segunda-feira, 30 de junho de 2014

Man on the Run - uma biografia sobre Paul McCartney depois da era Beatles

O sonho não acabou
Biografia destaca momentos marcantes da vida e da obra de Paul McCartney nos anos 70 Fora dos Beatles e em busca de linguagem pessoal, artista viveu fase hippie ao lado da mulher


por Mariana Peixoto - EM Cultura

Em 1973, entediado com o ambiente no Reino Unido, Paul McCartney decidiu que o novo álbum dos Wings deveria ser gravado num território mais exótico. Pediu à gravadora EMI a lista dos estúdios que ela possuía pelo mundo. Havia opções como Mumbai (então Bombaim), Pequim e até mesmo o Rio de Janeiro. Mas escolheu Lagos, na Nigéria. Vivendo com Linda e as filhas numa fazenda na Escócia, em ambiente hippie-rural, esqueceu-se de se informar sobre o local. 
Não sabia que o período escolhido para a empreitada era de monções. A praia que esperava pegar com a família em setembro sofria com chuvas diárias. Pior, sequer tinha consciência de que o país havia acabado de passar por uma guerra civil, então o ambiente era para lá de hostil. Pois os McCartney, mais o guitarrista Denny Laine (o baterista Denny Seiwell havia pulado fora da banda na noite anterior ao embarque para o Nigéria, copiando o guitarrista Henry McCullough, que tinha abandonado o barco semanas antes) conceberam ali seu mais importante álbum, Band on the run (lançado em dezembro daquele ano), também o mais conhecido álbum de um Beatle depois do fim da banda.

Em Man on the run – Paul McCartney nos anos 1970, o jornalista escocês Tom Doyle não busca o ineditismo (as 300 páginas da fluida leitura não trazem nenhuma revelação que vá surpreender um beatlemaníaco). O autor procura sim chegar à persona de McCartney, um músico que começa a década completamente desacreditado de si mesmo. Para Doyle, a década de 1970 foi para McCartney um período de luta e fuga. Com o fim dos Beatles – e McCartney em litígio com os ex-companheiros na Justiça – ele inicia um período difícil da vida musical. Na pessoal, o clima também é de recomeço. Recém-casado com a fotógrafa norte-americana Linda Eastman, embarca num ambiente familiar que contradizia em tudo o glamour que acompanha os rockstars. 

Com narrativa cronológica, que começa com o fim dos Beatles e termina com o assassinato de John Lennon, o livro veio de uma necessidade que o autor sentiu em tirar McCartney de sua zona de conforto. Ao longo da última década, realizou uma série de entrevistas com ele e sentiu, pouco a pouco, a armadura se abrir. “Para mim, uma imagem bem diferente começava a emergir, em nítido contraste com o tesouro (inter)nacional em geral percebido como ligeiramente oportunista e hesitante que, hoje em dia, canta na abertura dos Jogos Olímpicos ou se apresenta para a rainha... Por trás de sua forte imagem desse período, como um cantor de rock suave e de olhos de Bambi, ele era na verdade um indivíduo muito mais inclinado à contracultura”, escreveu Doyle. 

Maconha

O recorte da biografia de Doyle não é o período mais retratado na extensa bibliografia que existe sobre McCartney, daí que o tom, por vezes romanceado da narrativa, surja como um atrativo a mais. Depois do casamento e fugindo das constantes brigas com os Beatles, Paul se refugia com a mulher e Heather (filha de Linda, que ele criou) e Mary, a primogênita do casal, para a Escócia. Ali, o quarteto viveu da maneira mais rústica possível. Sem aquecimento, numa casa de poucos cômodos, McCartney se tornou Paul, o marceneiro. Consumidor voraz de maconha, teve até uma pequena plantação em casa – quando foi levado a juízo, justificou com a cara mais levada possível que recebia sementes de fãs e não sabia que aquela era de cannabis. 
Tão hippie quanto foi a primeira turnê dos Wings, que em fevereiro de 1972 rodou 10 universidades inglesas. Os músicos viajavam num ônibus de dois andares, chegavam de surpresa nos locais e faziam apresentações, a 50 cents por cabeça. McCartney admite, mais de uma vez, que foi Linda quem o salvou. A mulher, cuja atuação musical sempre foi discutível, aparece como uma figura forte que tinha consciência de sua limitação como tecladista. Mas foi a maneira que a família – que cresceu com o nascimento dos três filhos que tiveram juntos – encontrou para permanecer unida. Entre muitos erros e acertos, o retrato apresentado por Doyle humaniza o maior artista vivo do rock. 

