quarta-feira, 21 de maio de 2014

Poppy, a gata mais velha do mundo

imagem: Poppy aos 24 anos
A gata Poppy acaba de ser reconhecida pelo Livro dos Recordes como a mais velha do mundo. A idade do animal, que nasceu na cidade de Bournemouth, na Inglaterra, em 1990, corresponde a 114 anos de humanos. 
A gatinha sobreviveu ao mandato de cinco premiês britânicos e agora prefere passar seu tempo relaxando dentro de casa. Poppy vive com outros quatro gatos, dois coelhos e um hamster.


Surda e cega, ela ainda é a chefe da casa. Seu segredo para uma vida longa e saudável é uma boa dieta, muito exercício e algumas guloseimas. (**)
imagem: Poppy aos cinco anos de idade









Fonte do texto: Yahoo

terça-feira, 20 de maio de 2014

Biografia humana - os nove setênios

imagem: O ritmo dinâmico entre setênios e nonênios



A Biografia Humana
Texto extraído do livro CONHECER-SE - O Despertar da Consciência Energética.
Autora: Elsbeth Willecke

Assim como outros aspectos da vida aqui na terra, também a nossa biografia é regida por leis específicas. Na Grécia antiga estas leis já eram conhecidas, quando o homem observava muito a natureza, a mudança das estações, etc. Mais recentemente, este estudo foi resgatado e organizado por Rudolf Steiner fundador da Antroposofia, no estudo da Biografia Humana.

Enquanto humanos somos de natureza quádrupla, compostos de corpo físico, corpo emocional, corpo mental, e corpo espiritual.

No processo de INDIVIDUAÇÃO, assim chamado por Carl Gustav Jung, vamos gradativamente integrando todos estes aspectos. Este movimento de acordo com a identidade em questão, também tem o seu próprio ritmo. Dentro deste processo de crescimento e desenvolvimento vamos juntando, tecendo, trazendo consciência para os quatro corpos e assim nos tornando seres mais completos, mais realizados. Esta é a nossa TAREFA DE VIDA.

Podemos observar que esta é uma tarefa complexa, que dura uma vida inteira. Então no processo da INDIVIDUAÇÃO passamos por diversas fases sujeitas a diferentes leis. O conhecimento destas leis nos ajuda a passar pela vida aproveitando mais o nosso potencial, lidando melhor com os nossos desafios, transformando nosso Karma em Dharma.

Nossa caminhada pela vida, ou processo de INDIVIDUAÇÃO organiza-se em três grandes fases:

A primeira grande fase vai 0-21 anos é a fase do amadurecimento físico e fisiológico. Nosso SER está empenhado na formação e no desenvolvimento do nosso corpo físico e do funcionamento de seu conjunto de órgãos. É um tempo que começa com a concepção e se estende até os vinte e um anos. É uma fase que se caracteriza pelo “receber” e que podemos chamar de “fase de preparação para a vida”. Também é uma fase onde se manifesta muito do nosso passado, daquilo que trouxemos na nossa bagagem cármica, também chamado de mochila cármica.

Segue agora a fase intermediária que se estende dos 21aos 42 anos. Esta é a fase onde se dá nosso desenvolvimento psíquico, o desenvolvimento da nossa personalidade. Aqui nossa tarefa é a de se auto-educar e de se auto transformar. Nossa individualidade ganha asas; já não está comprometida corporalmente. Agora ela é responsável e responde por si a partir dos vinte e um anos, quando nos emancipamos dos nossos pais. É a fase da “expansão”, onde constituímos família, desenvolvemo-nos profissionalmente, materializamos os nossos projetos. É uma fase voltada para o social, para a interação com os outros. O EU aprende a administrar seus sentimentos, aprende a amar, a se comprometer e a contestar e impor o seu ponto de vista. Através de todos estes encontros e desafios a nossa alma vai se aperfeiçoando e alcançando sua maturidade psíquica. Nós nos projetamos no mundo através da nossa personalidade e é somente depois desta fase que estamos realmente “crescidos”. Os processos do corpo estão em equilíbrio, o que nos dá muita energia e nos permite sermos produtivos no mundo externo. É o nosso período produtivo.

A terceira grande fase começa a partir dos 42 anos, é a fase do desenvolvimento espiritual. Nesta fase aparece aquilo que plantamos na fase anterior, onde podemos reconhecer nossos frutos. Estes precisam amadurecer completamente. Nesta época, entramos em declínio fisicamente e percebemos mudanças sutis em nosso corpo. Mas agora uma nova força começa a se manifestar a partir do nosso interior: é o nosso Ser Espiritual que começa a se manifestar de dentro para fora. Na fase do nosso desenvolvimento espiritual já não nos preocupamos tanto com nossos projetos pessoais e sim, ficamos mais ligados com questões humanitárias, ecológicas e nos problemas do mundo. Agora tudo nos exige mais esforço, porque as forças físicas estão menos ativas. Mas ao mesmo tempo, isto nos possibilita uma maior manifestação das coisas do espírito. É como se o corpo estivesse dando passagem para que o espírito possa se manifestar com mais força. Somos agora mais conscientes. Esta é a fase onde a nossa escolha de seguir adiante tem três alternativas:
1- Se não nos desenvolvermos com consciência, ignorando os processos naturais de desgaste do corpo, e continuarmos no mesmo ritmo da fase anterior, o resultado poderá ser desastroso; podemos manifestar alguma doença grave. Esta pode ter a função de darmos uma parada, para fazermos uma reavaliação da vida, assim nos obrigando a repensar a forma de como levamos a vida até aqui.

