Este animal se chama Chrysocyon brachyurus que quer dizer “animal dourado de cauda curta”. É chamado Guará porque em tupi-guarani, a língua dos indígenas, guará significa “vermelho”. Tem o corpo todo dourado; as patas e os pelos da nuca pretos; a cauda, o papo e um pouco do rosto brancos. É branco também o pavilhão das orelhas, que se movimentam como um radar, captando todos os sons e movimentos.
É o maior canídeo da América do Sul, sendo encontrado desde o sul da Amazônia até o Uruguai, excetuando-se o litoral, os picos de altitude e a Mata Atlântica. É canídeo, ou seja, da família do cachorro, do cachorro-do-mato, do coiote, do chacal, da raposa e do lobo europeu, americano e canadense, o Canis lupus. E é o maior canídeo da América do Sul porque a fêmea mede 90cm e o macho, 95cm, aproximadamente. E da ponta do focinho até a ponta do rabo, 1,45m.
Leia mais e ouça o Lobo Guará no Santuário do Caraça
O Espelho de Urânia é um conjunto de 32 cartas coloridas à mão, representando as Constelações celestes.
Publicadas pela primeira vez por volta de 1825 por Samuel Leigh, as gravuras são de Sidney Hall, mas sua autoria foi atribuída a timidamente "a uma senhora", porém Peter Hingley, bibliotecário da Royal Astronomical Society, de Londres, atribuiu a autoria das mesmas ao reverendo Richard Rouse Bloxam.
Ao que parece, o Espelho de Urânia foi inspirado no Celestial Atlas de Alexander Jamieson,publicado em Londres, três anos antes.
Existem duas versões dessas cartas:
Na primeira edição, foram desenhadas somente as estrelas da constelação em questão deixando assim, o restante da carta vazia e pouco atraente.
Já na segunda edição, foram adicionadas as estrelas das constelações circundantes, o que fez com que as cartas ganhassem um novo brilho.
Uma característica atraente destas cartas é que elas foram perfuradas nos locais onde aparecem as estrelas.
Cada perfuração tem um tamanho diferente conforme a magnitude da estrela, dando ao observador, a sensação de estar vendo as constelações como se estivesse olhando para o céu.
Segundo consta, algumas destas cartas acabaram sendo acidentalmente queimadas, já que naquele tempo era comum fazer esta observação colocando-as sob a luz de uma vela acesa.
Interessante ainda, é que como elas foram pintadas à mão em estilo aquarelado, os coloristas acabaram por imprimir em cada conjunto um tom de cor peculiar, apesar dos editores terem estabelecido que elas deveriam ter o mesmo padrão. Um livro chamado "A Familiar Treatise on Astronomy" escrito por Jehoshaphat Aspin foi produzido em 1825 especialmente para acompanhar as cartas.
Este livro passou por pelo menos por quatro edições, sendo que a última foi publicada em 1834. Em 1832, as cartas e os livros também foram publicados nos Estados Unidos e em 2004 a elas foram relançadas pela Barnes & Noble.
A idéia das cartas com as constelações de estrelas transparentes foram adotadas por pelo menos três outros autores:
Franz Niklaus König Atlas Celeste de 1826 Himmels-Atlas in transparenten Karten por Friedrich Braun em 1850 e Otto Möllinger - Himmelsatlas, 1851, embora falte à eles a beleza artística e o estilo do "Espelho de Urânia".
Deusa egípcia guardiã da justiça, da sabedoria e da verdade. Maat era filha do deus solar Rá e esposa de Thoth, o deus da sabedoria, da magia e do conhecimento. Como senhora do julgamento, suas leis governavam os três mundos e até mesmo os deuses deveriam obedecê-las. Suas imagens mostram-na pesando os corações dos mortos, comparando-os a uma pena de avestruz que adornava sua tiara. Em seus julgamentos, era assistida por um tribunal de quarenta e dois juizes que avaliavam a pureza das almas ou a presença do mal em suas vidas. Se a alma estivesse leve pelo uso justo da verdade, o morto entrava no mundo subterrâneo à espera do renascimento. Se a balança se inclinasse com o peso das maldades e mentiras, o morto era devorado pela deusa Ahemit, que tinha o corpo de leão, hipopótamo e crocodilo.