Quanto a Band on the run, passadas sete semanas de gravação em Lagos, McCartney decidiu voltar à Inglaterra, onde o terceiro álbum dos Wings foi finalizado. Escapou ileso, ou quase, da aventura africana. Teve as fitas cassete originais roubadas por um grupo armado – como eram os únicos registros existentes, teve que gravar de novo as músicas, muitas das quais se lembrou de cabeça –; precisou provar ao músico Fela Kuti, que andava com um grupo de guarda-costas, que não tinha ido à Nigéria para “roubar” uma sonoridade africana; e de sofrer um ataque de pânico numa noitada, depois do consumo exagerado de maconha nigeriana. São histórias que, quatro décadas mais tarde, dão ainda mais sabor ao seu mais importante álbum fora dos Beatles. 

MAN ON THE RUN: PAUL MCCARTNEY NOS ANOS 1970

De Tom Doyle 
Editora Leya, 352 páginas, R$ 49,90

Trecho

“Talvez, estranhamente, um dos elementos mais agradáveis para Paul em tudo isso foi receber o cachê da banda, metade do valor arrecadado com os ingressos, depois da apresentação, um saco de moedas de 50 centavos, que depois foi igualmente distribuído pelo cantor entre os músicos. Em virtude do fato de, após assinar com a NEMS, de Brian Epstein, em janeiro de 1962, os Beatles jamais terem lidado com dinheiro vivo que ganhavam por suas apresentações, isso era uma emoção inesperada. Foi a primeira vez em 10 anos que Paul viu dinheiro depois de um show, e ele gostou do aspecto ‘dignidade do trabalho’ do músico disso, sentindo-se como ‘Duke Ellington dividindo o dinheiro’ com sua banda.” (Sobre o primeiro show dos Wings, em 9 de fevereiro de 1972, no refeitório da universidade de Nottingham, norte da Inglaterra)

Em forma

Nesta semana, Paul McCartney reapareceu em vídeo disponibilizado na internet para informar aos fãs que está muito bem. Em maio, ele ficou internado em Tóquio, onde faria shows da turnê Out there, Recuperando-se de um vírus, também teve que adiar a parte norte-americana da turnê. Aos 72 anos recém-completados, McCartney adiou os shows nos EUA para setembro e outubro. “Venham nos ver, que nós veremos você, sentindo bem e rock’n’rollin”, finalizou ele, antes de emendar um air guitar. 

Discografia no período

. Paul McCartney

. Paul e Linda McCartney

. Paul McCartney e Wings

. Wings




Fonte:http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/musica/2014/06/29/noticia_musica,156768/o-sonho-nao-acabou.shtml



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Pegadas na areia

Ao ver esta foto, me perguntei: qual é o limite para quem é criativo?
Bom, creio eu que nenhum.

2008, Stinson Beach, CA
Stinson Beach, California/2008
Esta é apenas uma das muitas belezas construídas na areia por Andres Amador.
Confira abaixo um trecho do texto de Ana Priscila Affonso, sobre o paisagista:

O paisagista Andres Amador é natural de San Francisco, EUA,  o artista desenvolve seu talento em  desenhos impressionantes feitos na areia da praia em grande escala, as imagens chegam a 500 metros.
Com o auxilio do Google Earth, Andres escolhe os locais e aproveita as fases de lua cheia para trabalhar durante a maré baixa até completar as obras. 

Continue lendo aqui




Confira todas as imagens AQUI
Visite o blog de Andres Amador



Fontes e links utilizados neste post:
http://misturaurbana.com/2013/12/arte-na-areia-por-andres-amador/

http://andresamadorarts.smugmug.com/photos/swfpopup.mg?AlbumID=36144644&AlbumKey=FSVp8L

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Beleza por detrás do concreto