2- Se, ao contrário, desenvolvermos o pensamento de que “agora já tenho 40, não dá para começar mais nada”, estaremos interrompendo o ciclo de desenvolvimento espiritual e poderemos entrar em depressão.

3- Assim como não somos somente corpo mas também espírito, é justamente nesta fase que nos encontramos em frente a novas possibilidades que fazem jus à frase”a vida começa aos 40”. É a partir daqui que temos a oportunidade de podermos trazer para o mundo a manifestação da nossa essência, assumindo assim nossa tarefa planetária e desta forma cumprindo nosso destino. 

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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Degraus coloridos

Encontrei no Facebook uma matéria da Vogue contendo as 17 escadarias mais belas do mundo. 
Para ser sincera, eu acho esse negócio de eleger um numero "x" de coisas "como as mais belas, as mais estranhas, as mais bizarras, etc e tal" uma coisa meio chata.
Gosto não se discute e o que é bonito para mim, pode não ser para você.
Subjetividade à parte, resolvi postar 5 escadarias que mais gostei e por último uma do Brasil só para registrar pois, belas mesmo são as escadarias de Valparaíso, no Chile.
Olha só!

Valparaíso, Chile
Degraus de azulejo da 16ª Avenida, São Francisco, EUA
Istambul, Turquia
Escadaria da Paz, Síria
Seul, Coréia do Sul
Escada Selarón, Rio de Janeiro, Brasil
Veja as 17 Escadarias



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Carrancas e o Rio São Francisco

Hoje pela manhã, lendo o jornal Estado de Minas, vi uma chamada para uma campanha de proteção ao Rio São Francisco, carinhosamente chamado de Velho Chico.
O projeto chamado “Eu viro carranca pra defender o Velho Chico"busca conscientizar a população sobre a preservação do rio e mobilizar todos pelo uso responsável dos seus recursos hídricos, com ações espalhadas por toda a bacia no dia 03 de junho, Dia Nacional em Defesa do rio São Francisco. 
Ato extremamente válido e urgente!
Taí  duas coisas que fazem parte da nossa história, as carranças e o rio São Francisco.
Segue abaixo um artigo de Jayro Luna, que nos dá uma ampla visão deste ser mitológico, confira.

Por Uma Mitologia das Carrancas do Vale do São Francisco
Por: Prof. Dr. Jayro Luna (Jairo Nogueira Luna)- UPE/FFPG

As carrancas dos barcos do Vale do São Francisco hoje perderam sua função inicial de proteção das embarcações contra perigos concretos e imaginados do percurso do rio por uma função de peça de comércio artesanal. Algumas carrancas, quando apresentadas pelo marchand, como de autoria deste ou daquele mestre artesão mais reconhecido, alcançam no comércio de peças de artesanato internacional valores consideráveis. Assim, no lugar de servirem como elemento protetor contra maus espíritos e perigos do rio, que avisariam com três gemidos a proximidade destes, bem como com suas feições agressivas afugentariam outros espíritos, as carrancas, mais comumente têm sido utilizadas como peças decorativas de cantos de salas e escritórios. 
De fato, quanto à origem das carrancas, seu aparecimento perde-se um pouco no tempo, os primeiros registros de existência das carrancas aparecem na segunda metade do século XIX, segundo Zanoni Neves: 

“Na segunda metade do século XIX, os barqueiros adotaram a figura, hoje conhecida como carranca. Um dos primeiros cronistas a mencioná-la foi Durval Vieira de Aguiar em 1882: Na proa vê-se uma carranca ou grifo de gigantescas formas, de modelos sem dúvida transmitidos pelos exploradores dos tempos coloniais (1979, p. 33). Figura, figura de proa e leão de barca são os termos ou expressões que os remeiros e outros ribeirinhos utilizavam para se referirem às carrancas.”(Zanoni, 2006) 

