrível guerra entre Parashurama, o brâmane, e os xátrias a qual, após vinte e uma batalhas, culminou com a vitória de Parashurama. O jovem sacerdote é retratado com duas ou quatro mãos. Tem o cabelo preso como um asceta. Em uma das mãos sempre leva o machado de guerra e nas outras, quando possível, espada, arco e flechas.

Rama

RAMA, também conhecido por Ramachandra, é a sétima encarnação. Retratado como um jovem rei com dois braços, levando sempre consigo arco e flechas, está freqüentemente acompanhado da esposa, Sita (uma encarnação de Lakshimi). É o herói da obra épica Ramayana. Ele e Sita são vistos como símbolos da incorruptibilidade, da honestidade, da lealdade e da docilidade. Tornaram-se o tema de inúmeras peças, danças e, ultimamente, até de filmes e histórias em quadrinhos.

Krishna

KRISHNA, a oitava encarnação de Vishnu, é considerada como a mais importante, sendo adorada por milhões de pessoas como a de um deus por legítimo direito. o nome Krishna já era encontrado nos Upanishads. Mais tarde surgem no Mahabharata histórias detalhadas sobre o herói Krishna. Os Purunas, especialmente o Bhagavata Puruna, contêm um relato exaustivo da vida de Krishna, dividido em inúmeros contos pitorescos que falam de sua força excepcional. Krishna tornou-se um belo rapaz e, por algum tempo, dedicou-se, alegremente, aos folguedos com as gopis, meninas que tomavam conta das vacas. Nas noites de outono ele as encantava com sua flauta maravilhosa e dançava com elas ao luar. Radha é a mais importante das esposas de Krishna. O amor entre eles e a devoção de Radha, tornaram-se com o tempo uma alegoria para o amor entre o deus Krishna e seus seguidores. Krishna e Radha incorpora o princípio tântrico dos dois aspectos do divino (masculino e feminino) que, juntos formam o Uno. Além das ilustrações de Krishna como criança, o deus é retratado de muitas outra maneiras. Sua pele, na maioria das vezes, é azul. Geralmente sua perna direita está cruzada diante da esquerda, com os dedos dos pés tocando o chão. Da mesma forma, há outras dançando sobre as muitas cabeças da serpente Kaliya após tê-la derrotado. Em outra, ele monta Garuda. E as duas representações mais conhecidas são as de Krishna com Arjuna, em sua carruagem e a de Krishna, jovem tocando flauta.

Buda

BUDA, é tido no Hinduísmo como a nona encarnação de Vishnu, a qual data do período em que o Budismo ganhou uma maior popularidade, particularmente entre as castas inferiores. Personificado em Buda, pregou uma nova doutrina, ensinando que todos os homens poderiam livrar-se da roda do renascimento através de atitudes interiores corretas e, desde então, esses conceitos foram se introduzindo no Hinduísmo. Buda está sentado em um pedestal de lótus, absorto em profunda meditação. Tem, como característica, o cabelo curto, crespo, com um birote no alto, e os lóbulos das orelhas são longos (assim se mostram em todas as manifestações de Buda). Sua vestimenta amarela é simples e ele não usa qualquer adorno.

Kalki

KALKI, é a última encarnação, a qual ainda não aconteceu na terra. Ao findar-se a presente era de Kali, a humanidade será envolvida pelas trevas, os valores morais desaparecerão, a confusão e o caos estarão generalizados. Será, então, a hora de Vishnu voltar na forma de Kalki, brilhando como um cometa no céu para, com a restauração do Dharma, a lei da justiça, salvar a raça humana. Uma nova era terá lugar, prometendo um período de pureza e de paz, e Kalki retornará ao céu.


Fonte: O Livro das Imagens Hinduístas de Eva Rudy Jansen.