Às vezes estamos tão acostumados com a paisagem local que acabamos por deixar de observar e admirar certas coisas tão óbvias.
No centro da cidade, num de seus muitos edifícios, há um deles que se destaca pela beleza de sua fachada e pela imponência de duas figuras indígenas.
Quem é aqui de BH sabe que estou falando do Edifício Acaiaca.
Dele, guardo algumas memórias dos tempos de criança.
O consultório do nosso dentista ficava lá, mais exatamente no 25º andar.
Confesso que além do "medo" natural de enfrentar o dentista, havia também um certo mal estar, devido ao elevador que, quando parava em cada andar, fazia um movimento como se estivéssemos sendo puxados para baixo.
Hum ... dava um friozinho na barriga.
Lembro-me ainda que apesar do medo, gostava de ir até lá para admirar estas belas figuras.
Ficava eu imaginado quem seriam elas e porque estariam ali. Guardiões de nossa cidade? Quem sabe!
Quando o edifício passou por um processo de limpeza, foi possível observar os detalhes das expressões faciais destes totens, o que só fez aumentar minha admiração por eles.
Anos depois, o consultório mudou de lugar e o que restou para fazer no Acaiaca, era ir ao cinema, que hoje em dia já não existe mais.
Apesar de atualmente ele estar precisando de várias reformas, ainda vale a pena escolher um andar qualquer, de preferência um dos mais altos, para dar uma olhada em nossa cidade...antes de um mar de montanhas, agora um mar de concreto, "coisas da evolução".
Segue abaixo a história deste, que já foi o edifício mais alto da cidade, com direito até a abrigo antiaéreo.
Confira!

Edifício Acaiaca, marco da arquitetura da capital e palco de muitas histórias


Do alto do Edifício Acaiaca, situado na avenida Afonso Pena, entre as ruas Espírito Santo e Tamoios, no Centro de Belo Horizonte, é possível ver quase toda a cidade. É o prédio mais alto de BH, com 120 metros de altura e 30 andares. Inaugurado em 1943, o Acaiaca foi projetado em formas geométricas pontiagudas e angulares, estilo art déco, e possui duas faces de índios na fachada, esculpidas pelo engenheiro Luiz Pinto Coelho. Palco de muitas histórias, o edifício já abrigou cinema, lojas de roupas femininas, boate, escola e serviu de também como espaço para a criação de grupos políticos. Hoje o local reúne escritórios de advocacia e de odontologia. O porão, atualmente usado apenas para carga e descarga, serviu como abrigo antiaéreo, já que a ideia era se defender de um suposto ataque alemão à cidade, uma vez que o edifício foi construído durante a Segunda Guerra Mundial. 

João Alves é um dos mais antigos funcionários do Acaiaca, ao qual dedicou mais de quatro décadas em diversas funções. João começou como faxineiro e hoje é ascensorista. Ele lembra a época em que o edifício abrigava a TV Itacolomi, na década de 1960, quando o edifício reunia muitos artistas e curiosos. “Naquele tempo o Acaiaca também tinha uma boate que era frequentada, principalmente, pela alta sociedade e pela classe política”, conta. Otacílio Negrão de Lima, então prefeito da capital, era presença confirmada em quase todas as noites. Existia também o Cinema Acaiaca, que tinha capacidade para 900 pessoas, e para o qual se formavam grandes filas de espectadores. No espaço que abrigava o antigo cinema, hoje funciona uma igreja evangélica.

O edifício também foi palco de acontecimentos políticos como o que foi registrado no 11º andar, onde surgiu os Novos Inconfidentes, grupo empresarial que se reunia para planejar um golpe de estado. O objetivo era acabar com a ameaça comunista que, segundo eles, estava próxima. No mesmo andar, funcionava o Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem. Além disso, a sede mineira do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também funcionaram no Acaiaca, o que tornava o prédio um pólo de cultura.

Lenda indígena

Próximo ao Arraial do Tejuco, hoje cidade de Diamantina, havia uma poderosa tribo de índios que vivia em constante luta com os tejuquenses e, inclusive, invadiam o arraial em alguns momentos. No local havia um grande cedro que os índios, na sua língua, chamavam de “Acaiaca”. Contavam eles que, no começo do mundo, o rio Jequitinhonha e seus afluentes encheram-se tanto que transbordaram, inundando tudo. Os montes e as árvores mais altas ficaram cobertas e todos os índios morreram. Somente um casal escapou, subindo na Acaiaca. Quando as águas baixaram, eles desceram e começaram a povoar a terra de novo. Os índios tinham, portanto, grande veneração por essa árvore e acreditavam que se ela desaparecesse, a tribo também teria o mesmo fim. 

Os portugueses que habitavam o arraial, conhecedores daquela crença, esperavam uma oportunidade para derrubar a Acaiaca. No dia do casamento da índia Cajubi, enquanto os índios dançavam em comemoração, os portugueses derrubavam a árvore a golpes de machado. Quando os índios viram cair por terra a árvore sagrada, ficaram aterrorizados. Pouco tempo depois da morte da Acaiaca surgiu uma grande desavença entre o cacique da tribo e os principais guerreiros. A desarmonia entre eles terminou em uma luta com muitas mortes. No dia seguinte, os tejuquenses não encontraram o menor sinal da Acaiaca. Diz a lenda que foi a partir dessa noite que os garimpeiros começaram a encontrar diamantes, que surgiram dos carvões e das cinzas daquela árvore sagrada.