A carta astrológica do nascimento, também conhecida como mapa astral natal, é a representação do céu no momento do nascimento da pessoa. É uma ferramenta complexa e muito interessante, principalmente para os que buscam se aprofundar no autoconhecimento.
Dois pontos muito importantes no mapa são os luminares, ou seja, o Sol e a Lua, que são analisados de acordo com seus signos, casas e aspectos. Neste texto tentaremos diferenciar, um pouco, a energia lunar da solar, que é um detalhe muito importante e que, muitas vezes, acabam se confundindo.
A Lua representa, além de muitas outras características (merecia um texto pra esse tema), o perceber e o receber tudo o que está a nossa volta e o signo em que a Lua estiver é que dirá a forma como percebemos e recebemos essas informações e situações.
Vamos aos exemplos que são ótimos para tornar o texto mais divertido, apesar de muitos simples pois estamos vendo só a Lua no signo e desconsiderando todo o resto (ou seja, o exemplo é só ilustrativo e não se aplica a ninguém, pois todos temos uma complexidade muito maior que essa).
Em uma reunião de amigas, alguma solta uma indireta em voz alta...
Aquela que possui a Lua em Áries: já acha que foi pra ela.
A da Lua em Gêmeos: já sabe pra quem foi a indireta.
A da Lua em Virgem: analisa pra saber se é ou não pra ela, mesmo que a chance seja nula.
A da Lua em Libra: se sente desconfortável com a atitude dessa pessoa que desarmonizou o ambiente.
A da Lua em Peixes: já sabe o que a pessoa quer com tal atitude.
O Sol representa, além de muitos outros elementos, as características do nosso ser, e o que é importante para a pessoa se sentir bem e se recarregar. Sendo que, recarregando o Sol de forma rica e com as energias adequadas para o crescimento espiritual de cada um teremos mais luz para iluminarmos a nossa Lua e todos os outros astros, nos tornando seres cada vez mais evoluídos e inteiros.
Este livro traz os processos psicológicos simbolizados pelo Sol e pela Lua que mesmo sendo básicos atuam nos seres humanos, pois a luz lunar, nos ensina a sentir compaixão a nos relacionarmos e até de cuidarmos de nós mesmos. A luz solar nos leva a jornada do herói pela ansiedade, perigo e solidão, e nos informa de nossa própria divindade. Neste novo e exitante volume dos Seminários sobre Astrologia psicológica, os autores se unem para discutir a mitologia e a Psicologia da Lua, a importância dos relacionamentos, o papel do pai no desenvolvimento individual, o modo como a mãe afeta a pessoa e como mesclamos a energia do Sol e da Lua no decorrer da existência.
...ontem publiquei aqui no blog um texto sobre o Ho'oponopono e durante todo o dia, para todo canto que eu ia, acabava encontrando um livro ou um recado relativo ao tema "perdão".
Dentre tantas coisas boas que li, acabei escolhendo para a postagem de hoje um texto e três invocações que estão no livro "A Invocação dos Anjos" de Padma Patra, que me tocaram bastante.
Meu mestre disse que esses Anjos têm a função de evitar futuros sofrimentos. Espalham-se ao redor dos homens e semeiam a concórdia e relações humanas harmoniosas.
Sorri para o meu Mestre, - Eles devem ter muito trabalho - murmurei,-, pois perdoar é difícil. Na Terra não é costume.
- Mas é Lei -, disse meu Mestre com a voz ao mesmo tempo firme e suave.
- É mais fácil sentir rancor que perdoar -, continuei defendendo meu ponto de vista .
