sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ísia - morte e ressurreição de Osíris

imagens OsírisÍsis e Seth (Wikipédia)
No Egito, Isia eram cerimônias de seis dias que comemoravam a morte e a ressurreição de Osíris.
Havia uma encenação da luta entre Osíris e Seth, simbolizando o combate simbólico entre a luz e a escuridão. Osíris era morto e pranteado por Ísis.

Hinos a Osíris
Osíris - AMORC

(1)
Abrem-se as portas da percepção; o que estava oculto foi revelado.
Vejo a mim mesmo e um turbilhão de mil cores em luz liquescente...
Voltei ao lar.
Entrei no reino humano, preso a rochas e plantas, homens e mulheres, rios e céus.
Convosco estarei neste e em outros mundos...
Todas essas coisas sou eu: portentos, imagens, sinais.
Embora separado, sou parte de vós...
Juntos, eu e vós somos uma única criatura...
Que possamos entrar no céu e dele sair através dos portais de luzes estelares.
Assim como há dança e música nos lares da terra, o mesmo acontece com os lares celestes.
Em verdade eu venho.
Navego por um longo rio e mais uma vez remo de volta.
É bom respirar sob a presença das estrelas.
Sou o hóspede destinado a caminhar milhares de anos até chegar a mim mesmo.
O despertar de Osíris - Normandi Ellis


(2)
"Louvado sejas tu, Osíris, Senhor da eternidade(...)
Cujas formas são múltiplas e cujos atributos são majestosos(...).
Ísis te abraça em paz e afugenta os demônios da boca dos teus caminhos.
Voltas o rosto para Amentet e faças brilhar a terra, como se fosse de cobre polido. 
Os que se deitaram(isto é, os que morreram), levantam-se para ver-te, eles respiram o ar e olham para o teu rosto, quando o disco se levanta no horizonte; seus corações estão em paz na medida em que te contemplam, ó tu que és eternidade e perpetuidade!"


Fontes:
http://www.luzemhisterio.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=129
http://www.cbaptista.com.br/hinos.php

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Os 4 elementos zodiacais


Fogo
Áries/ Leão / Sagitário

Terra
Touro / Virgem / Capricórnio  

Água
Câncer / Escorpião/ Peixes

Ar
Gêmeos / Libra / Aquário

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Diwali e uma oração a Lakshmi

DIWALI:
INÍCIO NA LUA NOVA DE OUTUBRO - 26/Outubro/2011



Lakshmi, sendo a Deusa da Fortuna é adorada e reverenciada por todos, principalmente pelos empresários e comerciantes. Belíssima, a sua beleza é comparada com a de Vênus, como também é considerada a esposa ideal pelo seu amor e dedicação. Sua imagem é sempre representada sobre uma flor de lótus, símbolo da pureza e tem uma das mãos levantada em postura de bençãos de prosperidade. Ela é considerada o aspecto feminino de Deus em todas as suas manifestações.


O QUE FAZER PARA ATRAIR AS ENERGIAS DURANTE O FESTIVAL DIWALI:

- Iluminar a porta da casa e as janelas, abrindo o caminho para a Prosperidade entrar.

- Fazer uma cesta de frutas: maçã, banana e laranja como símbolo de fartura.

- Acender velas durante o festival, nas cores: laranja, amarela, vermelha ou branca.

- Fazer uma oração pedindo as bênçãos de LAKSHIMI para o seu lar e para o seu trabalho.

- Emitir diariamente 9 vezes consecutivamente o Pravana:
“S H R I M” dedicado à LAKSHMI que atrai a Abundância, é o mantra da Prosperidade.



ORAÇÃO DE LAKSHMI

LAKSHIMI, Deusa da Prosperidade e da Abundância, abro meu coração e meu lar com muito amor e exuberante alegria para recebê-La no meu Templo interno e no Templo da minha morada.
Que suas bênçãos cheguem a mim trazendo a pureza da flor de lótus, a harmonia nos meus relacionamentos e a prosperidade em tudo o que eu executar com  fé, entusiasmo e altruísmo.
Que o aspecto feminino  de Deus em todas as suas manifestações me tragam intuição, percepção, dedicação e receptividade para que eu possa realizar todas as  minhas atividades com alegria e felicidade.
Que sua majestosa beleza reflita em meus pensamentos para que eu possa sentir, falar, ouvir e agir somente com a consciência da minha Presença  Divina.
Que a sua Luz  me envolva dentro de um campo magnético de Abundância para que eu possa ter tudo o que necessito e expandir essa minha Prosperidade para todos .
Tudo o que me for ofertado eu abençoo e  consagro para a realização do Plano Divino.
Amada LAKSHMI, bem vinda a minha vida e ao meu lar !
Eu Sou, Eu Sou, Eu Sou a manifestação de tudo o que  desejo neste instante, hoje e sempre!(*)






Fontes imagem, texto e vídeo:
sabedoriadosdeuses.blogspot.com
Carmem Balhestero(*)
http://video.nationalgeographic.com/video/player/places/countries-places/india/diwali-lights-festival.html

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Turquesa - a pedra do xamã


Turquesa significa pedra turca, porque antigamente era comercializada na Europa via Turquia. Usada  em rituais para atrair riqueza, amor e beleza; no Egito antigo, era usada também contra a catarata. É considerada uma pedra fundamental para a cura. Em antigos rituais xamânicos, a Turquesa era considerada essencial, por proteger contra magias, afastar energias negativas e dar poder ao xamã. Como uma das atribuições do xamã é curar, a Turquesa é importante para este porque se diz que, pressionada conta um órgão doente, ela "puxa" as energias desestabilizadoras, auxiliando na cura. Berenice de Lara


Segundo Gerina Dunwich em seu livro "A Magia das Velas", a turquesa é uma pedra mística sagrada para os nativos do sudeste dos Estados Unidos. É uma das quatro pedras elementais do simbolismo dos índios Pueblos, chamando-se "Pedra Celeste" pelos navajos. Na Rússia, a turquesa é a pedra tradicional dos casamentos. Na Arábia é usada como pedra de meditação e, no Oriente, como amuleto protetor para cavalos e cavaleiros.  A turquesa absorve sentimentos negativos e possui uma forte vibração curativa. Ela muda de cor para avisar seu usuário de problemas de saúde iminentes e tem reputação de eficácia no tratamento de males como asma, queimaduras, doenças pulmonares, febres, pressão alta, inflamações, enxaquecas, inchaços, tensão e traumas.




imagem: http://modaparalela.wordpress.com/2011/01/17/turquesa-nunca-sai-de-moda/

domingo, 23 de outubro de 2011

A Magia das Deusas Oyá e Oxum - Workshop com Mirella Faur



A Magia das Deusas Oyá e Oxum:
 Descartar. Transmutar. Renovar.