Mais imagens em
http://www.panoramio.com/photo/38887371

Fontes texto e imagens:
http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/noticia.do?evento=portlet&pAc=not&idConteudo=106657&pIdPlc=&app=salanoticias

http://vejabh.wordpress.com/2010/09/20/ed-acaiaca/

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Gatos de jardim

Acabei descobrindo via Facebook, mais uma bela invenção humana com temática felina.
Gatos feitos de cerâmica para decoração de jardins.
Claro que nada substitui o prazer de conviver com estas criaturas ao vivo, em cores e pelos mas não sendo possível, até que dá pra matar a vontade.











Curioso é que cada "peça felina" tem uma cara diferente e com direto a nome e tudo.
Confira neste pequeno filme que eu fiz a partir das fotos que estão no site catpottery.co.uk

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Veja o processo de criação
Jazigo felino:

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A árvore do Yoga


fonte de imagem: yoganature7.wordpress

“Antes de plantar, primeiro cava-se terra, retirando pedras e ervas daninhas e afofando-a. A seguir, cobre-se a semente com a terra macia, tomando muito cuidado para que ela, ao começar a germinar, não se estrague sob o peso da terra. Depois alimenta-se a semente com água para que germine e cresça. Após um ou dois dias, a semente se abre e transforma-se em broto, do qual surge um caule. O caule então se divide em galhos e dá origem as folhas. Rapidamente, torna-se um tronco com galhos que estendem em várias direções, carregados com suas muitas folhas.

Da mesma maneira, a árvore do ser precisa ser cuidada. Os antigos sábios, ao vislumbrarem a alma, descobriram a semente dessa vivência no ioga. Essa semente tem oito segmentos, os quais à medida que a árvore cresce, dão origem aos oito membros do ioga.

A raiz da árvore do ioga é YAMA, que abrange cinco princípios: ahimsa (não- violência), satya (veracidade), asteya (abstenção da avareza), brahmacharya (controle do prazer sensorial) e aparigraha (livrar-se da ambição e do desejo de possuir mais do que necessário). O cumprimento dos ditames de yama disciplina os cinco órgãos da ação, que são os braços, as pernas, a boca, os órgãos reprodutores e os excretores. Naturalmente, os órgãos de ação controlam os órgãos da percepção e a mente – alguém pensa em fazer algum mal, mas os órgãos da ação se recusam. Resultado: o mal não será praticado. Os iogues, assim, começam com o controle dos órgãos da ação; yama é, por este motivo, a raiz da árvore do ioga.

O tronco é comparável aos princípios do NIYAMA, que são: saucha (higiene), santosa (contentamento), tapas (ardor), svadhyaya (auto-exame) e Iśvara-pranidhana (auto-rendição). Esses cinco princípios de nyama controlam os órgãos da percepção: os olhos, os ouvidos, o nariz, a língua e a pele.

Do tronco da árvore saem diversos galhos. Um é muito comprido, o outro cresce lateralmente, um parece estar em zigue-zague, outro nasce reto, e assim por diante. Eses galhos são os ASANAS, as várias posturas que levam as funções físicas e fisiológicas do corpo a entrar em harmonia com o padrão psicológico da disciplina iogue.

Dos galhos brotam as folhas cuja interação com o ar fornece energia para toda a árvore. As folhas absorvem o ar, colocando-o em contato com as partes internas da árvore. Elas correspondem ao PRANAYAMA, a ciência da respiração, que conecta o macrocosmo ao microcosmo e vice-versa. Observe como, em posição invertida, nossos pulmões tem a imagem de uma árvore. Por meio dos pranayamas, os sistemas respiratório e circulatório são levados à uma condição harmoniosa.

O domínio dos asanas e pranayamas ajuda o praticante à liberar a mente e o corpo, o que leva automaticamente à concentração e meditação. Os galhos são todos cobertos pela casca. Sem a proteção da casca, a árvore será devorada pelos vermes. Essa camada de revestimento protege a energia que flui dentro da árvore, entre as folhas e a raiz. Dessa maneira, a casca corresponde a PRATYAHARA, que é a viagem interna dos sentidos, os quais se desligam da pele e voltam para o âmago do ser.

A seiva da árvore, o suco que contém a energia dessa viagem para a interioridade do ser, é DHARANA. Dharana é concentração, é focalizar a atenção no cerne do ser.