- Talvez -, disse ele. - Mas o rancor é o pai das grandes doenças. Conhece alguém que tenha adoecido por ter perdoado?
Invocações
1. Perdão para com as ofensas
Divinos Anjos: Meu irmão me ofendeu e em mim ficou uma ferida. Que a ferida feche, para que não se converta em rancor. Que do sangue que dela jorrou possam crescer as flores do perdão. Que eu compreenda que ganho mais perdoando que odiando. Porque o perdão cura, purifica e eleva.
2. Perdão para com os inimigos
Se alguém se aproximar de mim para me prejudicar, peço que os Anjos do Perdão transmutem esses sentimentos negativos em amor. Perdoa-os, Senhor, porque não sabem o que fazem. Divinos Anjos, peço que guiem meus inimigos para a luz.
3. Perdoando a si próprio
Meu coração está submerso no sentimento de amor. Solto os pensamentos de ódio. Fico livre. Estou entrando na paz. Perdôo a mim mesmo por qualquer erro cometido, seja em pensamento, palavra ou ação. Liberto-me do sentimento de culpa. O perdão de Deus chega até a mim por intermédio de Seus Anjos e sou feliz... feliz... feliz...
"Sinto muito" e "Te amo" - Processo de cura Havaiano:
Ho'oponopono significa amar-se a si mesmo
Já ouvimos muitas vezes que criamos nossa realidade, que o mundo é um reflexo de quem somos, que somos todos um, que tudo começa e termina em nós. Acredito que vocês já saibam disto. Mas, outra coisa é verificar se, de fato, compreendemos a essência de todas as afirmações que fazemos. Existe um processo de cura e perdão criado por uma tribo havaiana, a dos Kahunas. O método chama-se: Ho´oponopono. Parece estranho dizer que existe um processo de perdão, mas vejam só: Você julga ou condena alguém por algo que tenha dito ou feito, ou deixado de dizer ou fazer? Você julga ou condena quando sabe que alguém está doente, porque não teve bons hábitos alimentares ou higiênicos ou sexuais?
Você julga ou condena quando vê alguém repetir uma situação? Você julga ou condena quando alguém sofre por um mal, que outra pessoa tenha feito?
Então, você é humano! E por ser humano, tem consciência de seus pensamentos, portanto, condições de modificá-los, se quiser... Esse processo consiste em curar e perdoar primeiramente você, porque somos espelhos do mundo, o mundo reflete nossos pensamentos e ações, as pessoas refletem nossos pensamentos, ações, emoções e comportamentos. Devemos também sempre nos lembrar que o perdão é um processo, não é um fim em si mesmo. Estamos sempre precisando perdoar algo, seja em nós mesmos, nos outros, nos eventos ou nas instituições. Portanto, tenha em mente que hoje é um bom dia para perdoar.
Falando assim, parece estranho, mas se você desejar melhorar a sua vida, você deve cura-se e perdoar-se. Se você deseja curar ou perdoar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você faz curando a si mesmo. É tão simples! Nada está do lado de fora, mas dentro de você, da sua mente.
Para todos e para cada um de vocês: Sinto muito, eu te amo! Não importa que tipo de problema existe,
trabalhe com você mesmo.
A Mandorla é um símbolo antigo de dois círculos se unindo em sobreposição de um ao outro formando assim uma forma de amêndoa no meio. Mandorla significa amêndoa em italiano.
Conhecida também como a "Vesica Piscis" que simboliza a interação e interdependência dos mundos e das forças de oposição. Este símbolo tem origens antes da era cristã. Os cristãos primitivos usavam este símbolo como um método para descrever a união do Céu e da Terra, entre o Divino e o humano.
Os círculos simbolizam os opostos que interagem ou se complementam.
O espaço dentro da sobreposição é o lugar em que somos chamados a "permanecer", o "espaço limiar" .