Publicado no blog:
http://eli-espacoyoga.blogspot.com.br/2011/06/as-dez-encarnacoes-de-vishnu.html

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Virtudes e vitalidade ao alcance das mãos

Segundo a filosofia indiana, cada um dos dedos das mãos corresponde a uma virtude ou aspecto divino. Para ativarmos estas boas energias em nós, basta segurar ou tocar os dedos com o polegar por alguns instantes.
Segue abaixo o desenho que fiz hoje, utilizando minhas mãos como exemplo:
Clique para ampliar.
VIRTUDES
imagens 1 e 2: feitas por Soraia
Safe Creative #1202041027711

Segundo os Vedas, a natureza é composta por 5 elementos: água, fogo, terra, ar e éter; que, assim como os planetas, tem influência sobre nossos órgãos vitais que são representados pelos nossos dedos. Caso haja um desequilíbrio entre estes elementos, acabamos por adoecer.
Os Mudras (gestos de mão) ajudam a reequilibrá-los.
Quando tocamos a ponta do dedo que está relacionado a um desses elementos acabamos por ativar a energia que podeira estar bloqueada, voltando assim a harmonia.(*)
Na imagem abaixo, que fiz utilizando minha mão como modelo, estão descritos em cada um dos dedos os chakras, planetas, elementos e parte do corpo ao qual cada um está relacionado:


VITALIDADE
Safe Creative #1202041027728

Dedo Polegar: Chakra Manipura, Sol, Elemento Fogo, Abdômen.
Dedo Indicador: Chakra Anahata, Planeta Júpiter, Elemento Ar, Plexo cardíaco.
Dedo Médio: Chakra Vishuddha, Planeta Saturno, Elemento Eter, Garganta.
Dedo Anular: Chakra Muladhara, Planeta Vênus, Elemento Terra, Pélvis.
Dedo Mínimo: Chakra Svadisthana, Planeta Mercúrio, Elemento Água, Rins e genitais. (*)

(*)Este texto teve como base o original escrito por Liliane Oraggio Cocchiari, publicado na Revista Yoga Bons Fluidos Edição de 2004 (Setembro/Outubro).
Na revista consta ainda que estas orientações foram dadas pela professora de ioga Marua Pacce. 


Imagens registradas no Safe Creative.
Caso queira utilizar estas imagens, cite a fonte setasparaoinfinito.blogspot.com pois deu um trabalhão para fazer, ou então faça uma para você, pois é super divertido!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sita Devi

Hoje na Índia, comemora-se o dia de Sita, 
a deusa da terra, da natureza e da agricultura.



imagem Sita: Iskcondesiretree.net

Sita Devi, uma manifestação da deusa da fortuna, Laksmi Devi, é a consorte eterna do Senhor Ramacandra. Quando o Senhor Ramacandra foi banido para a floresta de Dandakaranya, Sita Devi deixou os confortos do palácio real para ir com Ele. Enquanto morava na floresta, ela foi seqüestrada pelo demoníaco rei Ravana, contudo, apesar de seus esforços para desfrutar da beleza dela, ela permaneceu sempre dedicada ao Senhor Ramacandra.

Bhajan (oração) a Rama e Sita

Raghupathi Raghava raja Ram patita pavana Sita Ram
Sita Ram jaya Sita Ram Bhaja pyare tu Sita Ram, 
Ishwara Allah tero naam Saab ko Sanamati de Bhagavan

Divino Senhor Rama, 
que surgiu na Dinastia Raghu
 O casal divino Sita e Rama
 são os salvadores das almas caídas
 Amados Sita e Rama
 Deus é um, mas seus nomes são muitos 
Ó Senhor, abençoa a todos com sabedoria




Links utilizados nesta postagem:
http://teiadethea.org/?q=node/96
http://www2.iskcon.com.br/
http://www.ammabrasil.org/bhajan/index.htm
http://www.iskcondesiretree.net/page/srimati-sita-devi-consort-of-2
http://www.4shared.com/audio/nuD6VbMr/09_Ishiwara_Allah_-_Luz_da_sia.html

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Diwali e uma oração a Lakshmi

DIWALI:
INÍCIO NA LUA NOVA DE OUTUBRO - 26/Outubro/2011



Lakshmi, sendo a Deusa da Fortuna é adorada e reverenciada por todos, principalmente pelos empresários e comerciantes. Belíssima, a sua beleza é comparada com a de Vênus, como também é considerada a esposa ideal pelo seu amor e dedicação. Sua imagem é sempre representada sobre uma flor de lótus, símbolo da pureza e tem uma das mãos levantada em postura de bençãos de prosperidade. Ela é considerada o aspecto feminino de Deus em todas as suas manifestações.


O QUE FAZER PARA ATRAIR AS ENERGIAS DURANTE O FESTIVAL DIWALI:

- Iluminar a porta da casa e as janelas, abrindo o caminho para a Prosperidade entrar.