O fluido ou seiva da árvore coliga a última pontinha da última folha à última pontinha da raiz. A vivência dessa unidade do ser, da periferia ao centro, unidade em que o observador e o observado são um, é obtida com a meditação. Quando a árvore é saudável e o suprimento de energia fantástico, as flores nascem. Nesse sentido, DHYANA, a meditação, é a flor da árvore do ioga.

Por fim, quando a flor se transforma em fruto, tem-se o SAMADHI. A essência da árvore está no fruto, e a essência da prática do ioga está na liberdade, na elegância natural, na paz e na beatitude do samadhi, em que corpo, mente e alma se unem e se fundem com o Espírito Universal.”

A Árvore do Ioga- B.K.S. Iyengar

Fonte:https://www.facebook.com/satyaescoladeyoga/photos/a.452130224890123.1073741829.450806025022543/453105954792550/?type=1&theater

domingo, 22 de junho de 2014

É sopa!

fonte: Food photography

Sexta-feira passada, assisti no Jornal da Cultura uma matéria sobre um festival de sopas que acontece em São Paulo e achei muito interessante.
Ainda que não seja o meu prato preferido, pois para mim, ela me faz lembrar os tempos de criança onde, hora eu vivia gripada, hora com dor de garganta e a bendita da sopa era a refeição mais indicada no meu caso.
Ouso dizer até que ela era obrigatória para que eu melhorasse o mais rápido possível.
Bem, traumas à parte, segue abaixo o link da reportagem sobre este festival e um pouco da história da sopa.
Para quem gosta, bom apetite!


O Festival vai até o dia 24 de Agosto de 2014.
Confira a programação AQUI

Mais do mesmo:


sábado, 21 de junho de 2014

Arquitetura + Música = Archimusic

Em 'Archimusic', o ilustrador Federico Babina lembra artistas famosos para traduzir o som em estruturas arquitetônicas



A união entre música e arquitetura, traduzindo a sonoridade em estruturas, é o mote para o mais recente trabalho do ilustrador italiano Federico Babina. Na série de desenhos intitulada Archimusic, o artista explora o imaginário através de representações arquitetônicas de 27 clássicas canções.
De Miles Davis, Elvis Presley, a Michael Jackson e Amy Winehouse, as obras celebram o elo mágico - e à primeira vista imperceptível - que nasce da racionalidade por trás da construção de sons e de edifícios. 
“Música e arquitetura estão intimamente ligadas por uma conexão cósmica. Ambas são geradas por um código subjacente, uma ordem revelada pela matemática e pela geometria”, descreve Babina. As construções traçadas são colocadas na pauta musical como uma metáfora para a fundação estrutural. Enquanto algumas estruturas remetem aos próprios autores, outras lembram álbuns famosos, tons melódicos, harmonias, acordes e progressões espaciais evidentes nas músicas.
Para Federico, as imagens fazem sobressair a clara genealogia cultural compartilhada entre arquitetura e música. “A cor e as diferentes nuances da música moldam as formas e volumes. A leitura horizontal oferece algumas linhas musicais, ao passo que a leitura vertical revela tanto a harmonia e a dissonância. Um edifício como uma progressão harmônica seguindo o movimento dos acordes. Um ritmo de sólidos e vazios que reproduz as sequências de notas e silêncio”, finaliza.


Os 27 Músicos, suas canções e as construções:

01. Miles Davis
So what 

02. Freddie Mercury
Bohemian rhapsody 

03. The Beatles
Let it be 
04. Michael Jackson
Billie Jean 
05. Mozart
Requiem 
06. The Police
Every Breath You Take 
07. Radiohead
No Surprises 
08. John Coltrane
Naima
09. Pink Floyd
Wish You Were Here 
10. Joy Division
Love WIll Tear Us Apart 
11. David Bowie
Space Oddity 
12. Chet Baker
My Funny Valentine
13. Jim Morrison
Light My Fire 
14. Blur
Song 2 
15. Björk
Joga 
16. Charlie Parker
Confirmation 
17. Nick Drake
River man 
18. Nirvana
Smells Like Teen Spirit 
19. Jimi Hendrix
Hey joe 
20. Manu Chao
Me gustas Tu/ Desaparecido 
21. J. S. Bach
Suite pour violoncelle N°1 
22. The White Stripes
Seven nation army 
23. Philip Glass
Morning Passages 
24. Laurie Anderson
O superman 

25. Elvis Presley
Can't Help Falling In Love 

26. Amy Winehouse
Rehab 

27. Paco de Lucia
Entre dos Aguas 


UAI

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Inverno

Depois de horas bisbilhotando vários sites para saber o que nos reserva este inverno, eis que aqui chego com o que de bom eu li, vi e ouvi.
Uma salada? Pode até ser, mas foi feita com carinho:)
imagem: The Seasons: Winter (1896)

* Segundo o INPE o inverno no Brasil começa amanhã dia 21 de Junho, mais exatamente às 07h51.