Richard Rohr fala: Este é um lugar onde você chega depois de ter saido de uma moradia mas ainda não entrou em outra. Neste lugar, você está vivendo num umbral e isto requer fé. Todas as transformações ocorrem num espaço limiar.
Se negarmos um dos opostos (como por exemplo, a nossa sombra ou a morte), os círculos podem apenas se tocar, mas não se cruzam. Nesta situação, estamos polarizados, fora de equilíbrio. Quando nos tornamos totalmente integrados, a sobreposição é total e parece haver apenas um círculo (pelo menos por um tempo).
A Mandorla, conhecida no Oriente e do Ocidente, expressa um ponto de vista do místico, simbolizando as tensões da vida, a tensão dos opostos complementares.
O racional da mente "calculista"/Mente contemplativa
A Mandorla retrata a união de aparentes opostos, a mesma união do que os místicos falam. Nosso ego-consciência divide a realidade em sujeito e objeto, ao passo que a verdadeira auto experiência é a unidade e harmonia; Thomas Merton fala freqüentemente sobre isso em seu livro O Novo Homem. Na Mandorla ambos os aspectos coincidem.
Para comemorar os 50 anos das sandálias Havaianas, a marca lança um modelo especial, inspirado no principal marco de sua história, uma homenagem aos consumidores que contribuíram com a trajetória da empresa. São dois modelos comemorativos: o que lembra aquele originalmente lançado em 1962, de solado branco e tira colorida, e o de uma cor só, simulando aqueles de solado virado. Serão produzidos 50 mil pares da nova sandália, que será vendida no Brasil, Estados Unidos, Europa e em outros países. E para celebrar o momento, 100% da receita líquida da venda dos produtos será revertida ao projeto Selo Unicef, iniciativa do fundo voltada aos municípios brasileiros para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes.
A inspiração da sandália comemorativa foi a virada da marca que aconteceu nos anos 90, quando as pessoas tiveram a ideia de virar a sola das Havaianas para cima, criando a sandália de uma cor só, o que precisava pra inovar e lançar as Havaianas Top. Depois disso milhares de estampas, modelos e cores, que o mundo todo usa foram lançados.
A marca surgiu na década de 60, quando a Alpargatas decidiu criar um calçado acessível ao bolso de qualquer brasileiro. Inspirada na sandália japonesa de palha de arroz (Zori), as Havaianas chegaram ao mercado em borracha, com palmilha em textura que reproduz o “grão de arroz” da palha. Em 1994, a marca se reinventou com a criação da Havaianas Top, linha de sandálias monocromáticas, em cores alegres e alinhadas com as tendências da moda.
Urano simboliza a intuição por excelência, intuição no sentido de síntese de uma documentação assombrosa, de experiência múltipla vivida vertiginosamente, de relações lúcidas e precisas entre os diferentes planos da existência.
Como tal, expressa Urano a lei do Homem Arquetípico atuando no mundo, os Cristos em sua missaõ pública, a perfeição usando a forma como veículo de expressão e de comunicação; o nível mais insignificante de Urano se chama genialidade. Neste sentido, Urano sempre tem sido associado ao incomum, ao extraordinário e inesperado, ao incrível e ao maravilhoso, à supra-lógica, à Cosmobiologia.