Dia: 03 de Dezembro de 2011
Horário: 8h às 18h

Local: Village dos Colibris
Saiba mais  AQUI



imagem: "Oya" (c) Francisco Santos - http://www.orderwhitemoon.org/goddess/Oya.html

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Tábua de Esmeralda/Corpus Hermeticum



Verum sine mendacio, certum et verissimum:
É verdade, certo e muito verdadeiro:

Quod est inferius est sicut quod est superius, et quod est superius est sicut quod est inferius, ad perpetranda miracula rei unius.
O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.

 Et sict omnes res fuerunt ab Uno, mediatione unius, sic omnes res natæ fuerunt ab hac una re, adaptatione.
E assim como todas as coisas vieram do Um, assim todas as coisas são únicas, por adaptação.

 Pater ejus est Sol, mater ejus Luna;portavit illud Ventus in ventre suo; nutrix ejus Terra est.
O Sol é o pai, a Lua é a mãe, o vento o embalou em seu ventre, a Terra é sua alma;

Pater omnes Telesmi totius mundi est hic.
O Pai de toda Telesma do mundo está nisto

Vis ejus integra est, si versa fuerit in Terram.
Seu poder é pleno, se é convertido em Terra.

Separabis terram ab igne, subtile a spisso, suaviter, cum magno ingenio.
Separarás a Terra do Fogo, o sutil do denso, suavemente e com grande perícia.

 Ascendit a terra in cœlum, interumque descendit in terram et recipit vim superiorum et inferiorum.
 Sobe da terra para o Céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores.

 Sic habebis gloriam totius mundi.
Desse modo obterás a glória do mundo.

Ideo fugiet a te omnis obscuritas.
 E se afastarão de ti todas as trevas.

Hic est totius fortitudinis fortitudo fortis: quis vincet omnem rem subtilem omnemque solidam penetrabit.
Nisso consiste o poder poderoso de todo poder: Vencerás todas as coisas sutis e penetrarás em tudo o que é sólido.

 Sic mundus creatus est.
Assim o mundo foi criado.

 Hinc erunt adaptationes mirabiles quarum modus est hic.
Esta é a fonte das admiráveis adaptações aqui indicadas.

 Itaque vocatus sum Hermes Trismegistus, habens tres partes philosophiæ totius mundi.
 Por esta razão fui chamado de Hermes Trismegistos, pois possuo as três partes da filosofia universal

 Completum est quod dixi de Operatione Solis.
 O que eu disse da Obra Solar é completo





Hermes Trimegistos
Hermes Trimegistoin Viridarium chymicum, de D. Stolcius von Stolcenbeerg, 1624


"O nome de Hermes Trimegisto, três vezes grande, pois o consideraram como rei, legislador e sacerdote, num época em que o sacer­dócio, a magistratura e a realeza se encontravam reunidos num só corpo governante. Foi o misterioso e primeiro iniciador do Egito nas doutrinas sagradas, reporta-se a uma primitiva e pa­cífica mistura da raça branca e da raça negra nas regiões da Etiópia e do Alto Egito, muito antes da raça ariana.

Hermes é um nome genérico como os de Manu e Buda. Ele é conhecido no Egito como Thot, na Grécia como Hermes e em Roma como Mercúrio. Designa simultaneamente um homem, e um deus.

É o primeiro e grande iniciador do Egito. O sacerdócio, depositário das tradições ocultas; deus é o planeta Mercúrio, comparado com a sua esfera a uma categoria de es­píritos, de iniciadores Divinos, em uma palavra, Hermes preside às regiões supraterrestres da iniciação celestial. Todas estas coi­sas estão ligadas por afinidades secretas, que as unem como um fio invisível. O nome de Hermes é um talismã que as resume, um som magnífico que as evoca, daí o seu prestígio." 
Schuré Édouard. Os grandes Iniciados, HERMES. Editora Martin Claret, SãoPaulo, 1996.



texto e imagem:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Table_Emeraude_Chrysogonus.jpg
http://semfronteirasparaosagrado.blogspot.com/2009/12/hermes-trimegistos.html

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Vinagre dos quatro ladrões


Antiga fórmula que remonta a Peste Negra da Europa do século XV. Esta sinergia tornou-se um escudo de proteção contra todos os males, protegia contra bruxas, doenças, morte e tudo que fosse risco para o humano. Neste cenário, surgiram quatro ladrões, os quais eram aparentemente imunes à peste, ao diabo e a tudo. Ninguém se atrevia a tocar nos cadáveres, mas eles praticavam uma série de roubos, e ninguém se atrevia a opor-se aos roubos por eles cometidos. Ao serem finalmente presos e levados a julgamento, todos queriam saber o que os protegia contra a peste, e a resposta foi que eles usavam uma poção mágica, que lhes conferia proteção e imunidade contra a doença.
Esta poção consistia basicamente em vinagre em que eram maceradas várias ervas, entre elas estão ervas muito populares tais como a Cânfora, Peppermint, Tomilho, Sálvia, Lavanda, Alecrim, Arruda, Segurelha além de outras plantas como o Alho, Cravo e o Absinto.
Hoje se sabe que estas plantas são altamente desinfectantes, são antissépticos da natureza, inibem a proliferação das pulgas transmissoras da doença que provocaram a peste. O vinagre dos quatro ladrões continuou por muito tempo sendo utilizado contra os males físicos e espirituais, para proteção contra bruxaria, para afastar o mal olhado, e todo tipo de negatividade que pudesse afetar a vida das pessoas. Ainda nos dias atuais está sinergia é utilizada para promover proteção e cura.