* Vale conferir AQUI um belo artigo de Arjun Das, sobre a influência das estações do ano em nosso corpo.  Dá-lhe ayurveda!


imagem: Vivaldi
* Le quattro stagioni, conhecidos em português como As Quatro Estações, são quatro concertos para violino e orquestra do compositor italiano Antônio Vivaldi, compostos em 1723 e parte de uma série de doze publicados em Amsterdã em 1725, intitulada Il cimento dell'armonia e dell'inventione. Ao contrário da maioria dos concertos de Vivaldi, estes quatro têm um programa claro: vinham acompanhados por um soneto ilustrativo impresso na parte do primeiro violino, cada um sobre o tema da respectiva estação. Não se sabe a origem ou autoria desses poemas, mas especula-se que o próprio Vivaldi os tenha escrito.


* Ouça AQUI o Inverno, mas eu sugiro que ouça TUDO, é lindo demais!

* Conheça os poemas de Vivaldi em duas versões:
brasileiras e portuguesas.

Bom inverno pra todos... brrrrrrrr



Link utilizado neste post: 
http://triguna.com/go/o-papel-sutil-das-estacoes/

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Nheengatu - língua boa

NHEENGATU, vi esta palavra estampada na capa de um cd dos Titãs (que eu nem sabia que ainda existia) e fiquei curiosa, afinal é uma palavra estranha mas que ao mesmo tempo, me deu uma sensação de ser familiar.
Segue abaixo o que consegui saber a respeito desta língua boa ou nheengatu:

"Terra Brasilis", 1519, mapa por Pedro Reinel e Lopo Homem, Atlas Miller,

O nheengatu, também conhecido como nhengatu, nhangatu, inhangatu, língua geral amazônica, língua brasílica, tupi, língua geral, nenhengatu e tupi moderno, é uma língua derivada do tronco tupi.
Pertence à família linguística tupi-guarani.
O nheengatu surgiu no século XIX, como uma evolução natural da língua geral setentrional, em um desenvolvimento paralelo ao da língua geral paulista, que acabou se extinguindo.
Até o século XIX, foi veículo da catequese e da ação social e política luso-brasileira na Amazônia, sendo mais falada que o português no Amazonas e no Pará até 1877. Atualmente, continua a ser falado por aproximadamente 8.000 pessoas na região do vale do Rio Negro.

História:
Quando os colonizadores portugueses chegaram ao Brasil encontraram diversas línguas ou dialetos aparentados da família Tupi-Guarani usados ao longo da costa do Brasil. Desconsideradas as diferenças dialetais, na prática havia uma "língua brasílica" da qual os colonizadores podiam se servir como língua franca para se comunicar com os indígenas ao longo de um vasto território.
Essa "língua brasílica" falada pelos índios, o tupi antigo, foi absorvida pela sociedade colonial, sendo usada não apenas por índios e jesuítas, mas também como língua corrente de muitos colonos de sangue português. Passando a ser chamada de "língua geral", foi levada junto com os portugueses na conquista do território brasileiro, sendo imposta até a povos indígenas que falavam outras línguas. Evoluiu para dois ramos, a língua geral setentrional, no norte, e a língua geral paulista, no sul. Em seu auge chegou a ser a língua dominante do vasto território brasileiro. Um manuscrito anônimo do século XVIII é emblematicamente intitulado "Diccionario da lingua geral do Brasil, que se falla em todas as villas, lugares, e aldeas deste vastissimo Estado, escrito na cidade do Pará, anno de 1771".
Entretanto, a língua entrou em declínio no fim do século XVIII, com o aumento da imigração portuguesa, e sofreu duro golpe em 1758, ao ser banida pelo Marquês de Pombal, por ser associada aos jesuítas, que haviam sido expulsos dos territórios dominados por Portugal. Encurralada, a língua geral paulista gradualmente se extinguiu. O declínio da língua geral na Amazônia se acentuou com a chegada de migrantes nordestinos falantes do português por ocasião da grande seca de 1877.