Urano representa a revelação de poder supra-normal da mente. A aparição da luz que o brilho resplandecente do Sol nunca deixa ver aos olhos comuns. Uma vez que o homem tenha transposto o deserto (Saturno), descobre que absolutamente tudo o sabe, e em tudo encontra relação perfeita; compreende as analogias e as razões de todas as formas e suas transformações, e se dá conta de que o homem neste estado é, ele mesmo, a SABEDORIA VIVENTE: é o Verbo encarnado. A maioria dos homens chamados "gênios" pela humanidade, somente têm falado de suas experiências do deserto (o qual de modo geral, nunca lograram atravessá-lo por completo) , de seus espelhismos, visões e revelações; muito poucos têm transposto o Deserto. Portanto, Urano é a revelação concreta da Sabedoria Completa, de forma que o homem não confunda os espelhismos e as visões com a verdadeira Sabedoria. Urano demonstra ao homem que a VERDADE não é conceitual, senão, a reunião de todos os conceitos confuindo em um vértice - o ser total do homem (1)-; revela-lhe que a Verdade não é agente de sofrimento senão de serenidade absoluta e resplancedente, e que a Verdade não é contraditória nem multívoca ou excludente de realidades existentes, senão que é a UNIDADE PERMANENTE PRESENTE que abarca todas as manifestações físicas e supra-físicas em uma coerência absoluta. Urano revela ao ser humano as características do Homem Original, o qual é uma parte do caminho que ele está destinado a percorrer; alerta-lhe acerca da impossibilidade de passar para o mundo da Mística (Netuno) e da Identificação (Plutão) prescindindo da lucidez da compreensão de todas as leis unificadas em UMA LEI (Urano), e deste modo, evita-lhe as experiências mediúnicas, espirituais, e as primeiras práticas que pertencem aos primeiros passos dados torpemente no Deserto (Saturno).
Dentro da Tradição, se indica que Urano influi no 7º mês de desenvolvimento embrionário e a Ciência Yoga relaciona este planeta à Pituitária e ao chakra Agna cujo desenvolvimento ou iluminação é sumamente difícil, por se tratar do limite do razoável e da análise em sua mais elevada expressão.
Por tudo isto, Urano está associado à onissapiência, a tudo relacionado à inteligencia superior, às viagens espaciais, aos astronautas, aos foguetes interplanetários, às galáxias, à cibernética, aos computadores, à intuiçao, ao idealismo, ao desacordo radical com as coisas medíocres, etc.
(1) Urano, na Mitologia Grega representa o Céu. A Urano, portanto, é atribuido o conhecimento da Astrologia (também chamada na Antiguidade de Uranoscopia), ciência que conduz à integração da vida humana mediante o estudo das suas diversas dimensões vitais (n.e.). Fonte do texto: Cosmossintese- LaKaZa - FEEU
Segundo Colette H.Silvestre, os arcanos do tarô abaixo são influenciados pelas energias de Urano.
Arcano 0 - O Louco
Urano: planeta que perturba as idéias preconcebidas, provocando a excentricidade e a revolta.
Arcano X - A Roda da Fortuna
Urano e Júpiter: cofirmam por um lado, uma evolução numa outra dimensão e, por outro lado, dinamismo, sorte e expansão.
Arcano XIV - A Temperança
Urano e Saturno: acarretam uma evolução e uma mudança profunda em virtude de sólidas estruturas.
Arcano XX - O Mundo
Mercúrio e Urano: as influências conjugadas destes dois planetas aceleram o movimento, as mudanças bruscas e conduzem a transtornos e imprevistos.
A quadratura crescente desse mês desenha no céu uma Grande Cruz em signos cardinais, que para muita gente significa encruzilhada, expectativa diante de importantes decisões que podem mudar completamente o ruma da vida.
A condição cardinal ativa a primeira quadratura exata, de uma série de sete até 2015, entre Urano e Plutão, parece recado calculado: Sol e Lua a 5 graus de Câncer e Libra, Urano e Plutão a 8 graus de Áries e Capricórnio. Intensifica-se já no período inicial da raspa do tacho, que vai até 2020, a transição natural de todo fim de ciclo, fim de festa, fim de relacionamentos agonizantes, sensação de fim de mundo. Simultânea e paradoxalmente geram-se grandes oportunidades de mudança: anuncia-se daí a Grande Mutação, o passo derradeiro entre a Era do Ter e a tão decantada Era do Ser que passa a ser objeto cobiçado e desejado, quase objeto de consumo imediato.