Fonte do texto e imagem: Facebook - NovaFlor Importadora
Visite o site da Nova Flor

Outras curiosidades sobre o Vinagre no Castelo de Asgard


Links utilizados na postagem
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=237218746310215&set=a.217518384946918.61380.216649511700472&type=3&t
http://www.novafloressencia.com.br/
http://castelodeasgard.blogspot.com/2010/05/o-vinagre-dos-quatro-ladroes.html
http://arcanodezenove.blogspot.com/2011/04/canfora.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Peppermint
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomilho
http://pt.wikipedia.org/wiki/Salvia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lavanda
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alecrim
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arruda
http://www.hortaemcasa.com.br/mostraproduto.asp?prod=D8DBDB
http://pt.wikipedia.org/wiki/Artemisia_absinthium

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Roda do Ano & Samhain

A photograph of a painted Wheel of the Year from the Museum of Witchcraft, Boscastle.

A Roda do Ano Celta

A concepção de tempo dos pagãos (O termo pagão significa: povo dos bosques), principalmente a dos Celtas era um tanto quanto diferente da atual. O tempo era para eles, não linear, mas circular, cíclico; há também o calendário, que era para eles lunar, enquanto que o nosso é um calendário solar.
Originários da tradição celta, os sabbaths ocorrem oito vezes ao ano, ou seja, duas vezes a cada estação. Nessas ocasiões, são homenageadas duas divindades: a Grande Mãe, ou simplesmente a “Deusa”, que simboliza a própria terra, e o Deus Cornífero, O Gamo Rei, protetor dos animais, dos rebanhos e da vida selvagem.
Quando os raios do sol diminuem sua intensidade ao cair da tarde é o momento de nos prepararmos para mais um dia. O povo Celta, assim como outros povos de origem pagã, celebram o começo dos dias através do anoitecer.
Cada anoitecer nos faz lembrar que a Deusa, com sua magia e seus mistérios, reinará através da Lua, das emoções, e das intuições, mostrando-nos que enquanto os homens se acalmam e repousam depois de um dia intenso de trabalho, os sacerdotes e sacerdotisas começam o semear de um novo dia.
O Deus, que também descansa durante a escuridão, se prepara para um novo nascer, para um novo brilhar, para um novo amanhecer.
Esse acordar e dormir, descansar e trabalhar, morrer e nascer fazem do dia e da noite momentos muito preciosos e de intensa comunhão entre o masculino e feminino. É preciso que as duas polaridades estejam em perfeita sintonia para que a Natureza possa se manter equilibrada. Da mesma maneira, como a imagem refletida é o complemento da imagem projetada, homens e mulheres precisam estar juntos para que a comunhão perfeita entre o Deus e a Deusa possa refletir em momentos de intensa união e perfeição.
Esses momentos de equilíbrio entre o dia e a noite, marcados pelo pôr do sol, a metade da noite, o nascer do sol e a metade do dia, se tornam de extrema importância para magias. Da mesma forma, os momentos entre cada um desses pontos também se tornam importantes. Em um suposto tempo linear: os quatro momentos principais seriam: 6h, meia noite, 6h e meio dia; e os secundários: 9h, 3h, 9h, e 3h.
Sabendo que o universo é perfeito e que tudo que há no macrocosmos tem seu correspondente no microcosmos, muitas vezes é preciso entender o micro para alcançarmos e sentirmos a importância do macro. Para muitas pessoas fica mais fácil compreender o universo através de pequenos momentos do dia-a-dia para se ter uma real noção da extensão dos grandes momentos.
Como podemos ver existem quatro momentos do dia (24h) que são pontos vitais, e há quatro pontos secundários que são pontos de equilíbrio. No processo de imagem refletida para imagem projetada, temos no ano (365 dias) quatro momentos vitais: o primeiro dia do ano e o primeiro dia do quarto, sétimo e décimo meses – dias que caem na divisão exata do ano em quatro partes iguais, em quatro elementos. Temos, também, quatro momentos secundários: a entrada de cada uma das quatro estações, delimitadas pelos solstícios e equinócios. Assim nossa roda do ano esta formada e em eterna harmonia com o universo.


Samhain - O Fim e o Início de um Ano Novo para os Celtas
(31 de Outubro - Hemisfério Norte) e
(30 de Abril - Hemisfério Sul)

imagem em Acbal's Moon

Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, Samhain (pronuncia-se SOUEN) marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram.
... E o ano chega ao final! Nossos últimos alimentos são colhidos após o equinócio de outono, marcando o início dos meses em que viveremos com o que conseguimos estocar. Os alimentos fornecidos pela Grande Deusa devem agora alimentar seus filhos famintos e nutrir o Deus em sua caminhada pelo "outro mundo". O raio do trovão que atingiu o carvalho e fecundou a terra é a promessa do retorno do Deus através daquela que um dia foi sua amante, mas que agora será sua mãe: a Deusa. E assim o ciclo de vida, morte e renascimento volta a estabelecer o equilíbrio a Roda do Ano.
O "Outro Mundo" celta, também conhecido como o Abismo, é um lugar entre os Mundos; uma mistura de paraíso e atormentações. É o lugar no qual todos buscamos respostas para nossas perguntas mais íntimas, onde a fantasia se mistura à realidade e o consciente ao inconsciente. O Abismo é o local onde os heróis são levados para que possam confrontar seus maiores inimigos: seus próprios fantasmas. Somente vencendo esses fantasmas, que nada mais são que seus medos, preconceitos e angústias, eles poderão retornar como verdadeiros heróis.
Esta é a simbologia do Santo Graal; uma busca interior de algo que queremos erroneamente materializar neste mundo. Somente os cavaleiros que ousarem atravessar os portais do "Outro Mundo" e vencerem a si próprios serão contemplados com a plenitude do Graal.
Durante esta noite o véu que separa esses dois mundos está o mais fino possível, permitindo que espíritos do Outro Mundo atravessem o portal sem grandes dificuldades.
Por isso, a Noite dos Ancestrais é um momento de nos lembrarmos daqueles que se foram e habitam o Outro Mundo. É hora de honrarmos as pessoas que um dia amamos, deixando que elas nos visitem e comemorem conosco esse momento tão especial da Roda do Ano.
Samhain é o festival da morte e da alegria pela certeza do renascimento. O Deus morreu, e a Deusa, trazendo no ventre o seu amado, recolhe-se ao Mundo das Sombras para esperar o seu renascimento. Comemora-se aqui a ligação com os antepassados, com aqueles que já partiram e que um dia, como a natureza, renascerão. Os cristãos transformaram essa data no "Dia de Todos os Santos" e no "Dia de Finados", numa alusão supersticiosa a essa ligação.
É uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. A cor do sabbat é o negro, sendo o Altar adornado com maçã, o símbolo da Vida Eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo sumo de maçã. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza!
A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que perdemos nessa vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada infinita de evolução.