Atualmente:
O nheengatu ainda é falado por cerca de 8 000 pessoas no Brasil (3.000), Colômbia (3 000) e Venezuela (2.000), especialmente na bacia do rio Negro (rios Uaupés e Içana).
Para além disso, é a língua materna da população cabocla e mantém o caráter de língua de comunicação entre índios e não índios, ou entre índios de diferentes línguas.
Constitui, ainda, um instrumento de afirmação étnica dos povos que perderam suas línguas, como os barés, os arapaços, os baniuas, os Werekena e outros.
O nheengatu é uma das quatro línguas oficiais do município de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do estado do Amazonas, no Brasil.



Projeto da Wikimedia Brasil Línguas:
Este projeto almeja a difusão de conhecimento livre em Nheengatu (língua brasílica - tupi moderno), por meio dos projetos Wikimedia.
Tem como objetivos criar o Wikicionário em Nheengatu e a Wikipédia em Nheengatu.

Saiba mais AQUI  e AQUI

terça-feira, 17 de junho de 2014

Bonsais na palma da mão

Menos de 3 cm! Encante-se com a delicadeza dos microbonsais
Cultivadas em vasos minúsculos, plantinhas dão novo significado à arte de produzir miniaturas


Os melhores perfumes estão nos menores frascos... E as mais belas plantinhas também! É impossível não se 'derreter' diante da delicadeza dos minúsculos minibonsais. Embora sejam conhecidos por seu tamanho reduzido, os bonsais ficaram ainda menores e já se tornaram uma tendência na decoração de muitas casas japonesas.

Segundo especialistas, obter bonsais com menos de três centímetros é uma tarefa quase impossível, mas alguns artistas aceitaram o desafio, plantando espécies em microvasinhos. O sucesso da atividade deu origem a uma nova categoria conhecida como cho-mini-bonsai, ou bonsai ultrapequeno. De tão delicados, os vasinhos cabem com folga entre dois dedos! Isoladas ou agrupadas, essas microplantinhas são perfeitas para quem deseja ter um autêntico jardim japonês. Confira:



 


 


Fonte: UAI

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Sexta-feira 13 e uma lua de mel

Estava pensando no que postar aqui hoje e acabei por escolher uma bela canção dos Beatles chamada "The Honeymoon Song", (em bom português "A Canção Lua de Mel").
Antes de publicar a postagem, me lembrei que hoje é uma sexta 13 e fui buscar mais informações sobre este dia. E não é eu que achei?
Existe um fenômeno lunar chamado lua-de-mel.
Haja mel, haja lua!
Quer uma sugestão?
Ouça a canção primeiro e depois leia o artigo sobre esta tal "lua de mel", com direito a transmissão ao vivo(*).
Bons sonhos:)



Coincidência rara, lua de mel acontece nesta sexta-feira 13 


Nos primeiros minutos desta sexta-feira (13), as pessoas que estiverem na parte leste da América do Norte vão assistir a um fenômeno conhecido como lua de mel, que é a coincidência da fase de lua cheia com o período (chamado perigeu) em que ela está mais próxima da Terra  -- a 362.065 km de distância. Estas duas circunstâncias vão proporcionar a quem estiver nesta região uma luz com tons de mel mais brilhantes; uma lua mais âmbar que outras luas cheias este ano.
A coincidência da lua cheia com a sexta-feira 13  não é tão incomum, pois ocorre a cada três anos em média. Mas ter a combinação de uma lua de mel e uma sexta-feira 13 é rara. Aconteceu pela última vez no dia 13 de Junho de 1919, de acordo com o site de astronomia popular Universe Today, e só vai acontecer de novo em 13 de Junho de 2098.
A parte mais espetacular da chamada lua de mel começa horas antes da meia-noite, devido a uma ilusão de que a lua parece maior no céu quando está perto do horizonte. Quem não estiver na parte leste da América do Norte poderá assistir a este espetáculo astronômico virtualmente, através da transmissão ao vivo (*)feita por um webcast de alta definição pelos telescópios Slooh nas Ilhas Canárias, na costa de África.
Aqui no Brasil, a transmissão começará às 22h30 desta quinta-feira (12), uma programação perfeita para encerrar a romântica comemoração do Dia dos Namorados e iniciar a sexta-feira 13; o clímax da lua de mel deve vai acontecer por volta da 1h15 no horário brasileiro.

Fonte: UOL

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Poppy, descanse em paz:(

Em Maio passado, postei AQUI um artigo sobre a Poppy, a gata mais velha do mundo.
Fiquei sabendo agora que ela faleceu.
Segue abaixo um trecho da reportagem publicada no site Terra.