Alguns estudiosos mais ligados ao âmbito das teorias menos comprováveis cientificamente e de caráter mais polêmico, sustentam que esse seria um indício da passagem dos Vikings pelo Brasil em época muito anterior ao descobrimento. Um dos defensores dessa tese é Jacques Mahieu, que no livro Os Vikings no Brasil argumenta que existem vários indícios dessa passagem, como inscrições na Amazônia, na Pedra da Gávea (RJ) e as carrancas que seria um costume transmitido pelos Vikings. Tese ousada, mas que peca pela ausência de dados comprováveis de qualquer uso de carrancas anterior ao período de colonização do Vale do São Francisco. 
De qualquer forma é inegável a possibilidade de comparações entre aspectos funcionais, estéticos e culturais das carrancas do São Francisco e as carrancas das galeras Vikings. 
Alguns artesãos se destacaram na produção de carrancas, hoje, com o decréscimo e quase desaparecimento da navegação ribeirinha assim como o fim dos gaiolas, a utilização das carrancas ganhou uma função de artefato artístico artesanal, de modo que a flutuabilidade, bem como a adaptabilidade da carranca ao barco tornou-se um aspecto mais secundário. 
Francisco Biquiba Dy Lafuente Guarany (1884-1987), ou simplesmente “Guarany”, destacou-se como o maior artista de carrancas. Guarany é bisneto de José Dy Lafuente, jesuíta espanhol, refugiado do Convento da Bahia que amasiou-se com uma negra africana de Moçambique, indo morar na cidade de Curaçá, às margens do São Francisco, próximo a cidade de Juazeiro, onde passou a trabalhar como professor e constituiu sua família. 
Ana das Carrancas é Ana Leopoldina Santos, filha de artesã e agricultor, nasceu em 1923, em Santa Filomena, distrito de Ouricuri, Pernambuco. Ana das Carrancas é um dos nomes mais conhecidos quando se fala em carrancas do rio São Francisco 
Ubaldino, filho de Guarany, que começou sua produção em 1972 é outro importante artesão de carrancas. 
Mestre Davi (Davi José Miranda Filho), um famoso carranqueiro de Pirapora perpetua, através da arte de talhar a madeira, a historia e a cultura dos povos ribeirinhos. Mestre Davi tornou-se internacionalmente conhecido quando Jacques Cousteau levou uma carranca a todos os cantos do mundo pelo barco "Calypso". 
Dona Lurdes Barroso, carranqueira também de Pirapora, é uma artista que demonstra habilidade no manuseio de instrumentos como facão, machado e formão. 
Expedito Viana, ainda de Pirapora (MG) é outro importante artesão carranqueiro que preserva a arte de entalhar a madeira. Expedito ficou conhecido quando confeccionou a majestosa estátua de São Francisco de Assis, com 3,5 metros de altura, que se encontra na Avenida Salmeron, na Praça do Posto Trés Palmeiras. 
Listamos aqui apenas alguns dos nomes mais conhecidos no universo do artesanato de carrancas. 
O que buscamos destacar nesse nosso breve texto, porém, não é um painel dos artistas, nem tampouco a busca da explicação da origem das carrancas. Nosso intento maior é uma observação acerca do modo de produção das carrancas e um comentário acerca da natureza estética dessas figuras. 
As carrancas, em geral, são feitas de madeira, assim como os barcos a que se destinavam. Com a utilização de instrumentos para o corte e o talhe da peįa de madeira (facão, machado e formão) o artesão vai moldando a peįa de maneira intuitiva. Não se tem o hábito de se fazer um esboço ou desenho, mas diretamente na madeira o artista vai compondo a cabeįa da figura. Ana das Carrancas, de Ouricuri, por sua parte, usa o barro extraído do próprio rio São Francisco para composição de suas figuras de carranca. Sendo originalmente artesã ceramista, Ana compunha antes panelas, potes, brinquedos, boi-zebus, cavalinhos e santos de barro, agora quando ela passa a produzir carrancas também de barro o que ocorre é a transposição de uma técnica para outra, uma vez que as ferramentas para composição já não serão as mesmas, havendo pois destaque nesse caso para as próprias mãos no ato de moldar o barro e o torno de oleiro, bem como o forno para cozimento. 
Simbolicamente o material usado, madeira ou barro, dá a dimensão da própria modificação da função de uso da carranca. A de madeira tem com o barco, também de madeira, uma identificaįão harmoniosa do material. Essa identificação, como que garante ā cabeįa de carranca, colocada na ponta da proa, a condição de vigia, de cabeça do barco personificado ou metamorfoseado num vivente, cuja cabeça é a carranca e o corpo o próprio barco. Nas galeras vikings era essa a conotação que a estrutura do barco buscava, contendo algumas não só a cabeça de carranca (em geral a cabeça de um dragão), como no outro extremo, a popa, se colocava uma estrutura semelhante à calda do animal. Ao se fazer a carranca de barro, quebra-se essa harmonia de material, uma vez que o barro vindo do leito do próprio rio agora mantém não com o barco, mas com o próprio rio sua identificação. Nesse sentido, a carranca de barro como que se distancia da função de protetora do barco para ser a representação do espírito do rio que pode proteger ou não a embarcação em função da intenção do navegador ser aceita pelo rio ou não. Assim, navegadores virtuosos, tementes a Deus, que navegam atendendo as necessidades das populações ribeirinhas seriam protegidos, de outra forma, navegantes gananciosos, astutos pela descoberta de riquezas teriam contra si o espírito do rio. Porém, é fato, que a produção de carrancas de barro, notadamente as de Ana das Carrancas têm uma função mais de peça decorativa artística de colecionadores e admiradores da arte popular do que propriamente a função de carrancas de embarcações. 
As carrancas, em geral, são apresentadas como figuras com bocas enormes abertas mostrando, por vezes, dentes caninos proeminentes. Tal boca e dentes têm a intenção de conotar a agressividade da figura, feroz na ação de proteção da embarcação, que ao cabo, representa o próprio corpo do animal formado pelo conjunto barco-carranca. Assim, metamorfoseado em animal aquático que desliza pelas águas do rio, sua boa e seus dentes formam o primeiro aspecto dessa forįa animal e vital. Abrindo a boca, supõe-se um rugido, ou em alguns casos, um canto de aviso aos espíritos malignos da chegada da embarcação, bem como da forįa que a protege. Os olhos da carranca, por sua vez, grandes também, conotam a noção de que tudo a carranca vê, não apenas o mundo concreto, físico, mas principalmente o invisível, o espiritual e mágico, o mundo dos espíritos. No caso específico de Ana das Carrancas, que costumeiramente vazava os olhos de suas carrancas de barro, numa espécie de homenagem incorporada ao seu imaginário, devido ao fato de seu marido, José Vicente, ser cego; tal característica dos olhos das carrancas de Ana mostra ainda mais esse aspecto de visão de um mundo invisível, não acessível aos olhos do mundo físico. 
A cabeleira da carranca, marcante no caso das de Guarany, demonstra a força vital e guerreira da carranca, como se fosse uma juba caindo pelos lados do pescoço da figura. As cores formam outro aspecto importante da carranca. O vermelho usado em muitas figuras, assim como o negro e o branco reforçam as idéias expostas pelos olhos, cabelos, boca e dentes. São as cores mais usadas. Outras têm a coloração dourada também, algumas carrancas mais antigas têm a coloração desbotada, ou descascada, fruto da característica do pigmento, no mais das vezes, pouco resistente às intempéries, ou ainda, ao sol forte da região, descolorindo depois de algumas estacões. Já as carrancas que são adquiridas por colecionadores, admiradores e turistas e que as colocam nas salas, nos escritórios, estas mantém por mais tempo o vigor de suas cores, abrigadas que estão dos efeitos nocivos do sol e da água do rio. 
De forma geral, as cabeças das carrancas têm aspectos antropomórficos híbridos. As orelhas, por vezes, são de leão ou cachorro, quando são de aspecto humanóide, são destacadas em tamanho assim como a boca, os olhos e os dentes. A língua, quando é colocada na figura, também têm o mesmo padrão de desproporcionalidade. Segue-se assim também as sobrancelhas, o nariz e o queixo. Desse modo, o conjunto da figura impressiona pela aglutinação de elementos desproporcionais que disputam o espaço da cabeça, formando um conjunto de aspecto monstruoso, algo diabólico. 
Nesse sentido, a proteção declarada que a carranca oferece também apresenta um sentido invertido das figuras de proteção religiosa usadas na náutica. A cruz, a imagem de algum santo ou santa (Nossa Senhora dos Navegantes, Santa Bárbara, Santo Olavo, Bom Jesus Protetor dos Navegantes, entre outras), se caracterizam por uma imagem amistosa ou de bem-aventurança, de aspecto protetor, ao passo que a carranca se contrapõe pela agressividade nas suas formas monstruosas, agressivas. Numa espécie de simbiose ou sincretismo, a carranca típica do São Francisco interpõe-se como o artefato que usa da força diabólica para uma missão de proteção ao navegante cristão. O mal a serviço do bem. Signo, talvez, de uma associação entre a simbologia imagética característica de mitologia africana ou mesmo ameríndia com a religiosidade cristã. Os aspectos africanos da carranca aparecem mais ainda quando observamos as que têm cores fortes (como o vermelho e o tom negro) com o fato das formas desproporcionais ou bem proeminentes como é característico das peças em madeira do artesanato antropomórfico africano banto, iorubá e/ou de nação de angola. 
Sabemos que as primeiras populações ribeirinhas do Rio São Francisco a partir do período da colonização eram de característica negra ou índia, como atestam relatos do Padre Martinho Nantes (séc. XVII), do viajante Sir Richard Burton (1867), de Saint-Hilaire (séc. XIX), entre outros. Os remeiros ou barqueiros eram predominantemente de característica negra, sendo até o período anterior à abolição da escravidão, escravos que faziam o serviço de travessia e ligação entre as diferentes cidades. Teodoro Sampaio traz informações mais detalhadas acerca da natureza étnica dos remeiros. 
Não se deve esquecer, porém, que a cultura cabocla também incorporou elementos da cultura indígena, de modo que a idéia de espíritos do rio e espíritos da mata possam ajudar ou prejudicar uma travessia é também natural do imaginário ameríndio. Os cabelos das carrancas, em geral, grandes, mas também com predominância da cor negra e lisos ajustam-se mais ao tipo étnico indígena sul americano do que africano. 
As carrancas são o resultado, a nosso ver, de um cruzamento de influências do imaginário cristão português, notadamente do âmbito dos navegadores e exploradores transposto para o cenário da colonização do sertão, misturados sobre maneira com fortes doses do imaginário africano e ameríndio. O cristianismo deu o sentido de proteção, os elementos afro e ameríndio os aspectos estéticos e formais da carranca, como concretizações de figuras de espíritos malignos dominados pelo sentido cristão e postos a serviço da explorarão das águas do rio. 