Leia mais em http://www.misteriosantigos.com/rodadoano.htm
Fonte o texto idem





segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Informativo sobre o Encontro Internacional de Xamanismo em Belo Horizonte - dias 11, 12 e 13 de Novembro/2011


Comemoraremos o II  Encontro Nacional das Escolas Gaia e o I  Internacional , com  Roda de Tambores, Sauna Sagrada, Dança, Musica, Palestras, Atendimentos, Oficinas  e Vivencias.

Teremos pessoas de  diferentes estados do Brasil  e  também  de alguns países como Argentina, Canadá, Portugal, Bélgica e Espanha.
Todos, nos  tornaremos uma  só FAMÍLIA GAIA  juntamente com nossos parentes os índios  Pataxó e  Terena.

A Cerimônia de Abertura será no dia 11/11/2011 (abertura do Portal 11/11) às 19hs no Sítio em Lagoa Santa – MG.
Para a Cerimônia de Abertura - traje roupa branca.

Lembretes:
Trazer ROUPA DE CAMA, um agasalho ,caso houver frio.

REPELENTE, PROTETOR SOLAR, LANTERNA.

Quem tiver COCAR, Tambor,maracás favor trazer.

Finaliza com a troca de presentes.   trazer um presente para ser trocado e um objeto para ficar no altar sagrado e ser consagrado.

Mulheres: Trazer vestidos ou saias, canga, biquíni ou maiô, toalha (sauna sagrada) e uma roupa branca para ser usada no sábado.

Homens: Trazer bermudas, sungas, toalha (sauna sagrada) e uma roupa branca para o sábado.

Obs:  Para festa das luzes (após a Cerimônia de Abertura) roupas de festa ou com brilhos e xales.


Fonte:Imagem e informações recebidas via email de Anna Xara

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sulis

A antiga deusa britânica Sulis pode ser invocada ou visitada em seu spa-santuário em Bath, para saúde e cura. Dizem que suas águas são milagrosas e têm a capacidade de curar. Sulis é a palavra celta para "Sol" e "olho", e Sulis é considerada uma deusa solar. Representa aqui nadando em suas águas curativas rumo à luz do Sol, ela representa as profundezas em que todas as pessoas têm de mergulhar na jornada para a luz, a saúde e o bem-estar.

É tudo a mesma coisa
estar doente
estar bem
Tudo é energia
energia em constante movimento
energia em fluxo constante
emergia incansável que atua como um rolo compressor
energia ilimitada que traz possibilidades
energia brilhante que agrada e conta
energia acumulada que espera por liberação
As águas da cura no meu santuário
regeneraram
revitalizaram
trouxeram clareza
fecharam buracos
abriram a visão
permitiram o fluxo
Com a energia que flui
a dança da vida abrange
a doença e a saúde
tudo a mesma coisas
tudo energia
tudo fluxo

imagem: Sulis-Thaliatook

Fonte da imagem1:
http://marcelleee-estrela-guia.blogspot.com/2009_05_01_archive.html
Fonte imagem e texto: The Goddess Oracle de Amy Sophia Marashinsky - ilustrações de Hrana Janto

Galeria Celestial

Um livro para ser lido, relido e admirado!

Veja mais em:




http://romioshrestha.com/
http://www.amnh.org/news/tag/romio-shrestha/
http://www.squidoo.com/romio-shrestha
http://www.greatspiritualbooks.com/2010/goddesses-celestial-gallery/

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A Pedra do Sol





A Pedra de Sol, muitas vezes chamada de "calendário asteca", cujo verdadeiro nome é "Cuauhxicalli", ou "receptáculo da Águia" não é apenas um calendário, mas também uma pedra comemorativa de uma data sagrada, assim como as estelas maias , certas pedras lembram a festa ritual asteca realizada a cada 52 anos: A Festa do Fogo Novo. Os astecas colocavam essas pedras no Templo Mayor,  Em particular, sobre esta Pedra do Sol foi gravada a data de Acatl que marca a festa do fogo no ano de 1479. A Pedra é composta de oito círculos concêntricos que formam coroas circulares. 
No círculo exterior há duas cobras que se juntam de cabeça para baixo, cuspindo duas faces que representam o dia e a noite ( Tonatiuh - Xiutecutli ). Enquanto o movimento oitavo de inércia define os limites do mundo visível. 
A Pedra do Sol pode ser decifrada de duas maneiras: seja a partir da borda externa ou do centro. Começamos por explicar o círculo externo  que dá o contexto geral, em seguida, ler a partir do centro, o coração do calendário. 
As duas cobras que descrevemos no círculo exterior, são apenas dois aspectos da mesma coisa. 
As serpentes, um diurna e outra noturna, representam  o céu em  dois aspectos diferentes. 
A energia que era captada pelo movimento oitavo. Para os astecas, exalava um poder especial: uma energia do universo que foi incorporada no espaço-tempo para entrar em ressonância com a Terra. 
Esta energia, que reúne as forças do universo e dos diferentes céus, eram distribuídas pelo sol que é a fonte de vida de nosso sistema planetário. 
Na Pedra do Sol, encontramos esta distribuição concêntrica, ajustada de acordo com os planetas, como indicava o calendário asteca. 
As duas serpentes são divididas em 13 segmentos (13 céus) são a imagem do universo que contém tudo.
São como Yin e Yang, o dia e a e noite que nos envolvem. Eles também são a Via Láctea, a galáxia que contém o nosso sistema solar em meio a  tantas outras galáxias. Para os astecas, a Via Láctea representa a  força de expansão em relação aos homens, antes de chegar à totalidade absoluta.
O intermediário entre o homem e as estrelas é o Sol, que é o centro do sistema de relações planetárias e, consequentemente, o centro da Pedra do Sol. Este centro é que capta diretamente as energias cujo ponto de partida estava localizado no 13 Acatl.
É assim, que o sol central (5º  sol) se torna o centro da energia vital da absorção e da difusão, enquanto as duas serpentes são os limites que formam o círculo Xiucoatl , o circulo da criação circundante. 
O movimento do centro da pedra atua no sistema em seu duplo papel de captação (polaridade -) e (polaridade +).
Esta dupla polaridade produz um movimento quinconce (linhas escalonadas)como uma suástica  criando "zonas de influência" ou círculos concêntricos.
Mas cada coroa tem seu movimento próprio devido a sua própria aceleração, mas os movimentos vão se tornar cada vez mais lentos à medida que haja um afastamento da parte central.
Chegamos assim a uma imobilidade "aparente" que dá a aparência de um limite fixado pelas constelações principais. 
A Pedra do Sol sintetiza o movimento e não-movimento, o que está dentro e o que está fora, para reunir o interior ao exterior. Esta síntese resulta da relação do círculo exterior-interior, onde se origina a força centrípeta, e da relação do círculo interior-exterior, onde se origina a força centrífuga.
De fato o que está no interior tende a expandir e o que está no exterior tende a manter-se fixo, criando a harmonia.