A cultura do consumismo e do supérfluo se mistura na ótica de relações predatórias, estrutura éticas impossíveis e inimagináveis onde pessoas se tornam descartáveis quando por algum motivo frustram expectativas não explicitadas. Na prática do "lavou está novo", ou simplesmente troca de peça, troca de roupa, troca de par, assim de repente, sem aviso prévio, de uma hora para outra. Tudo parece obedecer às regras de mercado, um modelo mais seguro ou adequado, capaz de estabelecer um novo poder pessoal ou status, ou ainda se enquadrar melhor nas normas sociais, ser mais adaptável às necessidades imediatas de preencher o buraco da barriga, provocado pela falta de sentido das coisas vividas, sem garantia a um futuro previsível, tão inesperado quanto à necessidade de sentir-se amado. Essa prática abusiva, quase "bullying no profile", outorga o direito de uns ferirem aos outros, do mesmo modo como ferem a si mesmos, sem arcar com as consequências imediatas: acordos tácitos se modelam para um simples flerte que acaba frustrado. E tudo volta a ser como era antes.
E de busca em busca o que se encontra é apenas espelho. Ao lustrar a superfície do espelho não melhora o que se vê lá dentro, aliás, o que fica é ainda mais nítido: a imagem de próprio vazio.
Alfons Maria Mucha nasceu em Ivancice/República Tcheca em 24 de Julho de 1860 foi um ilustrador e designer gráfico tcheco e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardtrealizados na França de 1894 a 1900.
Entre outros trabalhos há também uma série chamada Épicos Eslavos criada entre os anos de 1912 a 1930.
The Slav Epic' cycle No.20: The Apotheosis of the Slavs
Slavs for Humanity (1926)
Outras obras:
A partir de 14 de Julho (*) até 31 de Dezembro de 2012 em associação com a Mucha Foundation oNational Czech & Slovak Museum & Library estará realizando uma exposição com cerca de 230 obras raras de Mucha.
Hoje encontrei esta imagem abaixo, que me chamou a atenção pela beleza e delicadeza.
Taltos Fortune Telling Teacup and saucer by Jon Anton Ironstone – Made In England
Até então, pensei que era apenas uma xícara de chá decorada com motivos astrológicos, coisa que eu adoro.
Pesquisei um pouco e acabei encontrando alguns sites sobre o tema que contam algo mais sobre estas peças que são usadas como um método de adivinhação.
A Teimancia:" uma técnica de leitura pelas folhas de chá, também conhecida como tasseomancia, originou-se na China antiga e seus imperadores utilizavam-na para prever o futuro. A difusão desta prática passou pela Turquia, Rússia e, posteriormente, pela Europa. A técnica consiste em identificar figuras formadas por folhas de chá nas paredes internas de uma xícara."
fonte da imagem: Rosemary's Sampler
Segundo o texto que encontrei no blog Rosemary's Sampler: Muitos livros e panfletos foram impressos sobre este método. O Fortune Telling Taltos Teacup, foram comercializados em 1970,sendo um dos artigos de presente mais vendidos pela Rosemary House.
O livro que acompanha a xícara de chá inclui orientações para a leitura, com o "leitor" apontado como a pessoa que conta a fortuna, e "investigador" é aquele cuja fortuna está sendo contada. Na introdução, ele afirma que este copo d'água proporcionará um passatempo divertido para quem gosta de uma xícara de chá com seus amigos. É também adverte que nem todas as previsões se tornem realidade, e que deve ser considerada uma fonte de diversão e entretenimento, e não tomar as previsões demasiado a sério.
Neste mesmo blog, há um link (em inglês) da Wikipédia que vale a pena dar uma conferida.
O Relógio Astronômico na Praça da Cidade Velha, de Praga
O Orloj é um relógio astronômico medieval, localizado em Praga, capital da República Checa. Este relógio foi montado na parede sul da Prefeitura Municipal da Cidade Velha na Praça da Cidade Velha, que são atrações turísticas bastante populares.