Referências Bibliográficas: 

MAHIEU, Jacques. Os Vikings no Brasil. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1976. 
NANTES, Padre M. 1979 Relaįão de uma missão no rio São Francisco. São Paulo/Brasília, Cia. Editora Nacional/MEC/INL. 
NEVES, Zanoni. “Os Remeiros do São Francisco na Literatura” em: Revista de Antropologia. São Paulo, vol 46, n.1, 2003. fonte:Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-77012003000100004. 
PARDAL, Paulo. Carrancas do São Francisco, coleįão Raízes. São Paulo, Martins Fontes, 2006. 
SAINT-HILAIRE, A. 1975a Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Trad. Vivaldi Moreira. Belo Horizonte/São Paulo, Itatiaia/Edusp. 
SAMPAIO, T. 2002 O rio São Francisco e a Chapada Diamantina. São Paulo, Companhia das Letras. 

Direitos autorais:
Este autor concorda com o uso dos seus textos, desde que informem a autoria e o local da divulgação
Fonte:


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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Um gato azul!

Ontem, fui ao Mercado Central de BH, comprar um licor para fazer uma receita mas como eu estava distante da loja que tenho costume de encontrá-lo, acabei entrando numa outra loja de bebidas onde o carro chefe são as cachaças.
Sem muita esperança de encontrar o que eu queria, me distraí olhando os rótulos das cachaças com seus nomes pitorescos.
Por sorte achei o licor e chegando ao caixa para paga-lo, eis o que vejo no alto da prateleira.













Não pude conter meu espanto ao ver este lindo gato azul num rótulo de bebida.
O que para mim até então era novidade, virou curiosidade.
Chegando em casa, fui procurar mais informações sobre Gatão na internet.
Vamos lá!