 Os círculos concêntricos são divididos da seguinte forma: 


1 º Círculo: o círculo central, representa o rosto do Sol Ollin Tonatiuh  que com suas duas garras levam alguns corações para colocá-los no universo. É um símbolo de vitalidade e de "movimento imóvel". Em sua língua há uma faca de obsidiana que simboliza o sacrifício de si mesmo, uma fonte de vitalidade e criatividade da 5ª era.

2º Circulo: os braços da cruz ou glifos quinconce representam as quatro eras precedentes, ligando-as aos quatro elementos, que por sua vez marcam as datas para o fim do calendário das Era Cosmogônicas:  este círculo gira da esquerda para a direita, seguindo o movimento aparente das estrelas. 
3º Círculo: É composto pelos 20 dias do mês e gira na mesma forma que o anterior. O ano civil era composto por 18 meses de 20 dias, que foram relacionados com os 13 meses do calendário mágico. A combinação perfeita entre os dois calendários foi reajustada a cada 52 anos, quando as duas rodas do calendário estão reunidas a partir de seu ponto inicial. Os 20 dias do mês também estavam ligados ao corpo humano, pelas tradições Maya e Nahuatl. Para os maias, a unidade de 20 dias chama-se Uinal. O Uinic era o homem real, que incorporou o seu potencial. As 4 lâminas do segundo círculo indicam os 4 dias em que o ano se inicia: Acatl Tecpatl, Calli, Tochtli. 
4º Circulo: Formado pelos 8 raios do sol e mostra a relação entre o Sol e Vênus. O escudo do Sol resume este contato representado no Código Borbonicus pela reunião do jaguar com cachorro (o mito de Quetzalcoatl). Sua posição intermediária indica o seu papel como fixador. Este círculo é composto de 40 Quinconces quadrados em cada uma deles. Lembremos que cinco revoluções Vênus equivalem  a 8 no planeta Terra (5 x 8 = 40, 8 x 365 = 5 x 584). 40 revoluções de Vênus equivalem à 126 revoluções de Mercúrio com uma diferença de 9 dias. Na Pedra do Sol, 40 casas, os 5 pontos em cruz  e as 8 cidades acima referem-se aos sinais de Quetzalcoatl . Os 5 pontos são um alusão ao seu irmão gêmeo, Mercurio-Xolotl, as 5 revoluções de Mercúrio equivalem à uma revolução de Vênus. Vênus é chamada Quetzalcoatl, Totonametl, Tlahuizcapantecutli, Hun ahau, Hun abou, Kukulcan. 