Semanas após entrar para o Guiness World Records, o livro dos recordes, como o gato mais velho do mundo, segundo o Daily Mail.
Poppy, uma gata tortoiseshell (de pelagem multicolorida), morreu na última sexta-feira, 6, em consequência de problemas nas patas traseiras e uma infecção.
Sua dona, Jacqui West, de 43 anos, contou que, embora a família soubesse que esse dia chegaria, todos ficaram devastados com a perda.

"Ela teve uma semana ruim, estava tomando antibióticos, na quarta, e suas pernas pareciam deixá-la muito deprimida, não era a Poppy de sempre", lembra West.

A gata foi enterrada no jardim da casa da família, junto de outros animais de estimação.


fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/animais/gato-de-24-anos-morre-apos-entrar-para-livro-dos-recordes,cbd468c4caa86410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

domingo, 8 de junho de 2014

Ashtamangala - Oito Símbolos Auspiciosos Tibetanos



No budismo do Tibete, os símbolos são uma parte da vida diária. Nos primeiros séculos, as estátuas de Buda não estavam em uso; arte budista usou símbolos para representar os ensinamentos do Buda.

Há oito símbolos centrais do budismo tibetano conhecido como os "Oito Símbolos Auspiciosos". Você vai encontrá-los em todos os lugares no Tibete e nas comunidades em exílio. Eles são tradicionalmente oferecidos aos professores durante as cerimônias de vida longa e são usados ​​em várias formas de arte ritual. Acredita-se que cada um dos símbolos tibetanos representa um aspecto de ensinamentos do Buda e quando aparecem todos juntos os seus poderes são multiplicados.

Aqui está uma explicação de cada um:


imagem: Parasol
1. O Precioso Guarda-Sol, onde a frescura da sua sombra simboliza a proteção de doenças, forças negativas, obstáculos e todo o tipo de sofrimento. 











2.Peixes Dourados, representados por dois peixes na vertical com suas cabeças voltadas um para o outro. Simbolizam a felicidade dos seres sem medo, sem o sofrimento do Samsara, pois os peixes têm liberdade completa na água. Representam a fertilidade e a abundância, já que se multiplicam rapidamente.  Muitas vezes são dados como presente de casamento.






imagem: Bumpa
3. Vaso de Tesouros sem fim, ou Bumpa, é representado por um recipiente bojudo com um pescoço curto e esguio e uma jóia no topo. Possui a qualidade das manifestações espontâneas: por mais que se esvazie o vaso, este mantêm-se sempre cheio.
Simboliza uma vida longa, riqueza e prosperidade e todos os beneficios deste mundo e da libertação.






imagem: Lotus flower
4. Lótus, a flor de lótus denota pureza mental e espiritual e é um lembrete pungente dos ensinamentos do Buda. O crescimento do lótus na lama e através da água, seu descanso final sob a luz do sol, simboliza o progresso da alma ou da mente através da lama do materialismo, as águas de experiência e para o sol da iluminação.







The (Right-Spiralling) Conch Shell
5. A Concha denota a fama dos ensinamentos do Buda, proclama a verdade dos ensinamentos do Dharma. Ela é usada para chamar o sangha e serve como um instrumento musical e como um recipiente de água benta.









imagem: Endless knot
6. Nó Eterno, um ornamento gráfico fechado compreendendo linhas entrelaçadas que se sobrepõem, sem começo nem fim, simboliza a infinita sabedoria e a eterna compaixão de Buda. Ele representa a continuidade como a base da realidade da existência.








imagem:The Victroy Banner
7. Estandarte da Vitória denota a vitória do ensinamento do Buda e do triunfo da sabedoria sobre a ignorância.











imagem: Dharma wheel
8. Roda é um dos símbolos mais importantes do budismo tibetano e representa continuidade e mudança, num movimento circular eterno. Adotada pelo budismo como o simbolo dos ensinamentos de Buda. O movimento da roda simboliza a rápida transformação espiritual revelados nos ensinamentos de Buda, o ultrapassar de todos os obstáculos e ilusões. (*)






ASHTAMANGALA - The Eight Auspicious Symbols
As peças deste CD de Michael Ormiston e Candida Valentino representam reflexões sonoras contemporâneas sobre os oito símbolos auspiciosos do budismo.

Ouça nos links abaixo


Faixa 1: Nidhana Khumba (Treasure Vase)
Faixa 2: The Wheel of Life, Eternal Knot, Anahata Medley
Faixa 3: Wish Fulfilling Prayer (Treasure Vase ) (Soundcloud)
Faixa 4: Two golden fishes (Soundcloud)
Faixa 5: Parasol Protection Mantra & Banner of Victory
Faixa 6: LotusConch e Parasol sound journey  (Versões curtas - Soundcloud)



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