- Fazer uma cesta de frutas: maçã, banana e laranja como símbolo de fartura.

- Acender velas durante o festival, nas cores: laranja, amarela, vermelha ou branca.

- Fazer uma oração pedindo as bênçãos de LAKSHIMI para o seu lar e para o seu trabalho.

- Emitir diariamente 9 vezes consecutivamente o Pravana:
“S H R I M” dedicado à LAKSHMI que atrai a Abundância, é o mantra da Prosperidade.



ORAÇÃO DE LAKSHMI

LAKSHIMI, Deusa da Prosperidade e da Abundância, abro meu coração e meu lar com muito amor e exuberante alegria para recebê-La no meu Templo interno e no Templo da minha morada.
Que suas bênçãos cheguem a mim trazendo a pureza da flor de lótus, a harmonia nos meus relacionamentos e a prosperidade em tudo o que eu executar com  fé, entusiasmo e altruísmo.
Que o aspecto feminino  de Deus em todas as suas manifestações me tragam intuição, percepção, dedicação e receptividade para que eu possa realizar todas as  minhas atividades com alegria e felicidade.
Que sua majestosa beleza reflita em meus pensamentos para que eu possa sentir, falar, ouvir e agir somente com a consciência da minha Presença  Divina.
Que a sua Luz  me envolva dentro de um campo magnético de Abundância para que eu possa ter tudo o que necessito e expandir essa minha Prosperidade para todos .
Tudo o que me for ofertado eu abençoo e  consagro para a realização do Plano Divino.
Amada LAKSHMI, bem vinda a minha vida e ao meu lar !
Eu Sou, Eu Sou, Eu Sou a manifestação de tudo o que  desejo neste instante, hoje e sempre!(*)






Fontes imagem, texto e vídeo:
sabedoriadosdeuses.blogspot.com
Carmem Balhestero(*)
http://video.nationalgeographic.com/video/player/places/countries-places/india/diwali-lights-festival.html

domingo, 25 de setembro de 2011

Shiva

Triambak Mantra

Om Tryambakam Yajama He
Sugandhim Pushti Vardhanam
Urva Rukamiva Bandhanam
Mrityor Mukshiy Amah Mritat


Reverenciamos o Senhor Shiva que possui três olhos, que é perfumado, que nos abençoa com prosperidade. Liberte-nos dos laços da morte, de maneira tão fácil quanto um fruto de planta rasteira separa-se de seu ramo. Por favor, não nos deixe ir em caminho contrário à liberação.


O Fascínio do Rio Ganges
Cabelos de Shiva amorteceram a queda de suas águas na Terra


Diz uma lenda que um dos principais rios indianos, o Ganges, desaguou direto do céu para a Terra.
Mas, como era muito violento, teve de ser amortecido pelo cabelos de Shiva antes de cair no chão. Caso contrário, a força de seu impacto destruiria o planeta.(*) 


Fontes:
tradução do Mantra:http://www.vidyamandir.org.br/shiva.pdf 
*Trecho do texto em Coleção Divindades Indianas -Revista das Religiões - Ed.Abril/2004-texto de Paula Ungar

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ganesha

Ganesha Chaturthi




O simbolismo do Ganesha


Fonte da imagem: http://deva-dani.blogspot.com


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Radha - O Poder do Amor Divino

Om Parama Prema Rupaya Namaha 
"Om e saudações para o supremo amor divino, que chega numa forma reconhecível."


Segundo Thomas Asley-Farrand em seu livro Shakti - Os Mantras Da Energia Feminina, o mantra acima pode ser utilizado para trazer a mais elevada expressão possível do amor, isto não é realmente divino?

Outro mantra, para  ser feito para construir conscientemente um amor conjugal ELEVADO, é o seguinte:

Om Radha Krishnaya Namaha 
"Om e saudações para aquele único ser de Amor,
 manifestando-se como os amantes Radha e Krishna." 

Utilize-os como sabedoria e bom senso!

Mais sobre o dia Radha que é celebrado hoje em:
Teia de Thea




  Jaya Radha Madhava
  Kunja Bihari
 Gopi Jana Vallabha
 Giri Vara Dhari
Yasoda Nandana
Braja  Jana Ranjana
Jamuna Tira Vana Chari


 imagem: arquivo pessoal

sábado, 11 de junho de 2011

Misteriosa, mística e bela Índia

sari.com
Visitando o blog da Flor, o Páprica doce, encontrei em sua lista de blogs um que me chamou a atenção: Unique India by Potira, cliquei e adorei. 
O blog é deliciosamente indiano!