5º Circulo: está ligado ao planeta Marte, cuja  revolução sinodica de 780 dias equivale a 260 x 3. O culto de Tlaloc , a água a fervente, é tão antigo quanto o a lua Tecciztecatl Tezcatlipoca e ao Quetzalcoatl. Tlaloc é chamado Xipe sob a forma de Tlatlauquitezcatlipoca, o espelho de fumaça vermelha, deus estrelar ; em Copan (Honduras) encontramos um templo representativo com  7 escalas, um local de culto a Quetzalcoatl e Tlaloc, esta representação significa dizer ao que o homem nasce do principio ígneo. 
Daí vem a relação mística entre o vento e a chuva. Tlaloc também incorpora os 4 Chac, os guardioes dos dos 4 quatros, ​​que administram as chuvas; não somente a chuva em seu sentido material, mas também como precipitação de princípios formativos. Tlaloc está relacionado ao princípio da geração do grão que se torna planta. Também chamado de "orvalho do céu" ou "dons do céu." Marte é venerado a oeste como Balam Zacab e a leste, como Cansiemal. 
É mencionado como a "estrela dupla" porque se aproxima e se afasta dos monolitos. O planeta Marte é, então o grande diferenciador e divisor dos mundos, semelhante a um raio de fogo místico abre as águas primordiais, como o arado para traçar os sulcos na terra onde entra o grão da manifestação. O número 17 é importante para as ações de Marte, porque é a última luz de sensibilidade vespertina e a primeira luz de sensibilidade vespertina. 
6º Círculo: corresponde ao  planeta Júpiter, a jóia do céu, Tezcatlipoca é como um céu estrelado na noite Yay Uhqui. Para os mexicanos, Tezcatlipoca, o Espelho Negro, está profundamente ligada à Tecciztecatl (a lua) e muitas vezes se confundem. É um rival constante de Quetzalcoatl, uma vez que ele se recusa a dar-lhe fogo. Aparece como Tepeyotl, o coração da montanha (Jaguar), que é consagrado ao mês dos Mortos, o mês do esforço e seca. Tezcatlipoca também está ligada à Ursa Maior, a qual desaparece como uma estrela no horizonte num período do ano. Há um mito de Tezcatlipoca que conta que ele perdeu um pé com o qual foi criada  a terra. Tezcatlipoca é representado por duas serpentes negras ou brancas, conforme a ocasião. Neste sexto círculo, Tezcatlipoca é composto de 8 pingentes, representando o quadrado Vênus-Marte, três penas e o ponto de Chalchuitlicue; encontramos no mesmo símbolo no sol, sob a forma de 2 quadrados, 5 penas e um ponto concêntrico. Os círculos 5 , 6, 7 estão intimamente ligados, pois eles constituem a unidade Marte-Júpiter-Saturno. Saturno e Marte formam duas faixas que apontam os dias sucessivos e a Via Láctea. Elas estabelecem assim,  a relação entre o mundo planetário e o mundo estrelar. As setas solares unem os 4 círculos externos aos 4  círculos internos e suas pontas juntam-se à 8ª ponta da Via Láctea.
7º Circulo: Circulo de Saturno. Esta margem é constituída por 28 arcos pequenos (que lembra as vértebras da serpente) é dedicado a Saturno. Na verdade, Saturno leva 28 revoluções sinódicas em quase 29 anos trópicos. Neste período há 9 revoluções de Vênus. Saturno é o companheiro de Quetzalcoatl e de Xipe Tlaloc. Ele, Xiutecutli, é o Senhor do Fogo, também chamado Huehueteotl e Ixcozauhqui que acompanha Cihuacoatl (a mulher serpente), irmã de Huitzilopochtli, o deus da guerra. Saturno está relacionado à guerra da sobrevivência. Como Xiutecutli-Ayamictlan, seu emblema é a borboleta, símbolo da chama. "A maldição o transforma em um cão", chamado então de Mictlantecuhtli , deus do submundo, vinculada ao glifo 9 (o cão). Ixcozauhqui (Ix: olho, Zauhqui: amarelo) é o símbolo do olho maléfico de Saturno em oposição a o olho vermelho de Marte. Era o deus lento. Xiutecutli representava a chuva de meteoros ou a  chuva de fogo estelar. Presidiu o primeiro mês (Izcalli).
8º Círculo: o círculo da Via Láctea. A Pedra do Sol é delimitada por dois semi-círculos com uma cobra em chamas, Xiucoatl, representando a Via Láctea. As duas cobras nascem do hieróglifo, de 13 Acatl indicando a data da celebração do Fogo Novo. As caudas das serpentes, suas esmas (12 de cada lado), suas cabeças, representam os vários céus. A Pedra do Sol comemora um ciclo de 52 anos, o tempo do Fogo Novo (13 Acatl) quando as estrelas mostram através da constelação de Mamashuastli que a vida vai continuar. As estrelas criam assim, uma ligação entre o homem e os fenômenos, não somente ligados agricultura, mas também os fenômenos cósmicos. Esta dualidade de poder é dividida em duas cobras, que atraem o eixo vertical da pedra entre suas caudas e cabeças. O diâmetro horizontal é indicado pelas garras do Sol, tentando olhar para o coração do céu. As duas linhas de criam as quatro direções do espaço, apontado por 4 setas do escudo solares. Uma representação confirma a noção do combate perpétuo que mantém a vida do sistema. Da garganta das duas cobras com chifres (cujos chifres em 7 círculos nos mostrar as Plêiades e a Ursa Maior),vão surgir os rostos de Tonatiuh, o Sol, a caminho do leste-oeste (à direita) e de Xiutecutli como Saturno, o tempo e a noite, em seu caminho Oeste-leste. Sua interpenetração da o 8º movimento.

Fonte: http://www.americas-fr.com/es/civilizaciones/calendario.html

Descripción proveniente de la obra de Fernand Scharz, "Les Traditions de l'Amérique ancienne", Ediciones Dangles.

domingo, 9 de outubro de 2011

Ojos de Dios: a cultura dos Huichóis

Pintura de fios Huichol

Um olho de Deus é um fio tecido pelo povo Huichol, o "Ojo de Dios" (Olho de Deus) é uma ferramenta ritual, um objeto mágico sendo ainda considerado um símbolo cultural.
Para os Huichol povo do oeste do México, Olho de Deus traz o simbolismo do poder da visão e o entendetimento daquilo que é  desconhecido e incognoscível: O Mistério.
Os quatro pontos representam os elementos: Terra, Fogo, Água e Ar. O Ojo de Dios pode ser simples ou mais complexo, dependendo da forma como é tecido, podendo ser feito em duas ou mais varas. 
Os Huichol chamam seus "Olhos de Deus" de Sikuli, que significa "o poder de ver e compreender coisas desconhecidas"
Quando uma criança nasce, o olho central é tecido pelo pai, então um olho é adicionado para cada ano de vida da criança até que ela atinja a idade de cinco anos. As Cruzes Originais Huichol são extremamente raras de se encontrar algumas feitas para o mercado turístico, porém não tem o mesmo significado tradicional e espiritual.

Olhos de Deus ou Ojo de Dios em Quemado Mountain,
San Luis Potosi , México , foto por Anaroza de 2007

Outras fontes em inglês

Texto adaptado do original em inglês: http://en.wikipedia.org/wiki/God's_eye
imagens: http://pt.wikipedia.org/wiki/Huich%C3%B3is  
http://en.wikipedia.org/wiki/God's_eye

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Flores, cores & sabores

imagem: Pétalas de Rosas, WikiHow

Como Escolher Flores Comestíveis?
Flores comestíveis são usadas na culinária por uma grande variedade de propósitos, indo de cozinhar, para servir de moldes para doces, saladas, decorações até o prato principal. Descubra quais flores são seguras para consumo humano, e aprenda algumas idéias para seu uso. Leia mais em: Wikihow






Links:
http://pt.wikihow.com/Escolher-Flores-Comest%C3%ADveis
http://pt.wikihow.com/Imagem:A-basket-full-of-rose-petals-4497.jpg
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1166819-7823-FLORES+COMESTIVEIS+COMO+CULTIVAR,00.html
http://www.sabordefazenda.com.br/

domingo, 2 de outubro de 2011

Os Amautas

fonte: El Amauta.org - Google images

Amautas e senda andina

O que significa “Senda Andina”? Acredito que muitas pessoas já ouviram a expressão, muitas delas até já sabem de seu significado, mas a maioria não conhece. Vamos para uma lição bem didática: o que é Senda? Senda é um termo técnico que a maioria das escolas filosóficas e algumas religiões se utilizam para designar o “Caminho”, o “Sendeiro”, o “percurso Espiritual” para àqueles que aspiram à união com o Divino.

É um conceito conhecido desde a Antigüidade e se refere ao Caminho da Perfeição. É um caminho de perfeição, descrito por vários místicos e discernido através da história por alegorias de muitos heróis gregos ou a morte e ressurreição de muitos mitos solares, indicando sempre um trabalho progressivo e de auto-aprimoramento. Uma caminhada sem interesses mundanos que permite um renascimento a níveis superiores de consciência.