História



Embaixador de Portugal no mundo, o Gatão - marca criada no início do século anterior - está presente em cerca de cinquenta países dos cinco continentes. 
O Gatão deve a sua designação a uma aldeia com o mesmo nome, de onde provinham as uvas que serviam de base à sua produção. 
Fruto do aumento das vendas a proveniência das uvas diversificou-se.
Na altura, a publicação de uma lei que obrigava a que a designação de uma marca, que coincidisse com a designação de uma região produtora, só pudesse utilizar uvas dessa mesma região, levou os responsáveis de então a encontrar uma outra justificativa para o nome.
Sendo uma marca já bem implementada no mercado, o Gatão passou a ser, não a designação da origem das uvas, mas um "gato grande". 
Para evitar a alusão à aldeia de Gatão, a Comissão Vitivinícola ditou a utilização da imagem de um gato no rótulo. 

(*)Imagem: garrafa de cerâmica










imagem: garrafa de vidro








Durante muitos anos o Gatão foi apresentado em embalagens de cerâmica e exibia no rótulo uma versão de um “Gato das Botas” - este fato faz parte, ainda hoje, do imaginário de muitos apreciadores da marca. Atualmente, como resultado dos novos valores a ele associados o Gatão tem uma imagem mais moderna, jovem e fresca, assumindo-se como o verde da "Geração Fresca”.
Fruto da sua história e das conquistas granjeadas ao longo do tempo, o Gatão mantém-se hoje um vinho verde de referência.(*)

Cores e Sabores





Vinho Verde?
Como se faz?

Com medo de arriscar, não comprei :(
Mas próxima vez que eu for ao Mercado, ele não me escapa :)
Ah, e é claro que eu vou guardar a garrafa ='.'=

(*)Fonte do texto:
http://www.borgeswines.com/apartat.php?id=vinhos&id_categoria=1&id_subcategoria=6
(*)Fonte da imagem:
http://vilanovadegaia.olx.pt/garrafa-gres-campos-filhos-gatao-borges-iid-446375131

terça-feira, 13 de maio de 2014

Oráculo Sagrado das Runas, finalmente ele chegou!

Tomei conhecimento deste lançamento através de Marcelo Bueno e não pensei duas vezes para adquiri-lo.
Alegre e sorridente, sai a sua busca e encontrei o site de melhor preço e entrega.
Tudo ok, só me restava aguardar o prazo de entrega de 4 dias...










Os 4 dias se foram e nada.
Comecei a ficar incomodada pela demora, até que consultei o site dos Correios e tive a grata ou melhor dizendo, a ingrata surpresa de constatar  algo que até então era para mim uma mera invenção das pessoas. 
Os Correios mentem!!!!
Olha só:

Sem muita cerimônia, no rastreamento constava que "o destinatário estava ausente".
Eu? 
Ausente?
Fiquei dias cativa, aguardando esta entrega para que não ocorresse justamente isto!
Coincidentemente, após eu "botar a boca no trombone" lá no Facebook, na sexta-feira, eis que no Sábado ele chegou.
Por muito pouco, a falsa profecia dos correios não se confirmava, eu estava chegando em casa e fui saber do carteiro se realmente eles haviam vindo aqui no dia anterior. 
Ele, na maior naturalidade, disse que não.
Isto é o Brasil!
Bom, vamos ao que interessa.
Abri a caixa e pude constatar num primeiro instante que as coisas estão melhorando em termos de livros de oráculos.

Primeiro, a grande novidade um livro da Pensamento com imagens coloridas:

Segundo, as Runas vem com numa embalagem de plástico e um saquinho de tecido que se não me engano é de juta
Uma evolução, já que no único livro de runas que comprei, elas vieram soltas, porém de sementes de sucupira.

Terceiro, aí estão duas delas. Tá bem feitinho e com capricho, creio que vão durar.
E o livro em si é muito bom. Estou aprendendo mais e mais.


Resumo da ópera, se você ficou interessado, vale a pena comprar.
Só desejo sorte com relação aos Correios!


segunda-feira, 12 de maio de 2014

A Astronomia e a astrologia na visão dos índios brasileiros

Encontrei um texto bem interessante no Facebook de Regina Minas e resolvi postá-lo aqui.
Ao buscar uma imagem para ilustrar a postagem, encontrei uma infinidade de informações sobre os nossos índios e seu sistema astrológico. 
Resolvi então, postar os links dos textos no final da entrevista.
Nossa cultura é rica, pena é que nós não damos à ela o devido valor.


A impressionante Astronomia dos índios brasileiros 

O físico e astrônomo Germano Bruno Afonso, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná, é um dos mais premiados cientistas nacionais. Mestre em Ciências Geodésicas (UFPR), Doutor em Astronomia e Mecânica Celeste pela Universidade de Paris VI, Pós-doutorado em Astronomia pelo Observatório da Côte d`Azur (França), coordenador do curso de Pós-Graduação em Física da UFPR (1984-1990), Prêmio Jabuti de 2000 com o livro didático "O Céu dos Índios Tembé" (2000), Germano é também o único brasileiro especialista em Arqueo-astronomia, uma ciência reltivamente nova no país.
Mesmo com esse currículo invejável, o professor tem sido vítima de preconceito em virtude de sua dedicação ao estudo da Astronomia dos índios brasileiros. Não são poucos aqueles que desconhecem o volume e a complexidade dos conhecimentos que nossos indígenas possuíam, e ainda possuem, acerca do céu. A seguir, uma entrevista com o professor, realizada por Rosana Bond.


O que é Arqueoastronomia?