O Orloj é composto por três partes: o mostrador astronômico, representando a posição do Sol e da Lua no céu, além de mostrar vários detalhes celestes; a ”Caminhada dos Apóstolos”, um show mecânico representado a cada troca de hora com as figuras dos apóstolos e outras esculturas com movimento; e um mostrador-calendário com medalhões representando os meses (ou zodíacos, como aparecem em alguns textos).
História
A parte mais antiga do Orloj, composta pelo relógio mecânico e o mostrador astronômico, foi feita pelo relojoeiro Mikulas de Kadan e Jan Sindel, mais tarde professor de matemática e astronomia da Universidade de Charles, em 1410. Este relógio é o terceiro de seu tipo. O primeiro foi construído em Pádua em 1334.
Mais tarde (presume-se que foi em torno de 1490) o mostrador do calendário foi adicionado e a fachada do relógio foi decorada com esculturas góticas.
Em 1552, este relógio foi reparado pelo mestre-relojoeiro do Orloj, Jan Táborský, que também escreveu um relatório sobre ele que menciona Jan Huze, também conhecido como Hanus, como o construtor do relógio. Essa informação foi um engano, corrigido durante o século 20.
O Orloj parou de trabalhar muitas vezes durante os séculos, depois do reparo de 1552 e foi consertado muitas vezes. No século XVII, foram adicionadas as estátuas móveis. As estátuas dos apóstolos, no topo, foram adicionadas num grande reparo feito entre 1865 e 1866.
O Orloj sofreu muitos danos nos últimos dias da 2ª Guerra Mundial quando os alemães apontaram o fogo da artilharia ao prédio da prefeitura. Toda a área foi queimada, junto com as esculturas de madeira do Orloj, assim como a face do calendário, de grande valor artístico, produzidos por Josef Manes. A máquina original foi consertada e o relógio voltou ao seu funcionamento normal em 1948, depois de muita pesquisa.
Existem algumas histórias pouco realistas sobre a construção do relógio astronômico. Por muito tempo, acreditou-se que o Orloj fora construído em 1490 pelo mestre-relojoeiro Hanus e seu assistente Jakub Čech. Outra história fictícia envolve o mesmo Mestre-Relojoeiro. A lenda conta que ele foi cegado para que não pudesse mais construir outro relógio parecido com esse.
O mostrador astronômico é forma mecânica do astrolábio, instrumento muito usado pela Astronomia medieval. De outro modo, o mostrador astronômico pode ser visto como planetário primitivo, que mostra o estado atual do Universo.
O fundo do mostrador astronômico representa o Planeta Terra (com Praga como seu centro) e o céu e, no entorno disso, há quatro dos principais componentes móveis: o anel zodiacal, mais interno e que circunda a representação do planeta, um anel rotatório externo, um ícone representando o sol e outro representando a lua.
As letras de ouro ultra-periféricas em um anel preto ao redor do relógio indicam o Tempo Antigo Checo usando símbolos conhecidos como numeral Schwabacher.
Fundo estacionário
O fundo estacionário representa a Terra e a visão local do céu. O fundo azul, bem no centro, representa a Terra e o azul na parte de cima representa a parte do céu que está acima da linha do horizonte. As áreas vermelhas e pretas representam a porção celestial abaixo da linha do horizonte. Durante o dia, o sol move-se em cima da área azul. Durante o nascer e o pôr-do-sol, ele move-se pelas áreas avermelhadas. A parte vermelha a oeste (esquerda) representa a aurora, assim como a parte leste, à direita, simboliza o horário do crepúsculo. Essas mesmas regras valem para a localização da lua.
Os números romanos em dourado, na borda mais externa do círculo azul, seguem a escala de 24 horas diárias e mostram o horário local de Praga (fuso horário centro-europeu). As linhas douradas curvas, que dividem a parte azul do mostrador em 12 partes, demonstram os “horários desiguais”. Esses horários equivalem a um doze-avos do tempo decorrido entre o nascer e o pôr do sol e variam na proporção em que o tempo de luminosidade de cada dia aumenta ou diminui, conforme a época do ano.