No Hinduísmo, esse Caminho divide-se em 3 ramos principais: Kama-yoga (Caminho da Ação, voltado ao trabalho altruísta); Jñana-yoga (Busca do Conhecimento da Sabedoria) e Bhakti-yoga (Caminho da devoção, centralizada no amor). No Budismo, a Senda é descrita através da compreensão das 4 verdades, que depois de compreendidas, na senda de um Caminho, geram oito trilhas até atingir a iluminação: Entendimento Correto; Pensamento Correto; Palavra Correta; Atividade ou ação correta; Modo de vida Correto; Esforço Correto; Atenção Correta; e Concentração Correta.

O estudo mais interessante que temos sobre “As Sendas”, foi escrito por Helena Blavatsky, que nos evidenciou com riqueza e detalhes técnicos o que constitui uma Senda, quais são suas etapas e divisões. Aqui só faço um pequeno resumo, mas aos que se interessarem, podem buscar mais detalhes no livro: Glossário Teosófico (Blavatsky, Helena P.- Ed Ground -São Paulo). Resumindo, a primeira Senda seria a Probatória, onde o buscador realiza a sua purificação pessoal e desenvolve virtudes indispensáveis para sua ascensão. Blavatsky descreve as etapas principais, os quatro estágios principais; o primeiro é chamado de Viveka e trabalha o discernimento entre o real e o irreal. O Vairâgva que é o segundo estágio faz com que sejamos indiferentes a todas as coisas exteriores, passageiras ou ilusórias, trabalha-se com o desapego ao mundo material. A terceira etapa está voltada para o domínio do pensamento, da palavra e da ação. Somos treinados na tolerância, na paciência, na fé, no equilíbrio e na equanimidade. E a última etapa (Mumukcha) estabelece o desejo de união com a divindade e de libertação do Ciclo dos Renascimentos. Cumprindo estes requisitos o candidato é aceito formalmente como um discípulo de um Mestre de Sabedoria e recebe a primeira iniciação.

Conquistando sucesso sobre as provações, o Caminhante (Arhat), está salvo e já não é obrigado a reencarnar para continuar seu progresso (o qual não tem fim), mas pode fazê-lo voluntariamente para auxiliar o mundo e seus irmãos menores. Nesta condição exaltada sua consciência tem os primeiros acessos ao Nirvana, mas ainda não é considerado um ser verdadeiramente perfeito, e tem de realizar outras tarefas para capacitar-se para receber uma iniciação ainda mais alta. Ele deve romper definitivamente os cinco últimos grilhões, que são o desejo pela beleza da forma e desejo por uma vida numa forma, mesmo que seja no mundo celeste; desejo de vida mesmo sem forma; orgulho por suas realizações, e a possibilidade de sentir qualquer agitação ou irritação por qualquer motivo que seja mantendo uma serenidade inabalável em todas as situações. Recebendo a Quinta Iniciação, passa a se chamar Adepto, Mestre, Askha, Amauta – aquele que realizou o propósito para o qual nasceu; já não lhe resta aprender mais nada no reino humano. É como se essa pessoa fosse ungida pelo Espírito Santo e que assim, a primeira coisa que deve fazer é transmitir aos demais sobre o poder que recebeu.


Cruz Chacana - Wikipédia
A Senda Andina é um caminho que surgiu como um presente de Pachamama (Mãe Terra) e procura integrar homem e natureza da forma mais amorosa possível, fazendo com que cada Caminhante desenvolva um profundo sentimento de gratidão e reciprocidade diante de todos os seres viventes no planeta. A Mãe Terra acolhe todos os seres com amorosidade e quando nos dispomos a fazer o mesmo, essa integração amorosa vai gerar uma maneira alegre e simples de viver, fazendo com que se tenha muito consciente o valor de termos a vida, uma vida simples, terna e com muita paixão. Caminhar pela Senda Andina é nos integrarmos á um movimento destinado à expansão da consciência e à educação espiritual das pessoas, com o objetivo de melhorar a relação dos seres humanos com a vida. E, nesse sentido, sempre teremos ao nosso lado um Amauta reparado e acreditamos em uma só raça, a humana, e em uma só condição, a liberdade, ensinando lições e técnicas, aprendendo em unidade grupal. O Movimento que segue a trilha Andina ajuda seus membros a conectarem-se, efetivamente, com seus corações e a escutarem o seu Eu Interno, ajudando-os a confiarem na voz do coração, que é a voz de Pachamama.


Somos uma ponte entre duas energias cósmicas, de acordo com a percepção andina do mundo, somos os mediadores entre a energia de Tayta Inti e Pachamama, somos filhos do casal Divino, e como tais, somos herdeiros de grandes poderes e mistérios. O pai do céu nos entregou um Anjo Solar para nos inspirar e a Pachamama nos entregou como presente animais guias e protetores, que são portais a nossa totalidade. Através do acesso a esses portais conhecemos nosso mundo interno, nos entregamos ao mundo externo e integramos com totalidade à vida. Temos assim o poder para agirmos com sabedoria, seguimos uma intuição sagrada e trilhamos a senda com consciência.

Nas civilizações mais desenvolvidas da Cordilheira Andina, existia um grupo de sábios chamados Amautas, que ao contrário das civilizações orientais, não eram idolatrados e sim eram tidos como trabalhadores que serviam às tribos. No idioma “quéchua”, Amauta quer dizer “homem sábio”. O Amauta era um “caminhante” imbuído de missões muito importantes que iam desde ensinar teologia, contar histórias, criar artes, organizar festas e dar ao povo muita alegria. Um Amauta era uma pessoa sinalizada pelo Divino para seguir um processo especial de aprendizagem que lhe era conferido por outro Amauta mais antigo através da tradição oral, o que acontece até nossos dias. As características principais de um Amauta são: humildade, sensibilidade e disposição para abrir seu coração. O Amauta escuta todos por igual e seus conhecimentos estão todos acessíveis a quem queira aceitá-los; sua caminhada é guiada por seus ancestrais e pelo Grande Espírito.