É a disciplina que estuda os conhecimentos astronômicos legados pelas culturas dos povos antigos, tais como os mesopotâmios, os egípcios, os gregos, os maias, os incas e os índios brasileiros. Estuda, principalmente, os monumentos líticos orientados para os pontos cardeais e para as direções do nascer e ocaso do Sol, da Lua ou de estrelas brilhantes, passíveis de medições astronômicas, que teriam uma utilidade prática na determinação do calendário e da orientação. Além disso, ela estuda a arte rupestre com possível conotação astronômica.
A observação do céu esteve na base do conhecimento de todas as sociedades antigas, pois elas foram profundamente influenciadas pela confiante precisão do desdobramento cíclico de certos fenômenos celestes, tais como o dia-noite, as fases da Lua e as estações do ano.
O homem pré-histórico logo percebeu que as atividades de pesca, caça, coleta e lavoura obedecem a períodos sazonais. Assim, ele procurou registrar essas flutuações cíclicas e utilizou-as, principalmente, para a sua subsistência.

Como se originou a Arqueoastronomia?

Em 1740, William Stukeley foi o primeiro a estudar Stonehenge, na Inglaterra, do ponto de vista astronômico. Ele percebeu que o eixo principal do monumento estava orientado na direção do nascer-do-sol no solstício do verão.
A Arqueoastronomia desenvolveu-se com as pesquisas do astrônomo Sir Joseph Norman Lockyer, fundador da conceituada revista britânica Nature. Ele forneceu explicações astronômicas mais detalhadas sobre os megálitos de Stonehenge e os menires (do baixo bretão: men — pedra e hir — longa) da Bretanha (França).
A partir de 1970, a Arqueoastronomia começou a ser ministrada como disciplina em algumas universidades, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa. Atualmente, as pesquisas nessa área se intensificam em todo o mundo.

E a Arqueoastronomia no Brasil?

No Brasil, até o momento, lamentavelmente sou o único astrônomo profissional que se dedica ao estudo sistemático da Arqueoastronomia.
Em 1991, estudamos um monólito (pedra isolada) vertical, com cerca de 1,50 m de altura, encontrado em um sítio arqueológico, às margens do rio Iguaçu, perto de onde foi construída a hidrelétrica de Salto Segredo (PR). Ele tinha quatro faces talhadas artificialmente, apontando para os quatro pontos cardeais. Em volta do monólito havia alinhamentos de rochas menores que, aparentemente, indicavam os pontos cardeais e as direções do nascer e do pôr-do-sol nas estações do ano.

O homem pré-histórico logo percebeu que as atividades de pesca, caça, coleta e lavoura obedecem a períodos sazonais. Assim, ele procurou registrar essas flutuações cíclicas e utilizou-as, principalmente, para sua subsistência

Considerando que esse monólito talhado foi colocado na posição vertical e que muitas tribos brasileiras usavam e ainda usam o relógio solar, supus que o monólito poderia servir, também, como um relógio solar mais aperfeiçoado, pois poderia fornecer os pontos cardeais mesmo na ausência do sol.
Em 1996, durante pesquisas com a arqueóloga Maria Beltrão, encontramos em Central (BA) um monólito semelhante ao de Salto Segredo. Em 2001, na Ponta do Gravatá, Florianópolis, também encontramos um monólito de 1,50 m, com as faces talhadas para os pontos cardeais e rochas orientadas para o nascer e pôr-do-sol nos solstícios e equinócios.

Qual a importância dos achados brasileiros num contexto mundial?

A Ilha de Santa Catarina, por exemplo, é rica em vestígios arqueológicos, sendo a região mais interessante do mundo que conhecemos, do ponto de vista da Arqueoastronomia, em virtude da riqueza de seus megálitos (do grego: mega — grande e lithos — pedras) com orientação astronômica e de suas gravuras rupestres, do fácil acesso e da beleza do lugar. Desde outubro de 2001, estudamos algumas gravuras rupestres e alguns megálitos orientados de Florianópolis, juntamente com o antropólogo Adnir Ramos.

A que se deve essa riqueza de megálitos e gravuras rupestres em Florianópolis?

Nossa hipótese, formulada a partir das orientações astronômicas das rochas e das informações obtidas com índios de diversas regiões do Brasil, é que o local da maioria dos monumentos megalíticos orientados e das gravuras rupestres era utilizado como um centro xamânico relacionado com o sol e com as constelações mitológicas indígenas. É provavelmente o caso de Florianópolis.

Como tem sido suas pesquisas junto aos índios brasileiros?

Trabalho muito com os índios, com Astronomia indígena, principalmente com os conhecimentos dos pajés.
Sou astrônomo profissional, mas trabalho com o conhecimento indígena do céu. Muito daquilo que digo se baseia no modo como os pajés me explicaram a fazer a leitura do céu. Este é o sentido de meu trabalho nos últimos anos, a Arqueoastronomia e a Astronomia dos índios brasileiros.
Nos monólitos que estudamos na usina de Segredo, na Bahia e Santa Catarina duas características nos chamaram a atenção. Primeiro, o fato delas possuírem uma orientação astronômica. Em segundo, sua altura — de 1,50 m a 1,60 m.
Aí, conversando com os pajés, me explicaram os motivos da orientação e da altura. Os índios e os povos antigos não faziam Astronomia só por fazer. Tudo tinha uma razão. Além da parte prática, com finalidade de orientação — os pontos cardeais — havia toda uma parte religiosa, de ritual, de culto aos mortos, de fertilidade etc., que também era ligada à Astronomia. Por exemplo, para os Tupi-Guarani cada um dos pontos cardeais representa o domínio de um deus. O deus maior, que fica em cima da cabeça, é Nhanderu. Os demais quatros deuses, representados pelos pontos cardeais, foram aqueles que o ajudaram a fazer a Terra e todos os seus habitantes. Quanto à altura das pedras, os pajés explicaram que tal medida era para facilitar a mira do índio quanto à posição do nascer ou do pôr-do-sol, para ele se localizar melhor em relação às estações do ano. A pedra serve de mira, então você se afasta um pouco e ela tem que estar na altura dos olhos. E a altura dos olhos do índio era aquela.