O anel zodiacal
Na área interna do anel preto mais externo, há um outro anel móvel, que marca os signos do zodíaco e indicam o movimento das estrelas. A pequena estrela dourada mostra o equinócio de verão (ao passo que, no hemisfério sul é o mesmo dia do equinócio de inverno) e o horário estelar pode ser lido na escala com os números romanos.
A antiga escala de tempo checa.
No extremo externo do relógio, numerais dourados Schwabacher estão presos em um fundo preto. Esses números indicam o tempo antigo checo (ou "horas italianas"), com as medidas começando em "1" no pôr-do-sol. Esse anel move-se durante o ano para coincidir com o horário do pôr-do-sol
Sol
O sol dourado move-se em torno do círculo zodiacal, mostrando sua posição na eclíptica da terra. O sol está colocado a um braço com uma mão dourada e, juntos, estes objetos mostram o horário de três maneiras diferentes:
A posição da mão dourada sobre os números romanos no fundo mostram o horário local de Praga;
A posição do sol sobre as linhas curvas douradas do fundo mostram o tempo nas Horas Desiguais; e,
A posição da mão dourada sobre o anel externo indica o tempo decorrido na Velha Escala Tcheca.
Adicionalmente, a distância do Sol do centro do mostrador mostra o horário do nascer e do pôr-do-sol.
Lua
O movimento da lua na elíptica é mostrado, assim como o sol, embora a velocidade seja muito mais rápida. A esfera semi-prateada da lua mostra a fase lunar.
Destaque de duas imagens
A estátua que representa a morte
Em cima, está o galo que canta e logo abaixo as portas em que os apóstolos aparecem
O show da mudança de horário
A mudança da hora neste relógio é antecedida por um “show”. A demonstração é iniciada com a estátua da morte virando sua ampulheta. Ao mesmo tempo, é iniciada a parada dos 12 apóstolos. A ordem do aparecimento é a seguinte:
Na janela esquerda:
Paulo, com um livro e uma espada;
Tomé, com uma lança;
Judas, com um livro;
Simão, com uma serra;
Bartolomeu, com um livro; e
José, com um pergaminho.
Na janela direita:
Pedro, com uma chave;
Mateus, com um machado;
João, com uma cobra;
André, com uma cruz;
Filipe, com uma cruz; e
João Evangelista, com um porrete.
A mudança de horário é feita logo após ao cacarejo do galo, ao topo do relógio.
Outros detalhes arquitetônicos da fachada:
Estátuas em torno do mostrador.
Nas laterais, na parte mais alta do mostrador, existem as seguintes estátuas:
Do lado esquerdo:
A vaidade, com um espelho na mão; e
A avareza, com um saco de dinheiro na mão.
Do lado direito:
A morte, com a ampulheta na mão; e
A invasão pagã.
É chamativa a informação de que as estátuas significando a Avareza e a Invasão pagã são estátuas de um agiota (originalmente um agiota judeu, descaraterizado religiosamente após a Segunda Guerra Mundial) e de um turco muçulmano. Outra observação interessante é que a marcação da troca do tempo é feita pela morte.
É importante falar que essas quatro estátuas representavam as quatro maiores preocupações cívicas da população praguense da época.
Estátuas abaixo do mostrador
A esquerda, um Cronista e um Anjo. A direita, um Astrônomo e um Filósofo. No centro, um calendário.
Estas estátuas podem ser interpretadas como as quatro fontes mais importantes da arte e da cultura de Praga.
A roda-calendário
O calendário sob o mostrador do relógio é uma réplica de uma pintura do revivalista checo Josef Mánes, produzida em 1866.
Nesta peça está representado todo o conhecimento astronômico da época, assim como 12 cenas representando as quatro estações climáticas que, ao mesmo tempo, celebram a vida rural da região da Bohêmia. Fonte texto:http://pt.wikipedia.org/wiki/Orloj
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