O Amauta representa a união do céu e da terra, formando um vínculo com todos os seres. É um ícone latino-americano que representa com mestria e sabedoria a história sempre com humildade. Se observar o significado da palavra Amauta, veremos que ela está interligada a sentimentos de gratidão e reciprocidade perante o todo, resultando numa maneira de viver com simplicidade, ternura e paixão. O imenso valor de estar presente na vida, dando atenção a cada momento. O Amauta é um ser que tem noção dos mundos multidimensionais; sabe que é um nagual, que faz a ponte entre os vários mundos e que um de seus propósitos é a integração de todas as tradições espirituais. É um “caminhante” que compreende as energias que fazem parte do dia-a-dia. e pode nos ensinar com sabedoria, amor e devoção os rituais ancestrais andinos que nos auxiliam a entender Pachamama, sustentar nosso crescimento e valorizar o sagrado. Podemos trilhar a Senda Andina, num dos mais importantes trabalhos a serem feitos numa caminhada espiritual.

Essa caminhada pode ser iniciada com auxílio de um Amauta, mas constitui um trabalho pessoal, interno e profundo sobre as raízes do sofrimento, ou seja, nossas sombras ou egos, trazendo luz. Cada um de nós é responsável por si, por esta “limpeza interna” e quando enfraquecemos nosso ego, produzimos espaço interno, que nos faz florescer em amor e liberdade. Pela Senda Andina reaprendemos a importância de gestos antigos como reverenciar a família, os amigos, os costumes saudáveis de cada povo, sentindo, como nossa missão, o resgate dos valores vigorosos do carinho e da responsabilidade por viver em um planeta que está vivo e é nossa mãe, tentando cuidá-lo em todos os nossos dias, e ajudando os amigos e as pessoas que nos rodeiam a aumentar sua responsabilidade e consciência do cuidado que se há de ter com esse ser precioso que nos hospeda. Os Amautas nos ensinam com palavras simples e diretas, que a energia mais preciosa que temos é o amor, o carinho e a simplicidade; que se deve respeitar toda e qualquer tradição desde que se conserve o amor e o carinho pela Mãe Terra.

A Senda Andina nos revela como trilhar um espaço místico com cumplicidade e carinho, cultivando a solidariedade, a fraternidade e a busca em comum de uma vida com qualidade emocional, uma vida grupal, educando a consciência e irradiando carinho. Somos somente uma pequena semente no imenso jardim da vida, e devemos caminhar fraternalmente como pessoas unidas no propósito de semear consciência e carinho, crescer como comunidade (Ayllu) no amor à vida, a esta vida maravilhosa misteriosa e amorosa. Somos todos “caminhantes” e em nossas vidas laços energéticos nos unem a pessoas. Um dos objetivos da Senda Andina é eliminar qualquer ligação dependente, modificando nossos relacionamentos com as pessoas, instituições, situações, trazendo mais amor, alegria e liberdade, proporcionando uma nova maneira de viver e ser feliz.

Os trilheiros da Senda Andina sabem que é importante refazermos a conexão divina. Nosso cotidiano, na sociedade moderna nos distanciou do sagrado e muitos de nossos conflitos poderiam ser aliviados se nós voltássemos a respeitar a necessidade de retiro e de religação com a Mãe Terra Honraremos nosso Caminho Sagrado quando dermos conta do conhecimento intuitivo inerente a sua natureza receptiva; quando confiar nos ciclos da natureza e permitirmos que as sensações venham à tona dentro deles. Precisamos aprender a amar, compreender, e, desta forma, curar uns aos outros; devemos compreender que podemos penetrar no silêncio de nosso próprio coração para que nos seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade. Sabemos que a força das pessoas vem sendo distorcida pelas expectativas sociais de sucesso narcisista, de dominação da natureza, das crianças, do feminino e assim a força vital vai se desequilibrando... O caminhante de uma senda é um Guerreiro de Luz e aprende que deve gastar sua energia partilhando seus sentimentos em vez de lutar contra eles ou escondê-los e se caracteriza pela vontade de partilhar os sentimentos.

A caminhada é feita objetivando recuperar a nossa força interna, o retorno às nossas raízes e nos desvencilharmos aos poucos da personalidade que herdamos social e culturalmente de nossas famílias, a única que conhecemos e alimentamos até o momento. São também “o passaporte” para a entrada no “Ayllu” onde nos voltaremos a gestos antigos de reverenciar a família, os amigos, os costumes saudáveis de cada povo, sentindo, como nossa missão, o resgate dos valores vigorosos do carinho e da responsabilidade por viver em um planeta que está vivo e é nossa mãe, tentando cuidá-lo em todos os nossos dias, e ajudando os amigos e as pessoas que nos rodeiam a aumentar sua responsabilidade e consciência do cuidado que se há de ter com esse ser precioso que nos hospeda. Um trabalho mágico e simples com as forças elementais da Pachamama, para produzir equilíbrio energético e recuperar nossa relação com a vida uma caminhada que inspira uma profunda união com os elementos, num sentimento de amorosidade necessária, para o nosso crescimento pessoal como buscadores. Aprendemos que todo o povo de Pachamama participa da mesma tradição; aprendemos a cavalgar sobre o vento soprando livres em direção a nossa cura e desbloqueio.

Relembramos que acariciar a água nos limpa e nos torna mais sensíveis; que o fogo nos dá luz, calor e vitalidade e que Pachamama é estável, abundante e nos atende e nutre. Passamos a nos tornar mais conscientes de nossos padrões energéticos e da nossa necessidade de reconexão para que nossos corações escutem o suave sussurro de nossa voz interna, a voz da própria Pachamama.



Conforme consta no site a reprodução é permitida desde que citada a fonte e mantidos integralmente todos os créditos. 
Fonte: http://www.3milenio.inf.br/101/_artigo101j.htm

sábado, 1 de outubro de 2011

Durga



Quando ameaçada por demônios
corajosamente me protejo
com tudo o que sou
com tudo o que tenho
do âmago profundo
Invoco tudo aquilo de que preciso
Sou a "Inacessível" 
pois me coloco além do alcance
de tudo o que me destruiria
de tudo o que me aniquilaria
de tudo o que tenta me ferir
Sou a "Inatingível"
pois nada pode me alcançar sem que eu queira...


Fonte texto e imagem: Oráculo da Deusa - Amy S. Marashinsky - ilustração de Hrana Janto
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Outros olhares