Os índios brasileiros também utilizavam constelações para orientação e calendário?

Sim, a constelação do Cruzeiro do Sul, por exemplo, era usada para determinar os pontos cardeais, as horas da noite e as estações do ano. Há muitas gravuras e pinturas rupestres que representam uma cruz, em sítios arqueológicos. Para os índios da família Tupi-Guarani, a constelação do Cruzeiro do Sul tem também um sentido mitológico.
Fomos muito criticados, até por intelectuais, quando falamos que aqueles monólitos que estudamos tinham ligação com os índios e possuíam objetivos astronômicos. Porque o preconceito dizia que o índio brasileiro, o parananse, catarinense etc. não tinha conhecimento nenhum de Astronomia.
E isso me chocou, porque é sabido que todos os povos antigos faziam a leitura do céu. Se não fizessem não sobreviveriam.
Eles se baseavam num calendário próprio e desse modo sabiam as estações. E, de acordo com o clima, que animal iriam caçar, que fruto iriam colher, que peixe iriam pescar. Tudo isso vinha da leitura do céu. O contrário é que não é verdadeiro.

Como os índios brasileiros marcavam o mês e o ano?

O primeiro dia do mês era quando aparecia, do lado oeste, logo após o pôr-do-sol, o primeiro filete da Lua, depois do dia da Lua Nova, quando a Lua não é visível. O ano iniciava quando as Plêiades, conhecida como As Sete Estrelas, apareciam pela primeira vez, do lado leste, logo antes do nascer-do-sol, perto do dia 11 de junho, depois de cerca de um mês sem serem vistas. O conhecimento astronômico dos nossos índios aparece em inúmeras gravações rupestres no Paraná e Santa Catarina. Encontramos a representação de um cometa numa pedra aqui no Paraná. Se você mostrar para qualquer criança ela vai falar que é um cometa. Tem o núcleo, a cabeleira, a cauda. O desenho é perfeito. Inclusive a cauda não é reta. E por que?
Quando é a cauda de um cometa velho, ele só tem gás, então a cauda é reta devido ao vento solar. Mas quando o cometa é jovem, grande e brilhante ele solta "poeira" e a cauda é curva. Então se deduz que foi um cometa grande e brilhante que os índios desenhistas viram e representaram.
Localizamos também uma rocha que tem nada menos que 250 desenhos relacionados com o céu. Só para vermos que o nosso índio, desde a pré-história, já tinha cultura astronômica. Ao contrário do que muita gente diz.

É verdade que o sr. descobriu uma rosa dos ventos dos guaranis no Paraná?

Os Guarani têm uma rosa-dos-ventos. Uma informação que li sobre a gênese guarani era de que no céu existiam palmeiras azuis representando os quatro deuses (os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste, oeste) e suas quatro esposas (os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, sudoeste) formando uma rosa-dos-ventos.
Os Guarani dizem que tudo o que existe no Céu existe também na Terra. Porque a Terra nada mais é do que um reflexo do Céu. Aí começamos a procurar algum vestígio concreto disso. Até que um dia no Paraná, em Itapejara D’Oeste, na beira do rio Chopim, encontramos essa rosa-dos-ventos! Encontramos um círculo de palmeiras. Colocamos o teodolito no meio do círculo e medimos as direções dessas palmeiras. O resultado é que deu exatamente os pontos cardeais e os pontos colaterais. Uma rosa dos ventos de palmeiras aqui na Terra!
Curioso notar que a palavra Itapejara não significa nada em guarani. No entanto, originalmente essa região se chamava Tapejara, que significa o Caminho do Senhor. E certamente uma rosa-dos-ventos é um excelente guia.

Por que o sr. tem percorrido escolas da região sul ensinando Astronomia indígena?

As constelações dos índios são bastante fáceis de observar. Notei algo curioso. As constelações da Astronomia ocidental, as que constam em nossos livros, geralmente as pessoas leigas não conseguem ver.
Eu , como astrônomo, sei obviamente onde estão todas as principais estrelas de uma determinada constelação, mas consigo imaginar com dificuldade um Leão naquele tal lugar ou dois Peixes em outro lugar. Agora pensem numa criança, ou numa pessoa leiga no assunto, elas olham o céu e ficam decepcionadas.
Com as constelações indígenas isso não acontece. Não precisa forçar a imaginação, você olha e enxerga. Por que? Porque os índios não juntavam simplesmente as estrelas. Juntavam as estrelas brilhantes e formavam as figuras com as manchas claras e escuras da Via Láctea. Além disso, eles vêem mesmo determinado animal no céu. Como aquela brincadeira que a gente faz com as crianças, de enxergar desenhos nas nuvens.
Para o ensino da Astronomia às crianças, as constelações indígenas são um auxiliar precioso. Quando elas aprendem as constelações indígenas — da Anta, do Veado, da Ema, da Cobra, da Canoa etc. — depois a ocidental fica mais fácil de ensinar. Primeiro você mostra a indígena e depois a ocidental. Assim ela não se decepciona e se sente incentivada a visualizar a outra.
Outra coisa interessante: você sabia que o mito do Saci Pererê, que muita gente pensa ser africano, é o Jacy Jaterê dos índios brasileiros? Significa "fragmento de Lua". A origem do Saci Pererê é a mitologia indígena e tem ligação com a Astronomia.