Exageros à parte, dá pra sentir o aroma da Índia pelo monitor (haja imaginação), só tem coisa boa.
Quer conhecê-lo? Clique na imagem acima e aprecie.

Aproveite e conheça também o Páprica Doce e o Birosca da Flor, ótimos!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Rig Veda

Ó Deus que sois em número de onze nos céus; que sois em número de onze sobre a Terra, e que, em número de onze habitais com glória no meio dos ares, possa nosso sacrifício vos ser agradável.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Arjuna & Krishna


Disse Arjuna a Krishna:
1-Ó Senhor Bendito! Se é verdade que mais vale a sabedoria do que a ação, por que então me convidas a me envolver nessa luta horrível?
2-As tuas palavras contraditórias encheram-me de confusão a mente. Pelo que, diz-me claramente qual dos dois caminhos é melhor para mim?


Responde Krishna a Arjuna:
3- Já te disse, ó príncipe. Dois caminhos de libertação se abrem diante de ti: o caminho da sabedoria, para os que estão dispostos a meditar - e o caminho da ação, para os que preferem agir sem apego.
4-Entretanto, esses dois caminhos são um só: ninguém se liberta da escravidão do seu agir pelo fato de não agir - e ninguém atinge a perfeição interior só por desistir da atividade externa.
5-Ninguém pode existir um só momento sem agir, a própria natureza o compele a agir, mesmo sem querer, pensar também é agir no mundo mental.
6-Quem é externamente inativo, mas cede a desejos internos, este ilude a si mesmo.
7-Mais aquele que, pelo poder do espírito, alcançou perfeito domínio sobre seus sentidos e realiza todos os atos externos, ficando internamente desapegado deles - este homem possui sabedoria.
8-Cumpre, pois, o teu dever consoante a lei!Atividade é melhor que inatividade! Até a conservação do teu corpo exige ação, nem há santidade sem ação.
9-Toda ação que não praticada como um ato de culto divino redunda em escravidão. Pelo que, Arjuna, sê livre do apego e pratica os teus atos como um culto divino! Sejam as tuas atividades atos de adoração!

... Krishna continua:

35-Melhor é viver segundo a consciência própria, mesmo imperfeitamente, do que se guiar, com perfeição pela consciência alheia: melhor é morrer no cumprimento do dever do que viver com temor, à mercê de instintos inferiores. 

Fala Arjuna:
36-Qual o poder, Mestre, que impele o homem a cometer pecado e, contra a sua vontade, o obriga a isto?

Fala Krishna:
37- É o veemente desejo oriundo do amor à posse, é este o maior inimigo do homem, vítima da ignorância que o leva a perdição. 
38-Assim como a chama é envolvida em fumaça, como o espelho se cobre de pó, como o embrião é circundado pela membrana no ventre materno - assim é o Eu do homem envolto pelos desejos do mundo subjetivo.
39-Até o sábio, ó Arjuna, é tentado pelo fogo do desejo, seu contínuo inimigo, que com disfarces vários o alicia.
40-Os sentidos, o intelecto e as emoções são o habitáculo desses desejos objetivos; são eles que anuviam a razão e roubam ao homem, que a eles sucumbe, a luz do conhecimento 
41-Pelo que, nobre herói dos lutadores, controla os teus sentidos e governa o coração! Supera esse mundo objetivo, que instiga ao mal e destrói a sabedoria!
42-Fortes são os sentidos (kama); mais forte é a mente (manas); mais forte ainda é a alma (budhi) - e acima de tudo está a luz divina da Verdade (Atman).
43-Uma vez que conheceste o Eu Supremo, supera os sentidos, a mente e as emoções, pelo poder do EU SOU. Derrota os teus inimigos que, em formas várias, a ti se apresentam.  


Fonte: Trechos do Bhagavad Gita, traduzido por Huberto Rohden - Capíltulo III - Ioga da ação.
Ilustração da capa por Cláudio Gianfardoni


imagens::http://forum.intonses.com.br/espiritualidade-f7/bhagavad-gita-sublime-cancao-senhor-t150.html
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