Fonte:
http://www.anovademocracia.com.br/no-18/835-a-impressionante-astronomia-dos-indios-brasileiros

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Onde comprar?

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Reciclagem - Onde descartar os meus resíduos?

Encontrei no site Casa Jaya este aplicativo simples e útil.
Basta escolher o tipo de material que você quer descartar, depois no material e em seguida clicar em buscar postos.
Será aberta uma janela onde você digitará seu CEP (não é necessário digitar o email como é pedido) e clicar em buscar postos.
Pronto, você terá várias opções de postos (conforme o CEP digitado), bem próximos de você.
Muito bom!
eCycle

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Branquinha, uma cadela rezadeira

Rotina inusitada
Cadela que frequenta missas em Ouro Preto vira documentário
História de Branquinha foi contada em curta do fotógrafo Lucas Godoy
por Fernanda Machado - Portal Uai

Branquinha foto por Lucas Godoy
Domingo, 7h da manhã, Ouro Preto. Branquinha sai de casa e segue direto para a Igreja do Pilar. Depois de assistir à primeira missa do dia, caminha pelas ruas da cidade histórica até outra cerimônia religiosa, desta vez a da Igreja do Bom Jesus. A rotina se repete todos os domingos, faça chuva ou faça sol. Já durante a semana, a visita se limita ao templo do Pilar, mas ela não deixa de ouvir as palavras do Padre diariamente. Seria a rotina normal de qualquer moradora religiosa da cidade, se Branquinha não fosse, na verdade, uma cadela.
O comportamento singular desse animal de rua de Ouro Preto chamou a atenção do fotógrafo Lucas Godoy, que lançou recentemente o curta documentário 'Branquinha'. No filme, que é sua primeira produção na área do cinema, o geógrafo por formação mostra o trajeto da cachorrinha pelas ladeiras da cidade enquanto questiona moradores sobre o hábito de fé da cadela. 
“Alguns falam que ela é condicionada, outros até dizem que ela é a reencarnação de um padre que viveu na região. Eu não consegui chegar a uma conclusão. O que sei é que, se fosse condicionamento, ela não passaria por caminhos diferentes para chegar à Igreja de Bom Jesus”, explica Lucas. Independente do motivo pelo qual Branquinha começou a assistir às missas, o fato é que os moradores da região criaram um enorme carinho por ela. “É uma cadela muito carismática. Viveu muito tempo na rua, mas hoje tem uma casa. Apesar de ter sido adotada, muita gente ainda leva comida para ela”, conta.
De acordo com o cineasta, a vontade de filmar Branquinha veio de sua curiosidade sobre a cadela, mas também por uma necessidade de mostrar outro lado de sua cidade natal. “Eu gosto muito de Ouro Preto, e me incomoda um pouco essa coisa de ser vista como 'cidade cenário'. Muita gente exalta a história do lugar e se esquece que ali existe vida. Então meu objetivo também é mostrar uma cidade pulsante, que tem vida acontecendo”, diz Lucas. Outro questionamento que surgiu a partir da história de Branquinha, foi em relação à própria religiosidade, tão presente da região. “O filme discute um pouco a espiritualidade. Tem muita gente que vai as missas todos os dias mas faz por condicionamento, por conta da tradição. Eu tentei chamar atenção para o fato de que às vezes a espiritualidade é mais sutil do que isso”.
O documentário 'Branquinha' já é considerado um sucesso por Lucas Godoy, especialmente pela recepção em Ouro Preto. O filme foi exibido na cidade e teve um público de cerca de 300 pessoas. Na internet, onde foi disponibilizado na íntegra, o resultado também surpreendeu o fotógrafo. Em duas semanas já foram quase 10 mil visualizações.
Por fim, Lucas destaca que o que mais o deixa feliz é que seu filme continua acontecendo, todos os dias, nas ruas da cidade. “Quem visitar Ouro Preto vai poder ver a Branquinha, caminhando para assistir suas missas”, garante. Já para quem não pode ir à cidade, o documentário 'Branquinha' pode ser visto abaixo:

 
Veja mais fotos da Branquinha AQUI

terça-feira, 6 de maio de 2014

Gatos...mais uma vez

imagem: Gatos sentados - pintado com a boca por Clênio Márcio Ventura
Recebi dia desses, um envelope com os cartões da APBP (Associação dos Pintores com a Boca e os Pés) mas fiquei tão chateada pela insensibilidade do carteiro que nem sequer pensou duas vezes em amassa-los para que coubessem na caixa de correspondência, que nem abri o envelope, apenas me limitei a colocá-los debaixo de uns livros para que desamassassem...
Acabei me esquecendo deles.
Hoje, para minha surpresa, quando vi a imagem acima enfeitando a mesa do computador, pensei que fosse algo retirado da internet.
Perguntei para minha irmã de onde era e ela me disse:  "este é um dos cartões da APBP!"
Lindo, não?
Este é mais um trabalho destes guerreiros artistas.
Infelizmente pelo que vi no Google, há um alerta informando que o site NÃO está seguro, resolvi não entrar e nem colocar o link deles por aqui, como sempre faço.
Quem sabe outro dia.
Por enquanto curta a imagem.

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